Protestos no Leste

Mais de duas mil pessoas manifestaram-se, dia 14, na capital da Bulgária, Sofia, frente ao parlamento, exigindo a demissão do governo e o fim do domínio da mafia no país. O protesto, em que participaram estudantes, agricultores e trabalhadores, terminou em violentos confrontos com a polícia, de que resultaram 32 feridos, 12 dos quais agentes da autoridade, sendo detidos 154 manifestantes.
Num comunicado, os organizadores da acção sublinham que o povo búlgaro «está farto de viver no país mais pobre e mais corrupto da UE».
Segundo as sondagens, 70 por cento dos 7,6 milhões de búlgaros desejam a demissão do governo de coligação liderada pelos socialistas e 75 por cento denunciam a passividade do parlamento face à corrupção generalizada.
A situação no país agravou-se com a interrupção dos fornecimentos de gás russo, que cobre mais de 90 por cento das necessidades. Na semana passada, o governo reconheceu ter sido obrigado a reduzir o consumo em 70 por cento para evitar o corte total do abastecimento. A medida privou boa parte da população de água quente e aquecimento, numa altura em que as temperaturas variam entre os cinco graus negativos e os 20 negativos.
A degradação extrema das condições de vida levou mais de sete mil pessoas a manifestarem-se, dia 16, frente ao parlamento da Lituânia. O protesto foi convocado pelos sindicatos que rejeitam o plano de austeridade imposto pelo governo.
No final da acção, grupos de manifestantes lançaram pedras contra o contingente de choque, que respondeu com balas de borracha e gás lacrimogéneo. Os confrontos causaram 20 feridos. Oitenta foram detidos.
Três dias antes, um protesto semelhante tinha reunido 10 mil pessoas na vizinha Letónia


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