Estudantes combatem repressão com luta
No passado dia 5 de Novembro, os alunos da Escola C+S de Alfragide fecharam, a cadeado, os portões da instituição em protesto com o Estatuto do Estudante, imposto pelo Governo PS. «O Conselho Executivo da escola, com certeza dirigido por um homem de mão do Governo, chamou a polícia. Esta não se fez rogada, entrando em força e de forma despropositada no sentido de repor a “legalidade”. Bateu em vários estudantes, um deles com apenas 10 anos de idade», revelaram os comunistas da Amadora.
Exige-se, por isso, «no rigoroso cumprimento das normas vigentes», a responsabilização da PSP. «Presume-se que o chamado espírito de corpo não permitirá apurar a responsabilidade individual, pelo que deve ser responsabilizada toda a força destacada para esta intervenção», referem.
Por seu lado, o Grupo Parlamentar de «Os Verdes» questionou, em requerimento, o Governo se foi aberto algum inquérito «para averiguar a veracidade dos relatos e de eventuais irregularidades e responsabilidades na actuação dos agentes da PSP».
Também, os alunos da Escola Básica 2,3 Pedro de Santarém, em Lisboa, queixaram-se de agressões de polícias durante uma manifestação em frente ao estabelecimento contra, entre outros, o novo regime de faltas.
Pelo menos quatro estudantes terão ficado feridos. Segundo uma aluna, a polícia, depois de rodeada por cerca de 200 estudantes, carregou sobre os jovens, tendo um deles ido apresentar queixa na esquadra da PSP de Alfragide, o que lhe foi recusado.
À Lusa, Diogo Dinis disse ter sido agredido «na cara e na barriga» por polícias já no interior das instalações da escola. Ruben, outro aluno, contou que polícias lhe deram «chapadas» e lhe apertaram o pescoço, após ter sido interrogado e identificado.
A luta continua!
Na sexta-feira, milhares de alunos das escolas básicas e secundárias de vários pontos do País faltaram às aulas e manifestaram-se nas ruas contras as políticas educativas do Governo. Lisboa, Estoril, Mafra, Faro, Portimão, Oliveira de Azeméis, Fafe, Viana do Castelo, Miranda do Corvo, Coimbra, Leiria e Alcobaça, foram algumas das muitas localidades onde os estudantes protestaram contra o novo regime de faltas e o diploma da gestão escolar. Dias antes, também os estudantes da Escola Secundária de Albufeira saíram à rua para demonstrarem o seu descontentamento.
Nas ruas de Viana do Castelo, por exemplo, manifestaram-se centenas de estudantes da EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires e da Escola Secundária de Santa Maria Maior. Em Fafe, onde a ministra da Educação foi alvo de fortes apupos, centenas de estudantes manifestaram-se junto ao edifício da Câmara Municipal.
Mais a Sul, em Faro, centenas de alunos concentraram-se frente ao Governo Civil para pedir a demissão da ministra da Educação.
«Abaixo o regime de faltas» ou «Ministra basta, demite-te já», eram alguns dos slogans visíveis nos cartazes que os alunos empunhavam, enquanto cantavam em uníssono «Está na hora de ires embora».
No Alentejo, o protesto juntou alunos nas ruas das três capitais de distrito da região: Évora, Beja e Portalegre, onde os alunos percorreram as ruas entoando palavras de ordem contra as políticas do Governo.
No início da semana, cerca de 750 alunos do ensino secundário de Amarante manifestaram-se em frente à Câmara Municipal, tendo entregue uma carta de protesto contra as políticas educativas. Na ocasião, Luís Ribeiro, dirigente de uma associação de estudantes, lembrou que os alunos «estão contra o Estatuto do Aluno e que as suas reivindicações vão para além do regime de faltas».
Afirmando estar a par do despacho da ministra da Educação, que desobriga os alunos com faltas justificadas à realização de um exame suplementar, o representante estudantil acusa a ministra de «querer tirar os alunos das ruas».
Vitória dos alunos do básico e secundário
Os estudantes consideraram uma «vitória» o despacho assinado domingo pela Ministra da Educação sobre o regime de faltas e admitem que este «recuo» funciona como uma «motivação» para os alunos «lutarem mais». «É uma vitória concreta. É um sinal de que as coisas andaram para trás. Houve um recuo», afirmou, segunda-feira, André Martelo, porta-voz da Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico.
Esta decisão ministerial, para o representante das associações de estudantes, «funciona como uma motivação para continuar, para os alunos lutarem mais». «Temos de lutar mais para ter mais resultados», disse, explicando que além do estatuto do aluno, no qual se insere o regime de faltas, existem outras questões que os estudantes querem ver revistas.
Os alunos dizem-se preocupados com a falta de educação sexual nas escolas e com o elevado «custo do ensino que aumenta de ano para ano com o preço dos livros a atingirem valores incomportáveis para as famílias». Para eles, os exames nacionais «não passam de uma barreira elitista» que «deixam milhares de estudantes à porta do ensino superior».
Exige-se, por isso, «no rigoroso cumprimento das normas vigentes», a responsabilização da PSP. «Presume-se que o chamado espírito de corpo não permitirá apurar a responsabilidade individual, pelo que deve ser responsabilizada toda a força destacada para esta intervenção», referem.
Por seu lado, o Grupo Parlamentar de «Os Verdes» questionou, em requerimento, o Governo se foi aberto algum inquérito «para averiguar a veracidade dos relatos e de eventuais irregularidades e responsabilidades na actuação dos agentes da PSP».
Também, os alunos da Escola Básica 2,3 Pedro de Santarém, em Lisboa, queixaram-se de agressões de polícias durante uma manifestação em frente ao estabelecimento contra, entre outros, o novo regime de faltas.
Pelo menos quatro estudantes terão ficado feridos. Segundo uma aluna, a polícia, depois de rodeada por cerca de 200 estudantes, carregou sobre os jovens, tendo um deles ido apresentar queixa na esquadra da PSP de Alfragide, o que lhe foi recusado.
À Lusa, Diogo Dinis disse ter sido agredido «na cara e na barriga» por polícias já no interior das instalações da escola. Ruben, outro aluno, contou que polícias lhe deram «chapadas» e lhe apertaram o pescoço, após ter sido interrogado e identificado.
A luta continua!
Na sexta-feira, milhares de alunos das escolas básicas e secundárias de vários pontos do País faltaram às aulas e manifestaram-se nas ruas contras as políticas educativas do Governo. Lisboa, Estoril, Mafra, Faro, Portimão, Oliveira de Azeméis, Fafe, Viana do Castelo, Miranda do Corvo, Coimbra, Leiria e Alcobaça, foram algumas das muitas localidades onde os estudantes protestaram contra o novo regime de faltas e o diploma da gestão escolar. Dias antes, também os estudantes da Escola Secundária de Albufeira saíram à rua para demonstrarem o seu descontentamento.
Nas ruas de Viana do Castelo, por exemplo, manifestaram-se centenas de estudantes da EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires e da Escola Secundária de Santa Maria Maior. Em Fafe, onde a ministra da Educação foi alvo de fortes apupos, centenas de estudantes manifestaram-se junto ao edifício da Câmara Municipal.
Mais a Sul, em Faro, centenas de alunos concentraram-se frente ao Governo Civil para pedir a demissão da ministra da Educação.
«Abaixo o regime de faltas» ou «Ministra basta, demite-te já», eram alguns dos slogans visíveis nos cartazes que os alunos empunhavam, enquanto cantavam em uníssono «Está na hora de ires embora».
No Alentejo, o protesto juntou alunos nas ruas das três capitais de distrito da região: Évora, Beja e Portalegre, onde os alunos percorreram as ruas entoando palavras de ordem contra as políticas do Governo.
No início da semana, cerca de 750 alunos do ensino secundário de Amarante manifestaram-se em frente à Câmara Municipal, tendo entregue uma carta de protesto contra as políticas educativas. Na ocasião, Luís Ribeiro, dirigente de uma associação de estudantes, lembrou que os alunos «estão contra o Estatuto do Aluno e que as suas reivindicações vão para além do regime de faltas».
Afirmando estar a par do despacho da ministra da Educação, que desobriga os alunos com faltas justificadas à realização de um exame suplementar, o representante estudantil acusa a ministra de «querer tirar os alunos das ruas».
Vitória dos alunos do básico e secundário
Os estudantes consideraram uma «vitória» o despacho assinado domingo pela Ministra da Educação sobre o regime de faltas e admitem que este «recuo» funciona como uma «motivação» para os alunos «lutarem mais». «É uma vitória concreta. É um sinal de que as coisas andaram para trás. Houve um recuo», afirmou, segunda-feira, André Martelo, porta-voz da Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico.
Esta decisão ministerial, para o representante das associações de estudantes, «funciona como uma motivação para continuar, para os alunos lutarem mais». «Temos de lutar mais para ter mais resultados», disse, explicando que além do estatuto do aluno, no qual se insere o regime de faltas, existem outras questões que os estudantes querem ver revistas.
Os alunos dizem-se preocupados com a falta de educação sexual nas escolas e com o elevado «custo do ensino que aumenta de ano para ano com o preço dos livros a atingirem valores incomportáveis para as famílias». Para eles, os exames nacionais «não passam de uma barreira elitista» que «deixam milhares de estudantes à porta do ensino superior».