MURPI contra política do Governo
Cada dia que passa, reformados, pensionistas e idosos sentem que o custo de vida aumenta e que a sua situação social e económica se agrava, como consequência da política do Governo.
Não nos queiram enganar para o voto nos roubar
Quinta-feira, dia em que os deputados discutiam o Orçamento do Estado para 2009, mais de uma centena de reformados, pensionistas e idosos manifestaram-se junto à Assembleia da República para, desta forma, manifestarem o seu descontentamento contra a política do Executivo PS, que agrava a situação social e laboral dos trabalhadores, das famílias e dos reformados.
«Não nos queiram enganar para o voto nos roubar», «Reformados têm direito a uma vida digna», «Saúde é um direito», «Reformados exigem ser respeitados» ou «Não ao aumento do custo de vida e reformas de miséria», era o que se podia ler nos cartazes que os manifestantes empunhavam, de punho bem levantado.
Foram ainda proferidas várias palavras de ordem: «Construímos o presente, exigimos vida diferente», «A Saúde é um direito, sem ela nada feito», «O custo de vida aumenta, os reformados não aguentam» e «Sem melhores pensões, pioram as refeições».
Na ocasião, num pequeno palco improvisado, Casimiro Meneses, presidente do MURPI, acusou o Governo de, nestes últimos três anos, maltratar os reformados, pensionistas e idosos.
«Estamos aqui não só para fazer ouvir o nosso protesto, mas também para entregar aos deputados as nossas propostas», afirmou, manifestando «a solidariedade que é devida a todos os trabalhadores do nosso País, que são vítimas de medidas contidas no Código Laboral, que, a ser aprovado, irá agravar a precariedade e o desemprego, provocará profundas alterações na vida familiar e reduzir os direitos dos trabalhadores».
Por seu lado, a Lei da Segurança Social penaliza os reformados, particularmente aqueles que se reformaram em 2007. Segundo o MURPI o Estado deve a estes 40 mil reformados cerca de 28 milhões de euros. «Vamos, mais uma vez, ficar prejudicados com a aplicação desta lei, quando calcularem os aumentos para 2009», avisou Casimiro Menezes, acrescentando: «Enquanto que para os banqueiros e para os poderosos, o Governo se apressa a aprovar apoios de mais de 20 milhões de euros, para nós reformados, que neste ano de 2008 sofremos com o aumento brutal do custo de vida, este mesmo Governo recusa-se a aumentar extraordinariamente as pensões».
«Vivemos tempos difíceis e os tempos que se avizinham estão carregados de nuvens negras, porque a opção deste Governo é penalizar quem mais precisa, dando regalias aos que mais têm», disse ainda.
Graves desigualdades
Numa intervenção bastante aplaudida pelos presentes, o presidente do MURPI lembrou ainda que Portugal é um dos países da União Europeia em que as desigualdades sociais são mais elevadas.
«Por isso exigimos o aumento extraordinário das pensões em 2008, que nos é devido. Queremos ainda que o aumento das pensões, previsto para 2009, seja superior a quatro por cento, para repor o poder de compra», sublinhou, antevendo que as «medidas contidas neste Orçamento do Estado irão, seguramente, agravar a situação dos serviços de saúde, reduzindo a sua actividade, bem como na participação nos custos dos medicamentos».
«A vida de muitos reformados e idosos é de perfeito abandono à sua sorte e à caridade pública, porque este Governo insiste em desresponsabilizar-se dos seus deveres sociais, fazendo recair os custos dos apoios sociais sobre as famílias que se vêem confrontadas com o aumento do custo de vida e com o desemprego galopante», acusou Casimiro Menezes, exigindo, por último que se reconheça ao MURPI o estatuto de Parceiro Social.
Pensionistas exigem:
- Aumento extraordinário das pensões em 2008;
- Revalorização das pensões, com aumento de quatro por cento, em 2009, para recuperar o poder de compra perdido ao longo destes anos;
- Melhores cuidados médicos de proximidade e iguais benefícios na aquisição de medicamentos, com que foram beneficiados os idosos abrangidos pelo Complemento Solidário do Idoso;
- Facilitar e promover a mobilidade das pessoas idosas nos transportes públicos;
- Proporcionar aos idoso maior segurança física e dos seus bens, em especial aos que vivem sozinhos.
«Não nos queiram enganar para o voto nos roubar», «Reformados têm direito a uma vida digna», «Saúde é um direito», «Reformados exigem ser respeitados» ou «Não ao aumento do custo de vida e reformas de miséria», era o que se podia ler nos cartazes que os manifestantes empunhavam, de punho bem levantado.
Foram ainda proferidas várias palavras de ordem: «Construímos o presente, exigimos vida diferente», «A Saúde é um direito, sem ela nada feito», «O custo de vida aumenta, os reformados não aguentam» e «Sem melhores pensões, pioram as refeições».
Na ocasião, num pequeno palco improvisado, Casimiro Meneses, presidente do MURPI, acusou o Governo de, nestes últimos três anos, maltratar os reformados, pensionistas e idosos.
«Estamos aqui não só para fazer ouvir o nosso protesto, mas também para entregar aos deputados as nossas propostas», afirmou, manifestando «a solidariedade que é devida a todos os trabalhadores do nosso País, que são vítimas de medidas contidas no Código Laboral, que, a ser aprovado, irá agravar a precariedade e o desemprego, provocará profundas alterações na vida familiar e reduzir os direitos dos trabalhadores».
Por seu lado, a Lei da Segurança Social penaliza os reformados, particularmente aqueles que se reformaram em 2007. Segundo o MURPI o Estado deve a estes 40 mil reformados cerca de 28 milhões de euros. «Vamos, mais uma vez, ficar prejudicados com a aplicação desta lei, quando calcularem os aumentos para 2009», avisou Casimiro Menezes, acrescentando: «Enquanto que para os banqueiros e para os poderosos, o Governo se apressa a aprovar apoios de mais de 20 milhões de euros, para nós reformados, que neste ano de 2008 sofremos com o aumento brutal do custo de vida, este mesmo Governo recusa-se a aumentar extraordinariamente as pensões».
«Vivemos tempos difíceis e os tempos que se avizinham estão carregados de nuvens negras, porque a opção deste Governo é penalizar quem mais precisa, dando regalias aos que mais têm», disse ainda.
Graves desigualdades
Numa intervenção bastante aplaudida pelos presentes, o presidente do MURPI lembrou ainda que Portugal é um dos países da União Europeia em que as desigualdades sociais são mais elevadas.
«Por isso exigimos o aumento extraordinário das pensões em 2008, que nos é devido. Queremos ainda que o aumento das pensões, previsto para 2009, seja superior a quatro por cento, para repor o poder de compra», sublinhou, antevendo que as «medidas contidas neste Orçamento do Estado irão, seguramente, agravar a situação dos serviços de saúde, reduzindo a sua actividade, bem como na participação nos custos dos medicamentos».
«A vida de muitos reformados e idosos é de perfeito abandono à sua sorte e à caridade pública, porque este Governo insiste em desresponsabilizar-se dos seus deveres sociais, fazendo recair os custos dos apoios sociais sobre as famílias que se vêem confrontadas com o aumento do custo de vida e com o desemprego galopante», acusou Casimiro Menezes, exigindo, por último que se reconheça ao MURPI o estatuto de Parceiro Social.
Pensionistas exigem:
- Aumento extraordinário das pensões em 2008;
- Revalorização das pensões, com aumento de quatro por cento, em 2009, para recuperar o poder de compra perdido ao longo destes anos;
- Melhores cuidados médicos de proximidade e iguais benefícios na aquisição de medicamentos, com que foram beneficiados os idosos abrangidos pelo Complemento Solidário do Idoso;
- Facilitar e promover a mobilidade das pessoas idosas nos transportes públicos;
- Proporcionar aos idoso maior segurança física e dos seus bens, em especial aos que vivem sozinhos.