«Carrasco» ou secretário de Estado?

A pergunta fê-la a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, num comunicado a propósito das declarações do secretário de Estado da Administração Pública, no encerramento do Congresso Nacional da Administração Pública. Castilho dos Santos afirmou, dia 30 de Outubro, que «trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma serão trucidados».
Para a federação, as palavras do membro do Governo revelam «a sua face, até aqui oculta, de “ditador de pacotilha”, coloca-o fora das condições que se impõem para se ser governante de um Estado democrático», e «demonstram o desespero perante a resistência dos trabalhadores».
A afirmação comprova ainda, diz a FNSFP/CGTP-IN, que a reforma do Executivo PS «é imposta e não corresponde aos reais interesses das populações e dos trabalhadores».
Para o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, as afirmações de Castilho dos Santos «são reveladoras da prepotência, arrogância e da vindicta sobre os trabalhadores da Administração Pública».
O sindicato lembra que o Governo PS impôs o novo modelo de avaliação de desempenho, o qual «não promove o efectivo reconhecimento do mérito de todos os trabalhadores», justificando-o com a necessidade de acabar com as progressões automáticas.
«Agora, dá o dito pelo não dito e decide progressões automáticas para todos os cargos dirigentes, a consolidação de posições remuneratórias, após o exercício de determinadas funções, e ainda não alterou a Lei de aposentação para os deputados», acusou o SEP/CGTP-IN.

Trabalho extraordinário não pago

No Hospital Dom Pedro, , reuniu o SEP, dia 27, para discutir a proposta da Administração, dirigida aos enfermeiros com contratos individuais de trabalho sem termo a alargarem os respectivos horários semanais, de 35 para 40 horas. Apelando à resistência dos trabalhadores a esta proposta, o sindicato considera-a inadmissível, e que a administração devia era contratar mais enfermeiros, lembrando que, já hoje, estes trabalhadores estão obrigados a cumprir horários muito acima das 35 horas, embora este trabalho não seja pago como extraordinário. Naquele estabelecimento há também «enfermeiros contratados a termo, que terminaram os contratos mas continuam a exercer funções».


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