Trabalhadores com subsídios em atraso
Muitas pequenas e médias empresas (o cálculo aponta para um terço) não pagaram o subsídio de férias aos seus trabalhadores e temem não conseguir atribuir o de Natal, o que agravará ainda mais a situação de milhares de famílias. A revelação foi feita pelo presidente da Associação Nacional das PME, Augusto Morais, que explicou esta situação com o facto de as empresas com maiores dificuldades financeiras preferirem, primeiro, saldar as contas com o Estado, deixando para depois o pagamento dos salários, o que não se verificava «até há dois anos». Esta opção, segundo aquele dirigente associativo, resulta do medo que muitos empresários hoje têm de ver os seus bens penhorados por atraso no pagamento dos impostos e das contribuições para a Segurança Social.
«Se uma empresa ficar a dever um ou dois meses ao Estado, porque se atrasa no pagamento da Segurança Social e no fisco, o fisco imediatamente lança-se contra a empresa. O que quer dizer que a encerra ou a pode encerrar através de penhoras. Por isso, o empresário prefere pagar os impostos a pagar aos trabalhadores e eles, como não têm outra solução senão esperar, vão esperando», declarou à Lusa o presidente da Associação das PME, que estima que mais de 30 mil trabalhadores estejam nesta situação.
«Se uma empresa ficar a dever um ou dois meses ao Estado, porque se atrasa no pagamento da Segurança Social e no fisco, o fisco imediatamente lança-se contra a empresa. O que quer dizer que a encerra ou a pode encerrar através de penhoras. Por isso, o empresário prefere pagar os impostos a pagar aos trabalhadores e eles, como não têm outra solução senão esperar, vão esperando», declarou à Lusa o presidente da Associação das PME, que estima que mais de 30 mil trabalhadores estejam nesta situação.