Leitura de classe

A ajuda

Alina Sousa. 48 anos, dirigente sindical, militante do PCP. Lê o Avante! em casa. Recorta alguns artigos, que lê sempre que pode.
Alina Sousa não dispensa a leitura semanal do Avante! , de que é assinante. Normalmente aos domingos, debaixo da árvore que tem no pequeno quintal de casa, esta dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e da União dos Sindicatos de Viseu, lê o órgão central do seu partido, porque o jornal coloca «as coisas no sítio certo». «O que eu procuro no Avante! é a verdade», afirma. A mesma que não encontra nos restantes órgãos de informação…
Consciente de que poucas vezes tem tempo para ler o jornal de ponta a ponta, selecciona os temas. Do editorial não prescinde. «Situa-me nos principais factos políticos da semana», afirma. Depois, lê o resto, sobretudo os artigos internacionais, que «devora» com especial avidez. Quando se vê sem tempo, recorta os artigos que mais parecem ser do seu agrado e lê-os sempre que tem oportunidade.
Para a sua acção diária, são os artigos relacionados com os trabalhadores os que mais a interessam. «Percebendo os objectivos políticos que estão por trás de algumas medidas do Governo que afectam os trabalhadores, consigo definir melhor os caminhos para as combater», considera. «O Avante! ajuda-me a perceber esses objectivos.» E percebendo-os, afirma, está em condições de ajudar os outros a perceber também. Alina Sousa procura sempre dar este contributo nos colectivos sindicais em que participa. «Às vezes consigo», destaca.
Embora seja membro do Conselho Nacional da CGTP, rejeita que nada tenha a ganhar com a leitura de artigos sobre temas laborais. E exemplifica: «Houve um artigo do Avante! sobre o pacote laboral que me ajudou imenso na elaboração de um documento», que foi depois distribuído aos trabalhadores. E com muito sucesso, recorda. «Recebemos muitos elogios.»

Preparar para a luta

Ser sindicalista em Viseu não é fácil, destaca Alina Sousa, que fala de inúmeros obstáculos que são colocados à intervenção sindical na região. Com poucos activistas e dirigentes, os sindicatos tem dificuldade em penetrar nas empresas e em chegar aos trabalhadores.
Ainda assim, lembra, nos últimos anos as coisas evoluíram positivamente: «Cada vez temos menos manifestações de desagrado relativamente à nossa acção e intervenção. Antes havia muitas “bocas” quando algum dirigente falava, hoje há menos disso.» Na sua opinião, isto prende-se, em primeiro lugar, com a degradação de vida dos trabalhadores e da população de Viseu, que se revê cada vez mais nas palavras dos sindicalistas. Mas também o trabalho dos sindicatos jogou o seu papel nesta lenta mudança de mentalidades, confia.
Destacando as dificuldades, relativiza: Algumas lutas, travadas recentemente, constituíram um grande sucesso. Em Outubro passado, centenas de trabalhadores desfilaram nas ruas de Viseu; o 1.º de Maio comemora-se em três concelhos e perto de oitenta por cento dos trabalhadores da administração pública aderiram à Greve Geral. As dificuldades, e os passos positivos dados recentemente, reforçam-lhe uma convicção: a preparação política dos quadros é fundamental. E nisto o Avante! tem um «papel destacado», assegura.


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O amigo

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