O emblema
Orlando da Costa. 74 anos, escritor, militante do PCP.
Lê o Avante! em casa.
Fomos encontrar Orlando da Costa na Associação Portuguesa de Escritores, na Rua de São Domingos, em Lisboa. É um lugar que muito lhe agrada, o seu esconderijo pessoal, onde há já largos anos desfruta momentos mágicos e singulares de leitura. No entanto, é em sua casa que, confessa, gosta de ler o Avante!, o órgão central do Partido Comunista Português.
Militante desde 1954, Orlando da Costa recorda com grande ternura os tempos em que distribuía, clandestinamente, o Avante!. «Um camarada entregava-me regularmente um pacote de jornais para distribuir lá na universidade. Anos mais tarde fazia entregas a pessoas minhas conhecidas».
Para o escritor, o Avante! é um emblema que acompanha a evolução de situações socio-políticas, por um lado, assim como os aspectos da técnica da comunicação jornalística, por outro. «O órgão central do PCP é um emblema activo e vivo, como jornal partidário que é, de um Partido que é perfeitamente definido e que tem os seus objectivos. O órgão central do PCP tem que ter postura, e o Avante! tem-na », sustenta.
Fazendo uma comparação entre o que foi e o que é hoje o Avante! , Orlando da Costa não poupa elogios ao órgão central do PCP e consequentemente à equipa que o elabora e o dirige. «O salto qualificativo que o Avante! deu não foi pequeno. A passagem do antigo para o novo jornal é de louvar, porque garantiu e garante a sua subsistência, no meio de tantos outros jornais, preservando o valor emblemático do Partido Comunista Português», afirma, saudando ainda o aspecto gráfico e o conteúdo, que tem atingido, ao longo dos anos, o seu objectivo: «atrair e comunicar, ligando as pessoas a este tipo de informação».
Informação amadurecida
Tendo sido já colaborador do Avante! , nomeadamente num número sobre Timor e outro sobre José Gomes Ferreira, Orlando da Costa não tem uma área preferida no jornal, mas há temas que lhe interessam mais. «Gosto muito de ler as apreciações de ordem internacional, nomeadamente os artigos assinados», diz, sublinhando que todas as outras secções são de uma importância vital para a percepção do que está realmente a acontecer no País e no mundo. «A informação do Avante! é balançada, suficientemente amadurecida, até porque é um semanário, e acrescenta sempre qualquer coisa aos outros órgãos de comunicação», como aconteceu no caso do noticiário sobre a guerra do Iraque.
Como escritor e homem da comunicação que é, Orlando da Costa declara no entanto não poder passar sem a leitura diária de outros jornais. «Quando leio um artigo reaccionário ou para-reaccionário, no Expresso ou no Público, ou seja onde for, sei lê-lo nas entrelinhas, aprendi a fazê-lo no tempo do fascismo. Saber a opinião de um indivíduo de direita, sobre um qualquer assunto, nacional ou internacional, dá-me um maior vigor crítico», conclui o escritor.
Militante desde 1954, Orlando da Costa recorda com grande ternura os tempos em que distribuía, clandestinamente, o Avante!. «Um camarada entregava-me regularmente um pacote de jornais para distribuir lá na universidade. Anos mais tarde fazia entregas a pessoas minhas conhecidas».
Para o escritor, o Avante! é um emblema que acompanha a evolução de situações socio-políticas, por um lado, assim como os aspectos da técnica da comunicação jornalística, por outro. «O órgão central do PCP é um emblema activo e vivo, como jornal partidário que é, de um Partido que é perfeitamente definido e que tem os seus objectivos. O órgão central do PCP tem que ter postura, e o Avante! tem-na », sustenta.
Fazendo uma comparação entre o que foi e o que é hoje o Avante! , Orlando da Costa não poupa elogios ao órgão central do PCP e consequentemente à equipa que o elabora e o dirige. «O salto qualificativo que o Avante! deu não foi pequeno. A passagem do antigo para o novo jornal é de louvar, porque garantiu e garante a sua subsistência, no meio de tantos outros jornais, preservando o valor emblemático do Partido Comunista Português», afirma, saudando ainda o aspecto gráfico e o conteúdo, que tem atingido, ao longo dos anos, o seu objectivo: «atrair e comunicar, ligando as pessoas a este tipo de informação».
Informação amadurecida
Tendo sido já colaborador do Avante! , nomeadamente num número sobre Timor e outro sobre José Gomes Ferreira, Orlando da Costa não tem uma área preferida no jornal, mas há temas que lhe interessam mais. «Gosto muito de ler as apreciações de ordem internacional, nomeadamente os artigos assinados», diz, sublinhando que todas as outras secções são de uma importância vital para a percepção do que está realmente a acontecer no País e no mundo. «A informação do Avante! é balançada, suficientemente amadurecida, até porque é um semanário, e acrescenta sempre qualquer coisa aos outros órgãos de comunicação», como aconteceu no caso do noticiário sobre a guerra do Iraque.
Como escritor e homem da comunicação que é, Orlando da Costa declara no entanto não poder passar sem a leitura diária de outros jornais. «Quando leio um artigo reaccionário ou para-reaccionário, no Expresso ou no Público, ou seja onde for, sei lê-lo nas entrelinhas, aprendi a fazê-lo no tempo do fascismo. Saber a opinião de um indivíduo de direita, sobre um qualquer assunto, nacional ou internacional, dá-me um maior vigor crítico», conclui o escritor.