Força de Maio na rua
Milhões de pessoas celebraram em todo o mundo o Dia Internacional dos Trabalhadores, levando às ruas a exigência de melhores condições salariais, trabalho com direitos e direito à alimentação, e rejeitando a ingerência imperialista e a guerra.
Nos EUA, milhares de estivadores protestaram contra as guerras do Iraque e Afeganistão
Alguns com mais razões para festejar, outros nem por isso, mas todos unidos por uma reivindicação comum: construir com a força de Maio um futuro de paz, de progresso, de igualdade, de justiça, de soberania e de direitos para os trabalhadores e os povos de todos os continentes.
Assim foi em Havana, capital, mas também na cidade de Santiago de Cuba, onde centenas e centenas de trabalhadores se mobilizaram em defesa da pátria socialista.
Assim foi em La Paz, na Bolívia, em Quito, no Equador, em Luanda, Angola, e na Nicarágua liderada pela Frente Sandinista, porque os trabalhadores encheram Maio em luta pelos processos constitucionais, pela respectiva soberania sobre os recursos naturais e pelas reformas progressistas que impõem melhores salários, direitos laborais e sociais como a contratação colectiva, a liberdade de acção sindical, o acesso à saúde, à educação e à terra, e, desta forma, afastam os planos neocolonialistas do imperialismo apoiadas por um punhado de famílias oligarcas locais.
No mesmo combate, a Venezuela. Em Caracas e nas principais cidades, multidões imensas marcharam em apoio à revolução com um sorriso estampado no rosto. O governo decidiu festejar o 1.º de Maio aumentando em 30 por cento o salário mínimo, fazendo dos trabalhadores venezuelanos os mais beneficiados de toda a América Latina neste particular, isto mesmo excluindo as senhas de alimentação garantidas pelo Estado bolivariano às camadas mais carenciadas do país.
Lutar quando é mais difícil
Nos EUA o 1.º de Maio não é reconhecido pelo governo, sendo o Dia do Trabalhador festejado em Setembro. Mas nem assim centenas de milhares de trabalhadores autóctones e imigrantes deixaram de celebrar a data em manifestações que, apesar de longe da movimentação ocorrida no ano passado, se fizeram sentir com força em Los Angeles, Miami, Chicago, Nova Iorque, Washington, Phoenix ou Tucson. Em defesa dos direitos laborais e contra a lei da imigração, mas também contra as guerras do Iraque e do Afeganistão. Por este motivo, cerca de 25 mil estivadores e operários dos portos marítimos da Costa Leste largaram o trabalho e exigiram a retirada das tropas.
Na Colômbia, que Uribe transforma em país vassalo dos EUA, milhares encheram as ruas de Bogotá e de outras cidades capitais de província contra a parapolítica e o terrorismo de Estado.
Na Costa Rica, operários, professores, estudantes e membros das comunidades originárias exigiram que o governo dinamize o sector produtivo e garanta a segurança alimentar, reivindicações semelhantes às dos trabalhadores no Panamá, na Guatemala (30 mil), nas Honduras (40 mil), e no México, onde os povos colocaram o acento tónico na subida do preço dos alimentos, no combate ao neoliberalismo e aos Tratados de Livre Comércio com os EUA.
Os salários e os direitos laborais estiveram também no centro das iniciativas realizadas pela CGT e CFDT em 150 localidades em França (200 mil); em mais de uma centena de protestos nas cidades de Itália; em Praga, com o Partido Comunista da Boémia e Morávia a liderar uma manifestação que rejeitou ainda a instalação no país do escudo antimissíl norte-americano; nas cidades de Madrid, Barcelona, Sevilha, Saragoça, Valladolid, Valência, Cartagena, Huelva e Vigo; ou em mais de um milhar de cidades da Rússia envolvendo cerca de 2 milhões de trabalhadores.
Na Ásia, Maio foi de luta contra a fome. Se em Tóquio mais de 12 mil trabalhadores exigiram melhores salários e a resolução do flagelo da precariedade que atinge milhões de japoneses, em Jacarta, Manila, Banguecoque, na Índia e em Singapura, as reivindicações mais fortes foram sobre os acordos comerciais com os EUA e a brutal subida do preço dos bens de primeira necessidade, especialmente do arroz, base da alimentação da maioria dos asiáticos.
Repressão sempre presente
Com o capitalismo em crise e os trabalhadores em luta, Maio foi também de repressão. Em Istambul, mais de meio milhão de trabalhadores turcos tentaram chegar à Praça Taçkim, onde, em 1977, 37 trabalhadores foram mortos na celebração do Dia do Trabalhador. 530 manifestantes foram presos e centenas resultaram feridos na sequência da carga policial.
Força bruta contra as razões populares também no Chile, onde, depois de mais de 20 mil pessoas desfilarem em Santiago, a polícia entrou em confronto com os estudantes. Quase uma centena de jovens foram detidos
Em Hamburgo e Berlim, os protestos ficaram marcados por confrontos com a polícia, mas nem os distúrbios mancharam as mais de 400 iniciativas que decorreram em todo o país exigindo a elevação do salário mínimo.
Assim foi em Havana, capital, mas também na cidade de Santiago de Cuba, onde centenas e centenas de trabalhadores se mobilizaram em defesa da pátria socialista.
Assim foi em La Paz, na Bolívia, em Quito, no Equador, em Luanda, Angola, e na Nicarágua liderada pela Frente Sandinista, porque os trabalhadores encheram Maio em luta pelos processos constitucionais, pela respectiva soberania sobre os recursos naturais e pelas reformas progressistas que impõem melhores salários, direitos laborais e sociais como a contratação colectiva, a liberdade de acção sindical, o acesso à saúde, à educação e à terra, e, desta forma, afastam os planos neocolonialistas do imperialismo apoiadas por um punhado de famílias oligarcas locais.
No mesmo combate, a Venezuela. Em Caracas e nas principais cidades, multidões imensas marcharam em apoio à revolução com um sorriso estampado no rosto. O governo decidiu festejar o 1.º de Maio aumentando em 30 por cento o salário mínimo, fazendo dos trabalhadores venezuelanos os mais beneficiados de toda a América Latina neste particular, isto mesmo excluindo as senhas de alimentação garantidas pelo Estado bolivariano às camadas mais carenciadas do país.
Lutar quando é mais difícil
Nos EUA o 1.º de Maio não é reconhecido pelo governo, sendo o Dia do Trabalhador festejado em Setembro. Mas nem assim centenas de milhares de trabalhadores autóctones e imigrantes deixaram de celebrar a data em manifestações que, apesar de longe da movimentação ocorrida no ano passado, se fizeram sentir com força em Los Angeles, Miami, Chicago, Nova Iorque, Washington, Phoenix ou Tucson. Em defesa dos direitos laborais e contra a lei da imigração, mas também contra as guerras do Iraque e do Afeganistão. Por este motivo, cerca de 25 mil estivadores e operários dos portos marítimos da Costa Leste largaram o trabalho e exigiram a retirada das tropas.
Na Colômbia, que Uribe transforma em país vassalo dos EUA, milhares encheram as ruas de Bogotá e de outras cidades capitais de província contra a parapolítica e o terrorismo de Estado.
Na Costa Rica, operários, professores, estudantes e membros das comunidades originárias exigiram que o governo dinamize o sector produtivo e garanta a segurança alimentar, reivindicações semelhantes às dos trabalhadores no Panamá, na Guatemala (30 mil), nas Honduras (40 mil), e no México, onde os povos colocaram o acento tónico na subida do preço dos alimentos, no combate ao neoliberalismo e aos Tratados de Livre Comércio com os EUA.
Os salários e os direitos laborais estiveram também no centro das iniciativas realizadas pela CGT e CFDT em 150 localidades em França (200 mil); em mais de uma centena de protestos nas cidades de Itália; em Praga, com o Partido Comunista da Boémia e Morávia a liderar uma manifestação que rejeitou ainda a instalação no país do escudo antimissíl norte-americano; nas cidades de Madrid, Barcelona, Sevilha, Saragoça, Valladolid, Valência, Cartagena, Huelva e Vigo; ou em mais de um milhar de cidades da Rússia envolvendo cerca de 2 milhões de trabalhadores.
Na Ásia, Maio foi de luta contra a fome. Se em Tóquio mais de 12 mil trabalhadores exigiram melhores salários e a resolução do flagelo da precariedade que atinge milhões de japoneses, em Jacarta, Manila, Banguecoque, na Índia e em Singapura, as reivindicações mais fortes foram sobre os acordos comerciais com os EUA e a brutal subida do preço dos bens de primeira necessidade, especialmente do arroz, base da alimentação da maioria dos asiáticos.
Repressão sempre presente
Com o capitalismo em crise e os trabalhadores em luta, Maio foi também de repressão. Em Istambul, mais de meio milhão de trabalhadores turcos tentaram chegar à Praça Taçkim, onde, em 1977, 37 trabalhadores foram mortos na celebração do Dia do Trabalhador. 530 manifestantes foram presos e centenas resultaram feridos na sequência da carga policial.
Força bruta contra as razões populares também no Chile, onde, depois de mais de 20 mil pessoas desfilarem em Santiago, a polícia entrou em confronto com os estudantes. Quase uma centena de jovens foram detidos
Em Hamburgo e Berlim, os protestos ficaram marcados por confrontos com a polícia, mas nem os distúrbios mancharam as mais de 400 iniciativas que decorreram em todo o país exigindo a elevação do salário mínimo.