Comportamentos inaceitáveis
A situação social e laboral das regiões continua a estar no centro das preocupações das várias organizações do PCP.
A Direcção Concelhia de Odivelas, reunida no dia 4 de Agosto, analisou concretamente a situação da Cometna, empresa metalúrgica situada na freguesia de Famões, que pela primeira vez fechou um mês para férias. Uma situação inédita que, face ao panorama de falências e correspondente desemprego que se vive no País, suscita aos comunistas e aos trabalhadores da própria empresa algumas apreensões. Tanto mais que, este ano, algumas empresas que alegadamente terão fechado para férias, não voltaram a abrir.
A Concelhia de Odivelas analisou ainda o comportamento «autoritário, discriminatório e de censura» exercido pelo Presidente da Câmara Municipal de Loures que, na última reunião pública daquele órgão, impediu o uso da palavra a um munícipe e dirigente local do PCP, ao contrário da forma como procedeu em relação ao Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas em idênticas condições. Este uso de «dois pesos e duas medidas» merece a viva crítica do PCP, «particularmente por virem no seguimento de um conjunto de posturas no mínimo bastante duvidosas em termos éticos», tendo já levado a várias tomadas de posição dos eleitos da CDU. Mais, é revelador da intenção deliberada de «impedir a crítica e o confronto de ideias, apenas para defender interesses partidários».
Marinha Grande
Por sua vez, a Comissão Concelhia da Marinha Grande, reunida a 14 de Agosto, deteve-se particularmente sobre a polémica que envolveu a Câmara Municipal
e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários a propósito do fogo na Mata Nacional.
O PCP considera «inaceitáveis» o comportamento e a linguagem ofensiva utilizada pelo presidente e o vice-presidente da Câmara contra os Bombeiros Voluntários e os seus responsáveis - a quem os comunistas manifestam a sua solidariedade - e apela à «urgente contenção» nos seus comportamentos e atitudes.
De resto, a Concelhia do PCP vê com preocupação o desenvolvimento, a nível concelhio e regional, de uma campanha que «visa centrar nos bombeiros e em alguns operacionais» a responsabilidade pela extensão dos fogos florestais, lançando «uma cortina de fumo» sobre as efectivas responsabilidades de sucessivos governos na condução das políticas florestais e insuficiência de medidas de prevenção e combate aos incêndios. Assim, o PCP não acompanha a manobra da maioria PS na Câmara, à volta da exigência de um inquérito (obrigatório por lei sempre que os fogos destruam mais de 1000 ha), cujo objectivo é, afinal, alijar as suas próprias responsabilidades e contribuir para o desenvolvimento de um clima de ajuste de contas pessoal. E considera que o drama que se abateu sobre o concelho «não pode ser palco de superação de contradições entre fracções desavindas do Partido Socialista na Marinha Grande».
A Concelhia de Odivelas analisou ainda o comportamento «autoritário, discriminatório e de censura» exercido pelo Presidente da Câmara Municipal de Loures que, na última reunião pública daquele órgão, impediu o uso da palavra a um munícipe e dirigente local do PCP, ao contrário da forma como procedeu em relação ao Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas em idênticas condições. Este uso de «dois pesos e duas medidas» merece a viva crítica do PCP, «particularmente por virem no seguimento de um conjunto de posturas no mínimo bastante duvidosas em termos éticos», tendo já levado a várias tomadas de posição dos eleitos da CDU. Mais, é revelador da intenção deliberada de «impedir a crítica e o confronto de ideias, apenas para defender interesses partidários».
Marinha Grande
Por sua vez, a Comissão Concelhia da Marinha Grande, reunida a 14 de Agosto, deteve-se particularmente sobre a polémica que envolveu a Câmara Municipal
e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários a propósito do fogo na Mata Nacional.
O PCP considera «inaceitáveis» o comportamento e a linguagem ofensiva utilizada pelo presidente e o vice-presidente da Câmara contra os Bombeiros Voluntários e os seus responsáveis - a quem os comunistas manifestam a sua solidariedade - e apela à «urgente contenção» nos seus comportamentos e atitudes.
De resto, a Concelhia do PCP vê com preocupação o desenvolvimento, a nível concelhio e regional, de uma campanha que «visa centrar nos bombeiros e em alguns operacionais» a responsabilidade pela extensão dos fogos florestais, lançando «uma cortina de fumo» sobre as efectivas responsabilidades de sucessivos governos na condução das políticas florestais e insuficiência de medidas de prevenção e combate aos incêndios. Assim, o PCP não acompanha a manobra da maioria PS na Câmara, à volta da exigência de um inquérito (obrigatório por lei sempre que os fogos destruam mais de 1000 ha), cujo objectivo é, afinal, alijar as suas próprias responsabilidades e contribuir para o desenvolvimento de um clima de ajuste de contas pessoal. E considera que o drama que se abateu sobre o concelho «não pode ser palco de superação de contradições entre fracções desavindas do Partido Socialista na Marinha Grande».