Vítimas indemnizadas
Cerca de 50 mil pessoas submetidas a torturas sob a ditadura de Augusto Pinochet vão ser indemnizados pelo governo chileno, segundo anunciou na passada semana, dia 12, o presidente Ricardo Lagos. A medida insere-se num plano, apresentado no mesmo dia, denominado «não há amanhã sem ontem», que se propõe solucionar os casos pendentes de vítimas das atrocidades cometidas pela clique militar que se apoderou do poder em 1973.
Lagos afirmou a propósito que, embora o plano não seja a «solução definitiva para a dor e sofrimentos causados», constitui «um passo decisivo para a reconciliação» entre os chilenos.
O governo dispõe-se ainda a aumentar em 50 por cento as pensões às famílias dos assassinados pela ditadura e promete reduzir as penas de prisão dos condenados que colaborem nas investigações policiais dos crimes cometidos durante a vigência de Pinochet.
Entretanto, organizações de familiares das vitimas já manifestaram o seu descontentamento considerando o plano deficiente e extremamente limitado. «Não contém as medidas que consideramos necessárias para pôr fim aos problemas das violações dos direitos humanos», declarou Mireya Garcia, vice-presidente da Associação dos Familiares do Detidos Desaparecidos.
Lagos afirmou a propósito que, embora o plano não seja a «solução definitiva para a dor e sofrimentos causados», constitui «um passo decisivo para a reconciliação» entre os chilenos.
O governo dispõe-se ainda a aumentar em 50 por cento as pensões às famílias dos assassinados pela ditadura e promete reduzir as penas de prisão dos condenados que colaborem nas investigações policiais dos crimes cometidos durante a vigência de Pinochet.
Entretanto, organizações de familiares das vitimas já manifestaram o seu descontentamento considerando o plano deficiente e extremamente limitado. «Não contém as medidas que consideramos necessárias para pôr fim aos problemas das violações dos direitos humanos», declarou Mireya Garcia, vice-presidente da Associação dos Familiares do Detidos Desaparecidos.