Nem prevenção nem combate
«Não é, certamente, boa conselheira para a prevenção e o combate aos fogos florestais a política cega e absurda de redução da despesa pública e de emagrecimento do Estado, levada a cabo pelo Governo PSD/CDS-PP e pela União Europeia, em nome do sacrossanto Pacto de Estabilidade e para maior glória dos mercados financeiros», salienta-se na declaração divulgada sábado, após a visita de uma delegação do Partido a Vila de Rei, Almacede e outras áreas gravemente afectadas pelos incêndios.
Agostinho Lopes, Bruno Dias, Armando Morais e vários dirigentes regionais do Partido apontaram, em Castelo Branco, alguns factos sobre o que o Governo não fez ou impediu que pudesse ser feito, tanto para prevenir a catástrofe, como para debelar os incêndios:
l Por causa do corte cego em 50 por cento das despesas da Administração Pública, não entraram em funcionamento metade dos 210 postos de vigia;
l O corpo nacional de guardas-florestais está reduzido a 700 efectivos, quando seriam necessário, no mínimo, 1100; mas o Governo prevê a sua diminuição para pouco mais de 420, até ao ano de 2006. Cada guarda-florestal tem hoje a seu cargo áreas entre 6800 e 23 mil hectares;
l Com os cortes nas operações de vigilância móvel de floresta, a cobertura durante todo o dia passou para um único turno, nas horas de maior calor;
l O valor destinado a projectos de prevenção, que nos últimos 5 anos rondou a média anual de 15 milhões de euros, manifestamente insuficiente, terá sido reduzido, pelo actual Governo, para 11,25 milhões (2,25 milhões de contos, quase um terço do que é orçamentado para o combate aos fogos). Foram suspensos os projectos de clubes de florestas nas escolas e as acções de sensibilização de polícia florestal;
l Foi abandonada a limpeza das bermas e áreas marginais das estradas nacionais e municipais, tarefa que compete ao IEP, à Brisa e outras empresas do ramo, às câmaras municipais. No III QCA verifica-se uma quase completa ausência de investimentos na limpeza de matas.
Agostinho Lopes, Bruno Dias, Armando Morais e vários dirigentes regionais do Partido apontaram, em Castelo Branco, alguns factos sobre o que o Governo não fez ou impediu que pudesse ser feito, tanto para prevenir a catástrofe, como para debelar os incêndios:
l Por causa do corte cego em 50 por cento das despesas da Administração Pública, não entraram em funcionamento metade dos 210 postos de vigia;
l O corpo nacional de guardas-florestais está reduzido a 700 efectivos, quando seriam necessário, no mínimo, 1100; mas o Governo prevê a sua diminuição para pouco mais de 420, até ao ano de 2006. Cada guarda-florestal tem hoje a seu cargo áreas entre 6800 e 23 mil hectares;
l Com os cortes nas operações de vigilância móvel de floresta, a cobertura durante todo o dia passou para um único turno, nas horas de maior calor;
l O valor destinado a projectos de prevenção, que nos últimos 5 anos rondou a média anual de 15 milhões de euros, manifestamente insuficiente, terá sido reduzido, pelo actual Governo, para 11,25 milhões (2,25 milhões de contos, quase um terço do que é orçamentado para o combate aos fogos). Foram suspensos os projectos de clubes de florestas nas escolas e as acções de sensibilização de polícia florestal;
l Foi abandonada a limpeza das bermas e áreas marginais das estradas nacionais e municipais, tarefa que compete ao IEP, à Brisa e outras empresas do ramo, às câmaras municipais. No III QCA verifica-se uma quase completa ausência de investimentos na limpeza de matas.