Pescadores procuram melhor vida lá fora
«Todos os dias “fogem” pescadores e outros profissionais da pesca, incluindo mestres e pessoal de máquinas para outros sectores ou outros países da Europa, como a França», onde os salários são muito superiores aos praticados em Portugal, salientou, num comunicado de dia 5, o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte. A informação foi dada a propósito de declarações proferidas por armadores que afirmaram haver falta de pessoal qualificado para o sector nacional da pesca.
«Os armadores que pedem o recrutamento de dois mil profissionais no estrangeiro, não os vão recrutar em França, para onde fogem os profissionais portugueses, onde lhes garantem salários de 1200 a 1500 euros líquidos», salienta o sindicato que os acusa de pretenderem contratar mão-de-obra ainda mais barata do que a nacional, «de borla, se possível». A falta de trabalhadores no sector não se deve a qualquer menor qualificação «mas sim às baixas remunerações e à falta de condições de trabalho». O sindicato exortou o Governo a resolver os problemas da formação profissional e a valorizar as condições de trabalho e remuneratórias destes trabalhadores contemplando incentivos à juventude para o ingresso nestas profissões. A estrutura lembra que reivindica, há muito tempo, que o Governo reconheça as competências de quem desempenha funções de marinheiro pescador, cuja qualificação continua por reconhecer.
«Os armadores que pedem o recrutamento de dois mil profissionais no estrangeiro, não os vão recrutar em França, para onde fogem os profissionais portugueses, onde lhes garantem salários de 1200 a 1500 euros líquidos», salienta o sindicato que os acusa de pretenderem contratar mão-de-obra ainda mais barata do que a nacional, «de borla, se possível». A falta de trabalhadores no sector não se deve a qualquer menor qualificação «mas sim às baixas remunerações e à falta de condições de trabalho». O sindicato exortou o Governo a resolver os problemas da formação profissional e a valorizar as condições de trabalho e remuneratórias destes trabalhadores contemplando incentivos à juventude para o ingresso nestas profissões. A estrutura lembra que reivindica, há muito tempo, que o Governo reconheça as competências de quem desempenha funções de marinheiro pescador, cuja qualificação continua por reconhecer.