Pescadores procuram melhor vida lá fora

«Todos os dias “fogem” pescadores e outros profissionais da pesca, incluindo mestres e pessoal de máquinas para outros sectores ou outros países da Europa, como a França», onde os salários são muito superiores aos praticados em Portugal, salientou, num comunicado de dia 5, o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte. A informação foi dada a propósito de declarações proferidas por armadores que afirmaram haver falta de pessoal qualificado para o sector nacional da pesca.
«Os armadores que pedem o recrutamento de dois mil profissionais no estrangeiro, não os vão recrutar em França, para onde fogem os profissionais portugueses, onde lhes garantem salários de 1200 a 1500 euros líquidos», salienta o sindicato que os acusa de pretenderem contratar mão-de-obra ainda mais barata do que a nacional, «de borla, se possível». A falta de trabalhadores no sector não se deve a qualquer menor qualificação «mas sim às baixas remunerações e à falta de condições de trabalho». O sindicato exortou o Governo a resolver os problemas da formação profissional e a valorizar as condições de trabalho e remuneratórias destes trabalhadores contemplando incentivos à juventude para o ingresso nestas profissões. A estrutura lembra que reivindica, há muito tempo, que o Governo reconheça as competências de quem desempenha funções de marinheiro pescador, cuja qualificação continua por reconhecer.


Mais artigos de: Trabalhadores

Da precariedade para o desemprego

O Governo poderá despedir mais de 25 mil trabalhadores do SNS em situação de precariedade deixando serviços à beira da ruptura, revelou, dia 17, a Frente Comum.

Despedimentos na <em>Portugália</em>

Os 118 trabalhadores da Portugália estão ameaçados com um despedimento colectivo que a Comissão de Trabalhadores vai impugnar judicialmente. No dia 14, os funcionários efectuaram uma marcha lenta de protesto.

Mobilidade agravada com despejos

Os trabalhadores que sejam colocados em regime de mobilidade especial, com casa de função atribuída, poderão ficar sem a habitação para residirem se forem aplicadas as disposições do novo regime do património imobiliário público, avisou a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, num comunicado de dia 7.A...

Privatização da <em>Estradas de Portugal</em>

Ao transformar a Entidade Pública Nacional, Estradas de Portugal numa sociedade anónima, o Conselho de Ministros deu, dia 16, mais um passo no caminho da privatização da rede rodoviária nacional, considerou, num comunicado do dia seguinte, a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública.A federação avisa que a...