Organizações do PCP avaliam problemas locais

A Comissão Concelhia de Gondomar do PCP acusa a Câmara Municipal de ter esquecido a zona ribeirinha de Gondomar, particularmente as freguesias do chamado «Alto Concelho».
A denúncia, feita no seguimento de uma visita à Zona Ribeirinha de Gondomar, inserida na iniciativa «Mil Localidades» que o PCP tem em curso a nível nacional, vai, porém, mais longe: mostra que as assimetrias existentes entre as freguesias do interior e as freguesias urbanas são tão grandes, que se pode dizer que «o chamado "Alto Concelho" está para o Município de Gondomar como este está para a Área Metropolitana do Porto, ou seja, na cauda do desenvolvimento».
De facto, no «Alto Concelho» - que representa mais de 2/3 do território concelhio -, não há oferta de alojamento hoteleiro; os recursos paisagísticos e naturais são desaproveitados; falta emprego; as praias fluviais estão desordenadas e sem equipamentos de apoio e vigilância; os cursos de água estão cada vez mais poluídos.
Porém, o concelho de Gondomar tem potencialidades capazes de o guindar a um lugar de relevo no desenvolvimento da AMP, diz o PCP, basta que os responsáveis autárquicos abandonem a política desenfreada de ocupação de solos e definam e concretizem estratégias que afirmem Gondomar como o seu grande «Parque de Lazer».
Entretanto, numa visita recentemente efectuada à praia fluvial de Lomba, a Concelhia de Gondomar constatou a falta de vigilância adequada, de balneários e casas de banho públicas nesta praia, que no Verão acolhe milhares de banhistas.
Assim, «é tempo» de a Câmara de Gondomar dar mais atenção e dotar de melhores condições os espaços de lazer existentes no concelho, nomeadamente as praias fluviais. Por seu lado, o PCP vai propor aos órgãos autárquicos municipais que o Orçamento Municipal para 2004 contemple uma verba de cerca de 1.750.000 euros destinada à elaboração de um plano estratégico para o desenvolvimento da zona ribeirinha do concelho (complementar ao Programa POLIS) e à construção de infra-estruturas de apoio ao turismo.

Polis paralisado

Também no âmbito das «Mil Localidades», a organização local do Cacém distribuiu, no sábado passado, nos Mercados de Agualva e do Cacém, um comunicado sobre o Polis do Cacém, que tem ido «paralisando» à medida que o «tempo passa e o dinheiro diminui».
O PCP denuncia a atitude da actual maioria PSD/PP, na Câmara de Sintra, que «assobia para o ar», não define respostas para questões essenciais e demora meses para indicar o representante da Câmara no Conselho de Administração da Cacém - Polis.
Face a esta situação, as Organizações do PCP nas 4 Freguesias da Cidade de Agualva-Cacém, decidiram tomar uma posição conjunta - que no sábado tornaram pública - onde exigem à Câmara que, nomeadamente, cumpra todas as obrigações institucionais para com a Cacém - POLIS; respeite o Plano de Pormenor da área de intervenção do Polis; tenha em conta os direitos dos moradores e dos agentes sociais, culturais e económicos em todos os realojamentos; prossiga as acções para a concretização de obras como o alargamento do IC – 19.

Património destruído...

No dia 13 de Julho, a Comissão Concelhia de Viana do Castelo e autarcas da CDU visitaram alguns locais da freguesia de Vila Franca, nomeadamente o Barco do Porto (Rio Lima) para, conhecendo de perto os problemas locais, prepararem uma posterior intervenção nos órgãos institucionais.
Em Barco do Porto, são visíveis os efeitos nefastos da desenfreada extracção de inertes do leito do Rio Lima, verificando-se que um património natural, que deveria ter sido preservado e valorizado, está a ser destruído com a conivência e nalguns casos mesmo por acção dos responsáveis locais. Aliás, já no decurso do actual mandato, foram colocadas na antiga praia fluvial largas toneladas de entulho provenientes de um empreendimento imobiliário da Zona da Abelheira, o que, aliado aos efeitos da extracção de areias, dá cabo daquele local de lazer e contribui para a erosão e destruição das margens do Rio Lima noutros locais.
O PCP e a CDU vão, pois, exigir a recuperação daquela área, bem como a resolução de outros problemas da freguesia, como sejam o insuficiente abastecimento público de água e a insegurança na Estrada Nacional 113.

...e abandonado

A Comissão Concelhia da Moita, por sua vez, visitou, no dia 19 de Julho, a antiga Estação Depuradora de Ostras do Rosário, para a qual defende algumas ideias e projectos.
O facto de a Petrogal ser vizinha, em termos de instalações, daquela ex-depuradora, suscitou a Valdemar Santos, dirigente local do PCP, a pergunta «se sim ou não - tendo a administração daquela empresa garantido que os depósitos do Rosarinho se manteriam sempre como reserva estratégica da empresa -, se está agora a proceder a operações que levam ao seu desmantelamento e encerramento definitivo da empresa, no local».
A antiga Estação Depuradora de Ostras é «um património cada vez mais abandonado» que «vale a pena devolver à população», pode ler-se no comunicado distribuído no decurso da iniciativa.
Mesmo consciente de que a freguesia Gaia-Rosário tem vindo a sofrer um processo de transformação resultante, nomeadamente, do abandono de vastas áreas anteriormente associadas ao Rio e às suas práticas, o PCP está convicto de que ela tem igualmente grandes potencialidades. Propõe-se, por isso, trabalhar pelo desenvolvimento sustentado da freguesia e do concelho da Moita, indo desde já promover um abaixo-assinado e um debate em Gaia-Rosário para a recolha das opiniões da população.


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