Guerra no centro da diplomacia
Washington e Teerão acordam trabalhar em conjunto contra a violência no Iraque. No terreno o povo continua o levantamento armado contra a ocupação.
«Os iraquianos continuam a castigar as tropas ocupantes»
Ryan Crocker, embaixador norte-americano em Bagdad e o seu homólogo iraniano, Hassan Kazemi, encontraram-se durante quatro horas na «zona verde», em Bagdad, para discutir um acordo de princípio entre ambas as nações com o objectivo de travar a violência crescente no Iraque.
De fora da agenda da histórica reunião - as partes não dialogavam oficialmente desde o início dos anos 80 – ficou o diferendo nuclear entre os EUA e o Irão, tendo sido apenas abordada a cooperação bilateral com vista ao fim dos conflitos armados no Iraque, nomeadamente os que envolvem grupos xiitas afectos ou colaboracionistas com o poder instalado.
A Casa Branca tem apontado o Irão como um dos principais instigadores da violência no país. Teerão responde acusando os norte-americanos de infiltrarem agentes secretos no seu território procurando desestabilizar toda a região.
Alheios aos argumentos discutidos nos bastidores diplomáticos, os iraquianos continuam a castigar as tropas ocupantes com severos ataques. Depois da emboscada contra uma coluna norte-americana que transportava diplomatas e responsáveis do departamento de Estado, Bagdad voltou a ser palco, durante o fim-de-semana, de várias acções da resistência.
No balanço do mês de Maio, morreram no Iraque mais de uma centena de soldados norte-americanos. O facto não foi esquecido, segunda-feira, nos EUA, durante as comemorações do «Dia da Memória».
Feriado habitualmente aproveitado para lembrar os soldados desaparecidos nas várias guerras em que os EUA se têm envolvido, o «Dia da Memória» foi este ano o pretexto para muitos milhares de norte-americanos exigirem o regresso imediato das tropas, até porque, segundo uma sondagem recente, mais de 70 por cento dos norte-americanos estão fartos da guerra e exigem um prazo para o fim da intervenção militar, ao contrário dos democratas que a semana passada voltaram atrás no Congresso e aprovaram os créditos para as intervenções no Iraque e no Afeganistão sem definirem uma data clara para o término da presença dos EUA no Iraque.
De fora da agenda da histórica reunião - as partes não dialogavam oficialmente desde o início dos anos 80 – ficou o diferendo nuclear entre os EUA e o Irão, tendo sido apenas abordada a cooperação bilateral com vista ao fim dos conflitos armados no Iraque, nomeadamente os que envolvem grupos xiitas afectos ou colaboracionistas com o poder instalado.
A Casa Branca tem apontado o Irão como um dos principais instigadores da violência no país. Teerão responde acusando os norte-americanos de infiltrarem agentes secretos no seu território procurando desestabilizar toda a região.
Alheios aos argumentos discutidos nos bastidores diplomáticos, os iraquianos continuam a castigar as tropas ocupantes com severos ataques. Depois da emboscada contra uma coluna norte-americana que transportava diplomatas e responsáveis do departamento de Estado, Bagdad voltou a ser palco, durante o fim-de-semana, de várias acções da resistência.
No balanço do mês de Maio, morreram no Iraque mais de uma centena de soldados norte-americanos. O facto não foi esquecido, segunda-feira, nos EUA, durante as comemorações do «Dia da Memória».
Feriado habitualmente aproveitado para lembrar os soldados desaparecidos nas várias guerras em que os EUA se têm envolvido, o «Dia da Memória» foi este ano o pretexto para muitos milhares de norte-americanos exigirem o regresso imediato das tropas, até porque, segundo uma sondagem recente, mais de 70 por cento dos norte-americanos estão fartos da guerra e exigem um prazo para o fim da intervenção militar, ao contrário dos democratas que a semana passada voltaram atrás no Congresso e aprovaram os créditos para as intervenções no Iraque e no Afeganistão sem definirem uma data clara para o término da presença dos EUA no Iraque.