Bolonha em quase todo o superior
No próximo ano lectivo, 88 por cento das licenciaturas e mestrados em Portugal estarão adaptados ao Processo de Bolonha, segundo dados avançados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior na semana passada.
Apesar de o prazo estabelecido internacionalmente terminar apenas daqui a dois anos, no ano lectivo em curso cerca de 38 por cento da oferta de primeiro e segundo ciclos de estudos (respectivamente licenciaturas e mestrados) já foram adaptados ao Processo de Bolonha.
Actualmente estão a funcionar 820 cursos que foram adequados a Bolonha e 282 novos cursos criados especificamente no âmbito deste programa europeu. No próximo ano lectivo entrarão em funcionamento mais 842 cursos adaptados e 366 novos.
A aplicação do Processo de Bolonha é fortemente contestada pelos estudantes, que argumentam que se trata de uma forma de elitizar o ensino superior, aumentar brutalmente o valor das propinas e diminuir a qualidade da educação, já que as matérias dadas no conjunto de licenciatura e mestrado com Bolonha (três e dois anos respectivamente) corresponde ao que é leccionado apenas na licenciatura antes de Bolonha.
Debate em Coimbra
Os estudantes da Universidade de Coimbra discutiram o Processo de Bolonha, na semana passada, num debate promovido pela JCP na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.
Com estas iniciativas, a JCP procura informar os estudantes sobre o verdadeiro carácter do Processo de Bolonha e mobilizá-los para a luta de massas, consequente e organizada.
Para os jovens comunistas, o Processo de Bolonha visa aprofundamento da elitização, privatização e mercantilização do ensino superior, o que levará ao afastamento de muitos estudantes e à inacessibilidade de muitos outros aos mais elevados graus de ensino, por razões meramente económicas.
Apesar de o prazo estabelecido internacionalmente terminar apenas daqui a dois anos, no ano lectivo em curso cerca de 38 por cento da oferta de primeiro e segundo ciclos de estudos (respectivamente licenciaturas e mestrados) já foram adaptados ao Processo de Bolonha.
Actualmente estão a funcionar 820 cursos que foram adequados a Bolonha e 282 novos cursos criados especificamente no âmbito deste programa europeu. No próximo ano lectivo entrarão em funcionamento mais 842 cursos adaptados e 366 novos.
A aplicação do Processo de Bolonha é fortemente contestada pelos estudantes, que argumentam que se trata de uma forma de elitizar o ensino superior, aumentar brutalmente o valor das propinas e diminuir a qualidade da educação, já que as matérias dadas no conjunto de licenciatura e mestrado com Bolonha (três e dois anos respectivamente) corresponde ao que é leccionado apenas na licenciatura antes de Bolonha.
Debate em Coimbra
Os estudantes da Universidade de Coimbra discutiram o Processo de Bolonha, na semana passada, num debate promovido pela JCP na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.
Com estas iniciativas, a JCP procura informar os estudantes sobre o verdadeiro carácter do Processo de Bolonha e mobilizá-los para a luta de massas, consequente e organizada.
Para os jovens comunistas, o Processo de Bolonha visa aprofundamento da elitização, privatização e mercantilização do ensino superior, o que levará ao afastamento de muitos estudantes e à inacessibilidade de muitos outros aos mais elevados graus de ensino, por razões meramente económicas.