Provas de aferição no 4.º e 6.º anos
Todos os alunos do 4.º e 6.º anos fazem hoje a prova nacional de aferição de Matemática, depois de anteontem terem realizado a de Português. As provas de aferição não contam para nota e, segundo o Ministério da Educação, servem para aferir se estão a ser adquiridas as competências básicas.
As notas serão afixadas em pauta e, com base nos resultados, as escolas terão de definir um plano de acção para melhorar o desempenho dos estudantes a Língua Portuguesa e Matemática.
Em 2006, a então directora do Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação afirmou à Lusa que «a evolução a Língua Portuguesa e a Matemática não é positiva». Glória Ramalho adiantou que uma das maiores lacunas em Português foi a dificuldade de interpretação, principalmente nos textos informativos, enquanto em Matemática as dificuldades relacionam-se com a utilização da linguagem simbólica e o tratamento de informação mais complexa, como exercícios que exigem mais do que uma etapa de resolução.
Professores preocupados
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusa o Ministério da Educação de incutir às provas de aferição «um cariz de exame nacional», visível no aparato montado nas escolas, por serem generalizadas a todos os alunos dos 4.º e 6.º anos e na afixação das notas.
A Fenprof considera ainda que o ME pretende que as provas «sejam mais um mecanismo de avaliação e responsabilização das escolas e dos professores, caso as classificações dos alunos venham a ser baixas. Esta intenção fica muito clara pelo facto de o ME remeter para as escolas, e só para estas, a incumbência de montar estratégias de superação das dificuldades dos alunos.»
Os professores lembram que, entre as principais causas do insucesso e dos baixos resultados escolares, se encontram a falta de investimento nos recursos materiais e humanos das escolas, das condições de trabalho e dos programas curriculares.
As notas serão afixadas em pauta e, com base nos resultados, as escolas terão de definir um plano de acção para melhorar o desempenho dos estudantes a Língua Portuguesa e Matemática.
Em 2006, a então directora do Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação afirmou à Lusa que «a evolução a Língua Portuguesa e a Matemática não é positiva». Glória Ramalho adiantou que uma das maiores lacunas em Português foi a dificuldade de interpretação, principalmente nos textos informativos, enquanto em Matemática as dificuldades relacionam-se com a utilização da linguagem simbólica e o tratamento de informação mais complexa, como exercícios que exigem mais do que uma etapa de resolução.
Professores preocupados
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusa o Ministério da Educação de incutir às provas de aferição «um cariz de exame nacional», visível no aparato montado nas escolas, por serem generalizadas a todos os alunos dos 4.º e 6.º anos e na afixação das notas.
A Fenprof considera ainda que o ME pretende que as provas «sejam mais um mecanismo de avaliação e responsabilização das escolas e dos professores, caso as classificações dos alunos venham a ser baixas. Esta intenção fica muito clara pelo facto de o ME remeter para as escolas, e só para estas, a incumbência de montar estratégias de superação das dificuldades dos alunos.»
Os professores lembram que, entre as principais causas do insucesso e dos baixos resultados escolares, se encontram a falta de investimento nos recursos materiais e humanos das escolas, das condições de trabalho e dos programas curriculares.