Situação pantanosa em Lisboa
Sob o lema «A cidade que temos/ A cidade que queremos», a CDU realizou, sábado, um fórum para debater os problemas de Lisboa. A actualidade e emergência desta iniciativa decorreram do preocupante nível dos desequilíbrios funcionais e sociais com que o município se confronta.
A CDU apresenta-se como a força política que, desde 2001, se bateu de forma coerente, muitas vezes sozinha, contra o abismo a que a direita conduziu a cidade de Lisboa
Este fórum, o primeiro de muitos que se vão realizar no futuro, retoma uma tradição da CDU em Lisboa, a de discutir com todos as propostas necessárias à resolução dos problemas da cidade. Em cima da mesa estiveram temas como «demografia», «economia», «emprego», «mobilidade», «educação e cultura», «ambiente», «novas competências municipais», «urbanismo» e «Plano Director Municipal».
Ali foi ainda evidenciado a grave situação financeira da autarquia, com uma dívida superior a 1200 milhões de euros, dos quais mais de 200 milhões a curto prazo. Esta situação é consequência da falência da política de direita que lesou o interesse público e as condições de vida do povo de Lisboa.
No entanto, PSD e CDS-PP não são os únicos responsáveis pela situação presente, porque nas questões essenciais (planos e orçamentos, alterações em regime simplificado do PDM, os projectos dos novos estádios, projectos de Alcântara, Boavista e Vale de Santo António) tiveram não só o apoio mas também o voto do PS. No caso da permuta da Feira Popular/Parque Mayer, contaram ainda com o voto do BE.
Foi ainda recordado, que a crise na Câmara de Lisboa – o processo Bragaparques/Parque Mayer/ Feira Popular – se deveu à denúncia, no Ministério Público e na Polícia Judiciária, do PCP e de «Os Verdes».
«É ainda necessário recordar a aliança do PS com a direita nas principais juntas de freguesia a que preside e a nomeação de administradores do PS para as empresas municipais das quais a EPUL é o último exemplo», denunciou, Carlos Chaparro, dirigente da Organização Regional de Lisboa do PCP.
Gestão vergonhosa
Nesta iniciativa, que contou com a presença de 200 pessoas, Armindo Miranda, da Comissão Política e pela responsável pela Organização Regional de Lisboa do PCP, classificou a gestão autárquica do PSD de «vergonhosa». «Uma gestão que atira Lisboa para a anarquia urbanística, as negociatas, o atraso e a ruína financeira», afirmou, frisando que a CDU «é a única força política sem culpas no cartório, sem manchas no casaco, em toda a situação criada. Somos os únicos que garantimos uma efectiva rotura com as políticas e práticas que estiveram na base de toda esta pantanosa situação.»
«Temos um projecto capaz de mobilizar os trabalhadores da autarquia e a população, na sua concretização, a caminho de uma vida melhor e melhor qualidade de vida para os lisboetas», acrescentou Armindo Miranda.
Por seu lado, Ruben de Carvalho, vereador do PCP, explicou, de forma pormenorizada, como se poderão realizar eleições intercalares em Lisboa. «Mesmo se Carmona Rodrigues sair, basta que o último dos 26 da lista do PSD não saia, para que a Câmara tenha presidente, sendo necessário que a oposição renuncie», informou.
«Se formos para eleições vamos lutar para que a nossa cidade tenha uma maioria que sirva realmente os interesses dos lisboetas», concluiu.
Oposição pronta para eleições
PSD deve dar o primeiro passo
Todos os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa acordaram, esta semana, por iniciativa do PCP, renunciar aos cargos para provocar eleições intercalares caso o PSD não concretize as renúncias, até ao final da semana, dos seus mandatos.
Numa reunião em que estiveram presentes vereadores do PCP, PS, CDS-PP e BE, foi acordado que deve ser o PSD, que consideram responsável pela crise política no município, a dar o primeiro passo para a marcação de intercalares, renunciando aos seus mandatos.
No entanto, a oposição garantiu que se os sociais-democratas não o fizerem até ao final desta semana, têm prontas as declarações de renúncia, que entregarão, provocando eleições intercalares para a autarquia lisboeta.
Lisboa tem futuro
>O PCP apresentou à população um conjunto de medidas que, a serem aplicadas, ajudariam a resolver os principais problemas dos lisboetas. Entre elas destacam-se:
• Elaborar um diagnóstico rigoroso da dívida a curto prazo e recalendarizar os pagamentos, dando prioridade aos fornecedores que são indispensáveis e ao funcionamento dos serviços;
• Avaliar a real situação das empresas municipais, avançando para a extinção das SRUS e da EMARLIS;
• Criar uma estrutura operativa para a efectiva cobrança dos muitos milhões de euros de dívida à Câmara Municipal, e avaliar em cima a dívida a cobrar seja da Administração Central seja de outros operadores públicos;
• Estimular e valorizar a intervenção dos trabalhadores do município;
• Dinamizar a revisão do PDM, em diálogo com os municípios vizinhos e a Administração Central;
• Garantir espaços que possam atrair novas actividades produtivas de tecnologia de ponta, criando emprego com qualidade em áreas que não sejam apenas do sector terciário;
• Dar qualidade ao espaço público e aos bairros municipais, criando equipas multidisciplinares, vocacionados para os trabalhos nos passeios e calçadas, buracos nos pavimentos e sinalização, iluminação pública, espaços verdes, jardins e parques infantis;
• Coordenar as intervenções dos vários operadores no espaço público e trabalhar para acabar com os obstáculos e barreiras arquitectónicas;
# Ordenar o estacionamento, numa perspectiva de dar prioridade ao transporte público: aprovar o regulamento de cargas e descargas; reclamar da Carris que reponha as carreiras necessárias à mobilidade na cidade;
• Reabilitar o parque escolar municipal em situação de risco; garantir condições às cantinas escolares e exigir da DREL o reforço dos auxiliares de acção educativa no 1.º ciclo:
• Concluir a rede de esgotos da cidade, acabando com a descarga de efluentes não tratados no estuário do Tejo;
• Concretizar a estrutura ecológica da cidade, acabando com as agressões aos corredores verdes e ao Parque do Monsanto;
• Aplicar as leis do ruído e da qualidade do ar;
• Criar um programa inter-pelouros para dinamização da actividade com a juventude;
• Reactivar os Jogos de Lisboa, em articulação com as juntas de freguesia e o movimento associativo;
• Reabilitar o Pavilhão Carlos Lopes e rentabilizar os equipamentos em benefício de amplas camadas da população;
• Definir uma politica cultural para a cidade e garantir a utilização adequada dos equipamentos.
Ali foi ainda evidenciado a grave situação financeira da autarquia, com uma dívida superior a 1200 milhões de euros, dos quais mais de 200 milhões a curto prazo. Esta situação é consequência da falência da política de direita que lesou o interesse público e as condições de vida do povo de Lisboa.
No entanto, PSD e CDS-PP não são os únicos responsáveis pela situação presente, porque nas questões essenciais (planos e orçamentos, alterações em regime simplificado do PDM, os projectos dos novos estádios, projectos de Alcântara, Boavista e Vale de Santo António) tiveram não só o apoio mas também o voto do PS. No caso da permuta da Feira Popular/Parque Mayer, contaram ainda com o voto do BE.
Foi ainda recordado, que a crise na Câmara de Lisboa – o processo Bragaparques/Parque Mayer/ Feira Popular – se deveu à denúncia, no Ministério Público e na Polícia Judiciária, do PCP e de «Os Verdes».
«É ainda necessário recordar a aliança do PS com a direita nas principais juntas de freguesia a que preside e a nomeação de administradores do PS para as empresas municipais das quais a EPUL é o último exemplo», denunciou, Carlos Chaparro, dirigente da Organização Regional de Lisboa do PCP.
Gestão vergonhosa
Nesta iniciativa, que contou com a presença de 200 pessoas, Armindo Miranda, da Comissão Política e pela responsável pela Organização Regional de Lisboa do PCP, classificou a gestão autárquica do PSD de «vergonhosa». «Uma gestão que atira Lisboa para a anarquia urbanística, as negociatas, o atraso e a ruína financeira», afirmou, frisando que a CDU «é a única força política sem culpas no cartório, sem manchas no casaco, em toda a situação criada. Somos os únicos que garantimos uma efectiva rotura com as políticas e práticas que estiveram na base de toda esta pantanosa situação.»
«Temos um projecto capaz de mobilizar os trabalhadores da autarquia e a população, na sua concretização, a caminho de uma vida melhor e melhor qualidade de vida para os lisboetas», acrescentou Armindo Miranda.
Por seu lado, Ruben de Carvalho, vereador do PCP, explicou, de forma pormenorizada, como se poderão realizar eleições intercalares em Lisboa. «Mesmo se Carmona Rodrigues sair, basta que o último dos 26 da lista do PSD não saia, para que a Câmara tenha presidente, sendo necessário que a oposição renuncie», informou.
«Se formos para eleições vamos lutar para que a nossa cidade tenha uma maioria que sirva realmente os interesses dos lisboetas», concluiu.
Oposição pronta para eleições
PSD deve dar o primeiro passo
Todos os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa acordaram, esta semana, por iniciativa do PCP, renunciar aos cargos para provocar eleições intercalares caso o PSD não concretize as renúncias, até ao final da semana, dos seus mandatos.
Numa reunião em que estiveram presentes vereadores do PCP, PS, CDS-PP e BE, foi acordado que deve ser o PSD, que consideram responsável pela crise política no município, a dar o primeiro passo para a marcação de intercalares, renunciando aos seus mandatos.
No entanto, a oposição garantiu que se os sociais-democratas não o fizerem até ao final desta semana, têm prontas as declarações de renúncia, que entregarão, provocando eleições intercalares para a autarquia lisboeta.
Lisboa tem futuro
>O PCP apresentou à população um conjunto de medidas que, a serem aplicadas, ajudariam a resolver os principais problemas dos lisboetas. Entre elas destacam-se:
• Elaborar um diagnóstico rigoroso da dívida a curto prazo e recalendarizar os pagamentos, dando prioridade aos fornecedores que são indispensáveis e ao funcionamento dos serviços;
• Avaliar a real situação das empresas municipais, avançando para a extinção das SRUS e da EMARLIS;
• Criar uma estrutura operativa para a efectiva cobrança dos muitos milhões de euros de dívida à Câmara Municipal, e avaliar em cima a dívida a cobrar seja da Administração Central seja de outros operadores públicos;
• Estimular e valorizar a intervenção dos trabalhadores do município;
• Dinamizar a revisão do PDM, em diálogo com os municípios vizinhos e a Administração Central;
• Garantir espaços que possam atrair novas actividades produtivas de tecnologia de ponta, criando emprego com qualidade em áreas que não sejam apenas do sector terciário;
• Dar qualidade ao espaço público e aos bairros municipais, criando equipas multidisciplinares, vocacionados para os trabalhos nos passeios e calçadas, buracos nos pavimentos e sinalização, iluminação pública, espaços verdes, jardins e parques infantis;
• Coordenar as intervenções dos vários operadores no espaço público e trabalhar para acabar com os obstáculos e barreiras arquitectónicas;
# Ordenar o estacionamento, numa perspectiva de dar prioridade ao transporte público: aprovar o regulamento de cargas e descargas; reclamar da Carris que reponha as carreiras necessárias à mobilidade na cidade;
• Reabilitar o parque escolar municipal em situação de risco; garantir condições às cantinas escolares e exigir da DREL o reforço dos auxiliares de acção educativa no 1.º ciclo:
• Concluir a rede de esgotos da cidade, acabando com a descarga de efluentes não tratados no estuário do Tejo;
• Concretizar a estrutura ecológica da cidade, acabando com as agressões aos corredores verdes e ao Parque do Monsanto;
• Aplicar as leis do ruído e da qualidade do ar;
• Criar um programa inter-pelouros para dinamização da actividade com a juventude;
• Reactivar os Jogos de Lisboa, em articulação com as juntas de freguesia e o movimento associativo;
• Reabilitar o Pavilhão Carlos Lopes e rentabilizar os equipamentos em benefício de amplas camadas da população;
• Definir uma politica cultural para a cidade e garantir a utilização adequada dos equipamentos.