Sintomas?
É certo que colher notícias num órgão de comunicação social numa edição não será uma científica maneira de actualizar análises de como vai o mundo. Vale o que vale. Tomada a prevenção, pareceu-me interessante fazê-lo sobre notícias colhidas no site do Jornal de Negócios pelas 14h00 de 16 de Abril de 2007 (gravei-as então para mais tarde delas fazer uso, justamente no dia 25 de Abril - em rigor, nove dias depois -, num aeroporto, enquanto esperava o embarque para Lisboa, após uma jornada de trabalho em terras alemãs).
Primeira noticia: “A Comissão Europeia (CE) lançou uma consulta pública com o objectivo de identificar os modos mais eficazes de aumentar a segurança para os utilizadores, nomeadamente para as crianças, dos serviços online e dos telemóveis”. “O objectivo desta iniciativa é permitir à CE avaliar a necessidade de prosseguir com o programa "Safer Internet plus", cuja actual fase termina no final de 2008”, abrangendo “alguns dos temas centrais desse programa, tais como o combate a conteúdos ilegais e perigosos, a regulação de conteúdos produzidos pelos utilizadores e as comunicações online”. Após referir as vantagens de utilização dos novos meios pelas crianças, o comunicado alerta: “Os principais riscos apontados, relativamente aos utilizadores mais jovens da Internet, relacionam-se com a exposição à intimidação, ao assédio e a supostas ‘amizades’ que conduzem ao abuso das crianças”. Ainda, “por outro lado, a Internet tornou-se o principal veículo de distribuição de pornografia infantil”. Enfim, a CE “apela a todos os organismos que trabalham para aumentar a segurança dos ambientes online, como a administração pública dos Estados-Membros, organizações de protecção de menores, indústria, entidades financeiras, escolas, pais, educadores, para que participem na consulta (…)”.
Segunda notícia: “O mercado chinês pretende” (sic) “produzir, este ano, cerca de 563 milhões de telemóveis, um número que corresponde a um crescimento anual de 27,4% no sector, adiantou um comunicado do Ministério da Indústria da Informação, chinês, citado pela agência Xinhua”. “Do total de equipamentos a produzir, 140 milhões destinam-se ao mercado interno, o que também representa um crescimento face ao ano anterior (18%), refere o site de tecnologias do Sapo, Tek”. E continua: “Em 2006, a China foi responsável por metade da produção mundial de dispositivos móveis ao fabricar 470 milhões de telemóveis. No ano passado as vendas internas no país (119 milhões de dispositivos) (…)”. A China registou em finais de 2006 um total de “800 milhões de utilizadores de telefone, dos quais, 461 milhões eram assinantes de serviços de comunicação móveis - mais 17,2% que em 2005”. Mais, refere o relatório “que o aumento previsto para este ano está relacionado com a migração das bases de produção de diversas empresas estrangeiras para o país asiático”.
Terceira notícia: “Depois de há um mês ter alertado para a possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos ainda este ano, o ex-presidente da Reserva Federal recuou e acredita agora que a economia norte-americana será suportada pelo crescimento económico mundial”. Greenspan afirmou, numa conferência em Tóquio, “que a progressão das restantes economias mundiais irá constituir uma ‘almofada’ à maior economia do mundo, uma vez que a procura mundial por serviços de empresas como a Microsoft deverá continuar a aumentar”. Uma posição que contrasta - reza a notícia - “com o forte pessimismo que o antigo presidente da Fed evidenciava até há pouco tempo”, quando, em Março, atribuía uma probabilidade de “um terço a um cenário de recessão nos EUA ainda este ano”. “Greenspan afirmou então que a economia tinha entrado no sexto ano de recuperação, por isso poderiam surgir desequilíbrios. Um alerta que acabou por agravar a correcção dos mercados financeiros a nível mundial”. Termina o texto desta notícia: “O relatório do Fundo Monetário Internacional, divulgado na última semana, prevê um crescimento de 2,2% dos EUA em 2007”, enquanto no ano passado tinha crescido 3,3%. “A nível mundial, o fundo prevê para este ano um crescimento de 4,9%”.
Será abuso escrever sintomas? Uma “Europinha” pilotada pela UE, muito securitária, a proteger-se, no medo (é claro que os temas da consulta pública são importantes); uma China a construir e a crescer desalmadamente; a economia dos todo-poderosos EUA a safar-se com uma “almofada” constituída pelas “restantes economias mundiais - já não são o “Sul” nem, muito menos, o “Terceiro Mundo”…
Primeira noticia: “A Comissão Europeia (CE) lançou uma consulta pública com o objectivo de identificar os modos mais eficazes de aumentar a segurança para os utilizadores, nomeadamente para as crianças, dos serviços online e dos telemóveis”. “O objectivo desta iniciativa é permitir à CE avaliar a necessidade de prosseguir com o programa "Safer Internet plus", cuja actual fase termina no final de 2008”, abrangendo “alguns dos temas centrais desse programa, tais como o combate a conteúdos ilegais e perigosos, a regulação de conteúdos produzidos pelos utilizadores e as comunicações online”. Após referir as vantagens de utilização dos novos meios pelas crianças, o comunicado alerta: “Os principais riscos apontados, relativamente aos utilizadores mais jovens da Internet, relacionam-se com a exposição à intimidação, ao assédio e a supostas ‘amizades’ que conduzem ao abuso das crianças”. Ainda, “por outro lado, a Internet tornou-se o principal veículo de distribuição de pornografia infantil”. Enfim, a CE “apela a todos os organismos que trabalham para aumentar a segurança dos ambientes online, como a administração pública dos Estados-Membros, organizações de protecção de menores, indústria, entidades financeiras, escolas, pais, educadores, para que participem na consulta (…)”.
Segunda notícia: “O mercado chinês pretende” (sic) “produzir, este ano, cerca de 563 milhões de telemóveis, um número que corresponde a um crescimento anual de 27,4% no sector, adiantou um comunicado do Ministério da Indústria da Informação, chinês, citado pela agência Xinhua”. “Do total de equipamentos a produzir, 140 milhões destinam-se ao mercado interno, o que também representa um crescimento face ao ano anterior (18%), refere o site de tecnologias do Sapo, Tek”. E continua: “Em 2006, a China foi responsável por metade da produção mundial de dispositivos móveis ao fabricar 470 milhões de telemóveis. No ano passado as vendas internas no país (119 milhões de dispositivos) (…)”. A China registou em finais de 2006 um total de “800 milhões de utilizadores de telefone, dos quais, 461 milhões eram assinantes de serviços de comunicação móveis - mais 17,2% que em 2005”. Mais, refere o relatório “que o aumento previsto para este ano está relacionado com a migração das bases de produção de diversas empresas estrangeiras para o país asiático”.
Terceira notícia: “Depois de há um mês ter alertado para a possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos ainda este ano, o ex-presidente da Reserva Federal recuou e acredita agora que a economia norte-americana será suportada pelo crescimento económico mundial”. Greenspan afirmou, numa conferência em Tóquio, “que a progressão das restantes economias mundiais irá constituir uma ‘almofada’ à maior economia do mundo, uma vez que a procura mundial por serviços de empresas como a Microsoft deverá continuar a aumentar”. Uma posição que contrasta - reza a notícia - “com o forte pessimismo que o antigo presidente da Fed evidenciava até há pouco tempo”, quando, em Março, atribuía uma probabilidade de “um terço a um cenário de recessão nos EUA ainda este ano”. “Greenspan afirmou então que a economia tinha entrado no sexto ano de recuperação, por isso poderiam surgir desequilíbrios. Um alerta que acabou por agravar a correcção dos mercados financeiros a nível mundial”. Termina o texto desta notícia: “O relatório do Fundo Monetário Internacional, divulgado na última semana, prevê um crescimento de 2,2% dos EUA em 2007”, enquanto no ano passado tinha crescido 3,3%. “A nível mundial, o fundo prevê para este ano um crescimento de 4,9%”.
Será abuso escrever sintomas? Uma “Europinha” pilotada pela UE, muito securitária, a proteger-se, no medo (é claro que os temas da consulta pública são importantes); uma China a construir e a crescer desalmadamente; a economia dos todo-poderosos EUA a safar-se com uma “almofada” constituída pelas “restantes economias mundiais - já não são o “Sul” nem, muito menos, o “Terceiro Mundo”…