Direcção do Ensino Superior da JCP

Menos acção social para os estudantes

Os cortes orçamentais no ensino superior empurram as escolas a aumentar as propinas e a descida de apoios de acção social escolar leva muitos estudantes a desistir de estudar, alerta a JCP.

Por­tugal é o país com menos li­cen­ci­ados na União Eu­ro­peia:12 por cento

As recentes alterações na acção social escolar introduzidas pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior prejudicam ainda mais os estudantes, alerta o Secretariado da Direcção Central do Ensino Superior da JCP.
Os jovens comunistas referem a o insuficiente número de bolsas de estudo e o facto de estas não cobrirem os custos cada vez mais elevados da frequência no ensino superior público, uma situação agravada pela inexistência de acção social escolar no segundo ciclo de Bolonha (mestrado).
«Se esta situação já hipotecava a permanência de muitos estudantes no sistema de ensino, o facto de as propinas para os alunos bolseiros estarem a aumentar volta a pôr a claro a possibilidade de uma ruptura orçamental em muitas instituições do ensino superior, devido aos cortes orçamentais e ao sub-financiamento com que estas instituições se vêem confrontadas», considera a JCP, lembrando que as bolsas continuam a ser utilizadas quase unicamente para o pagamento de propinas, deixando de assumir o carácter de apoio aos estudantes com menos condições financeiras.

Con­sequên­cias

Como afirmam os jovens comunistas, as universidades e os politécnicos «são obrigados a recorrer ao aumento de propinas (agora dos bolseiros) para suportarem todos os custos, tendo em conta que as bolsas passaram a ser pagas directamente pelo Ministério aos estudantes. Este aumento passa a representar uma nova fonte de receitas.»
A JCP prevê que uma das consequências será a retirada da «possibilidade a muitos jovens de frequentarem o ensino superior, facto ainda mais grave quando somos o país com menos licenciados na União Europeia (12 por cento)».
A JCP contesta «estas medidas de elitização do ensino superior público, que pretendem empurrar os estudantes para os tão falados empréstimos, que os endividarão e com certeza contribuirão para o lucro do capital financeiro».
A acção social escolar constitui um mecanismo para a democratização e generalização da frequência aos mais elevados graus de ensino.


Mais artigos de: Juventude

Concerto em Alpiarça

Dezenas de pessoas participaram no concerto que a JCP promoveu em Alpiarça, na sexta-feira, com os «Chão da Feira», de Torres Novas, e uma banda instrumental da Chamusca.Durante a sua intervenção, Tiago Vieira, membro da Comissão Política e do Secretariado da JCP, apresentou os principais argumentos que sustentam a...

Arruada no Porto

Cerca de 50 pessoas participaram numa arruada no centro do Porto, organizada pela JCP, na tarde de sábado. Ao ritmo dos bombos dos Mareantes do Rio Douro e entoando palavras de ordem pelo «Sim» no referendo à despenalização da IVG, os participantes percorreram o caminho entre o Mercado do Bolhão e o cinema Batalha,...

Novos murais em Campo Maior e Santo André

A JCP promoveu uma festa junto ao mercado de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, no sábado, que contou com a presença de 100 pessoas. Enquanto decorria a pintura grafitti pelo «Sim» no referendo, decorreu um concerto com um DJ.No dia seguinte, o colectivo da JCP de Campo Maior também pintou um mural na vila,...

Debate, poesia e música em Messines

O Centro de Trabalho do PCP em S. Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, foi palco de um debate sobre o referendo da IVG, na noite de sábado. A iniciativa contou com a participação de Diogo Vasconcelos, membro da Comissão Política da JCP. Seguiu-se uma sessão de poesia e música com Fernando Ponte, Lisete Piçarra...