Extrema-direita forma grupo no PE
Deputados de partidos de extrema-direita anunciaram, na segunda-feira, 15, a constituição de um grupo político no Parlamento Europeu, denominado «Identidade, Tradição, Soberania» (ITS).
O grupo será composto por sete franceses da FN (Frente Nacional), entre os quais o seu presidente, Jean-Marie Le Pen e a sua filha Marine Le Pen, cinco romenos do partido da Grande Roménia, de Corneliu Vadim Tudor, três belgas do partido flamengo Vlaams Belang, entre os quais o seu presidente, Franck Vanhecke, pelo austríaco do FPOe Andreas Mlzer, pelo britânico Ashley Mote, por um búlgaro do partido Ataka, e por dois italianos, entre os quais Alessandra Mussolini, neta do antigo ditador Benito Mussolini.
Com a criação de um grupo próprio, os deputados da extrema-direita adquirem novos direitos políticos de que se destacam a possibilidade de apresentar propostas de alteração, aceder ao uso da palavra nas sessões, bem como usufruir de apoios financeiros.
Segundo as actuais regras é possível criar um grupo político com um mínimo de 20 deputados procedentes de pelo menos cinco países, patamar que a extrema-direita alcançou com a entrada de correligionários romenos e búlgaros
Os socialistas europeus (PSE) exigiram «um cordão sanitário» em redor desta formação, com vista a impedi-la de assumir qualquer responsabilidade política na assembleia de Estrasburgo.
O PSE propõe ainda uma alteração dos regulamentos do PE na próxima legislatura, alegando que, com o alargamento da UE, deve ser aumentado o número mínimo de deputados e de nacionalidades de modo a inviabilizar a constituição deste género de grupos. A proposta já recebeu o apoio do Partido Popular Europeu (PPE) e dos Verdes.
Entre 1984 a 1989, a extrema-direita do PE esteve reunida no «grupo das direitas europeias», formação que passou a chamar-se «grupo técnico das direitas europeias» na legislatura de 1989 a 1994.
Com a criação de um grupo próprio, os deputados da extrema-direita adquirem novos direitos políticos de que se destacam a possibilidade de apresentar propostas de alteração, aceder ao uso da palavra nas sessões, bem como usufruir de apoios financeiros.
Segundo as actuais regras é possível criar um grupo político com um mínimo de 20 deputados procedentes de pelo menos cinco países, patamar que a extrema-direita alcançou com a entrada de correligionários romenos e búlgaros
Os socialistas europeus (PSE) exigiram «um cordão sanitário» em redor desta formação, com vista a impedi-la de assumir qualquer responsabilidade política na assembleia de Estrasburgo.
O PSE propõe ainda uma alteração dos regulamentos do PE na próxima legislatura, alegando que, com o alargamento da UE, deve ser aumentado o número mínimo de deputados e de nacionalidades de modo a inviabilizar a constituição deste género de grupos. A proposta já recebeu o apoio do Partido Popular Europeu (PPE) e dos Verdes.
Entre 1984 a 1989, a extrema-direita do PE esteve reunida no «grupo das direitas europeias», formação que passou a chamar-se «grupo técnico das direitas europeias» na legislatura de 1989 a 1994.