Ilegalizada, mas persistente na luta
As autoridades de Praga anunciaram a decisão de ilegalizar a União da Juventude Comunista da República Checa (KSM) a 12 de Outubro e a organização tem até 15 de Novembro para apelar junto dos tribunais. «Os camaradas checos estão confiantes que vão ganhar, mas dizem também que, independentemente das condições, eles continuarão a luta contra o capitalismo. Essa força impressiona», comenta Inês Zuber, no decurso da entrevista sobre a reunião de Praga.
A par da contestação institucional, faz-se a luta nas ruas, colocando a questão às pessoas e procurando fazer uma mobilização nacional e internacional. «A solidariedade no estrangeiro tem sido muito importante para os militantes da KSM, por mostrar que não estão sozinhos, mas também pela pressão que exerce sobre o governo de Praga. Realizaram-se protestos junto a embaixadas e consulados checos em muitos países. A acção da KSM no seu país e estas acções internacionais foram fundamentais no adiamento da ilegalização, o que mostra que a luta dá frutos», defende Ana Pato.
«Este ataque pode funcionar como um precedente a ataques a outras organizações comunistas noutros países. Combater a ilegalização da KSM é também uma forma de garantir a acção legal de outras organizações comunistas noutros países», salienta.
Em Portugal, a JCP já promoveu uma acção nacional de propaganda e de denúncia da ilegalização da KSM, com iniciativas em várias localidades, e o Grupo Parlamentar do PCP vai propor um voto de protesto na Assembleia da República. Está também a circular um abaixo-assinado de organizações juvenis, dirigido aos governos português e checo.
Checos continuam activos
Apesar das circunstâncias, a KSM mantém a sua actividade, nomeadamente com campanhas contra o aumento dos preços dos transportes públicos e contra a existência de bases militares americanas em território nacional. No entanto, os comunistas checos temem a existência de represálias, nomeadamente a prisão de militantes e a perda do seu património (escritórios, documentos e contas bancárias).
«Esta ilegalização é sobretudo uma forma de atingir o Partido Comunista da Boémia e Morávia, que teve cerca de 15 por cento nas eleições legislativas. É significativo que a ilegalização da KSM tivesse sido anunciada dias antes da segunda volta das eleições para o Senado», afirma Inês Zuber. «Ao mesmo tempo, faz-se propaganda contra o comunismo e incita-se à violência. O vice-presidente do partido foi agredido há alguns meses e há ONGs que fazem campanhas cerradas. A persistência dos camaradas checos é notável», acrescenta.
A par da contestação institucional, faz-se a luta nas ruas, colocando a questão às pessoas e procurando fazer uma mobilização nacional e internacional. «A solidariedade no estrangeiro tem sido muito importante para os militantes da KSM, por mostrar que não estão sozinhos, mas também pela pressão que exerce sobre o governo de Praga. Realizaram-se protestos junto a embaixadas e consulados checos em muitos países. A acção da KSM no seu país e estas acções internacionais foram fundamentais no adiamento da ilegalização, o que mostra que a luta dá frutos», defende Ana Pato.
«Este ataque pode funcionar como um precedente a ataques a outras organizações comunistas noutros países. Combater a ilegalização da KSM é também uma forma de garantir a acção legal de outras organizações comunistas noutros países», salienta.
Em Portugal, a JCP já promoveu uma acção nacional de propaganda e de denúncia da ilegalização da KSM, com iniciativas em várias localidades, e o Grupo Parlamentar do PCP vai propor um voto de protesto na Assembleia da República. Está também a circular um abaixo-assinado de organizações juvenis, dirigido aos governos português e checo.
Checos continuam activos
Apesar das circunstâncias, a KSM mantém a sua actividade, nomeadamente com campanhas contra o aumento dos preços dos transportes públicos e contra a existência de bases militares americanas em território nacional. No entanto, os comunistas checos temem a existência de represálias, nomeadamente a prisão de militantes e a perda do seu património (escritórios, documentos e contas bancárias).
«Esta ilegalização é sobretudo uma forma de atingir o Partido Comunista da Boémia e Morávia, que teve cerca de 15 por cento nas eleições legislativas. É significativo que a ilegalização da KSM tivesse sido anunciada dias antes da segunda volta das eleições para o Senado», afirma Inês Zuber. «Ao mesmo tempo, faz-se propaganda contra o comunismo e incita-se à violência. O vice-presidente do partido foi agredido há alguns meses e há ONGs que fazem campanhas cerradas. A persistência dos camaradas checos é notável», acrescenta.