Três dias de greve no Metropolitano

Garantir o AE

Perante a ameaça de verem eliminado o Acordo de Empresa (AE) que regula os seus direitos e deveres há 30 anos e tem sido periodicamente negociado, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa agendaram para 31 de Outubro, 7 e 9 de Novembro, greves de cinco horas, em cada um dos três dias.
Segundo um comunicado da Federação dos Transportes Rodoviários e Urbanos, Festru/CGTP-IN, a decisão foi tomada depois da reunião de dia 13, com o chefe de gabinete da secretária de Estado e o assessor para as relações de trabalho, no Ministério dos Transportes, onde viram confirmadas as intenções do Governo de «eliminar o Acordo de Empresa» e os direitos nele contidos.
Além de recearem pelas suas carreiras, os trabalhadores receiam também que passe a vigorar o regime de contrato individual de trabalho e o recurso, por parte da empresa, a mão-de-obra temporária, com a consequente diminuição dos níveis de qualidade do trabalho e a consequente perda de condições de segurança para trabalhadores e utentes.
Segundo a federação, é a postura do Governo e do Conselho de Gerência que não dá alternativa aos trabalhadores senão a luta.
Esta é a quinta greve na empresa, este ano, e prolonga-se por mais uma hora do que nas greves anteriores.
Após terem suspendido a luta em Setembro, «na esperança de negociações» e, perante este resultado, os trabalhadores decidiram prosseguir com a luta pelos direitos consagrados e em defesa do seu AE.


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