Da falta de aquecimento à falta de salas
Os estudantes sentem as más condições materiais da Universidade de Évora diariamente. No pólo do Espírito Santo – um antigo colégio de Jesuítas, classificado como monumento nacional – as temperaturas baixas são difíceis de suportar no Inverno. «Há uma boa conservação estética, mas gelamos nas aulas», conta João Fernandes. A falta de salas é também notória. Os estudantes de Arquitectura, por exemplo, dispõem só de duas salas de trabalho. «Vemos três ou quatro pessoas à volta do mesmo estirador», refere.
No pólo do Colégio Luís António Verney, um antigo edifício militar, as inundações são frequentes. O mais grave é a falta de laboratórios específicos para cada curso. «É um pólo virado para a área científica e tecnológica, mas está mal preparado ao nível de equipamentos. Claro que isto tem implicações na qualidade do ensino», comenta Tiago Ferreira.
Os estudantes de Engenharia Civil não dispõem de laboratórios, o que significa que o seu curso não tem componente prática. «Só dão teoria, não há trabalho de laboratório e de campo, como era suposto, por não haver dinheiro para isso. A única componente prática que têm é física», explica.
No caso de Engenharia Informática – curso com 500 pessoas – existem apenas três salas de aulas práticas. «Há muito mais gente inscrita nos turnos práticos do que o número de computadores que existem. Já tive aulas em que havia cinco pessoas para um computador. Não dá para trabalhar assim. A sala ainda por cima são pequenas e fica muito barulho. Na prática somos obrigados a comprar computadores para trabalhar em casa e poder apresentar os projectos», acrescenta.
No pólo do Colégio Luís António Verney, um antigo edifício militar, as inundações são frequentes. O mais grave é a falta de laboratórios específicos para cada curso. «É um pólo virado para a área científica e tecnológica, mas está mal preparado ao nível de equipamentos. Claro que isto tem implicações na qualidade do ensino», comenta Tiago Ferreira.
Os estudantes de Engenharia Civil não dispõem de laboratórios, o que significa que o seu curso não tem componente prática. «Só dão teoria, não há trabalho de laboratório e de campo, como era suposto, por não haver dinheiro para isso. A única componente prática que têm é física», explica.
No caso de Engenharia Informática – curso com 500 pessoas – existem apenas três salas de aulas práticas. «Há muito mais gente inscrita nos turnos práticos do que o número de computadores que existem. Já tive aulas em que havia cinco pessoas para um computador. Não dá para trabalhar assim. A sala ainda por cima são pequenas e fica muito barulho. Na prática somos obrigados a comprar computadores para trabalhar em casa e poder apresentar os projectos», acrescenta.