Encerramento de cursos prejudica o País

O Governo anunciou que os cursos com menos de 20 alunos serão encerrados. A JCP contesta a decisão apresentando vários motivos, como a importância para o País de formar profissionais em diversas áreas. Só na Universidade de Évora fecharam este ano as licenciaturas em Engenharia Química, Recursos Hídricos, Engenharia Alimentar, Biofísica, Física e Química, Português-Inglês, Português-Francês, o ramo de Património Cultural em História e o ramo de Qualidade de Ambiente no curso de Ciências do Ambiente.
«Estes cursos são importantes para o Alentejo, uma região tão desertificada. Os estudantes acabam o curso, procuram fazer um estágio e possivelmente fixam-se por aqui, o que se traduziria no desenvolvimento de uma área que está cada vez mais ao abandono», considera Tiago Ferreira.
O seu curso – Engenharia Informática – provavelmente fechará em breve. «No meu ano entraram 45 pessoas, no ano passado 17, agora foram 9.» Os estudantes que já frequentam esses cursos também ficam prejudicados, porque deixa de ser leccionado o primeiro ano e as disciplinas correspondentes não têm aulas nem os estudantes que chumbaram podem contar com a ajuda dos professores. «Os alunos são obrigados a pagar propinas sem ter aulas, só para ir a exame no fim do ano, estudando sozinhos. A responsabilidade do ensino é passada para cima do estudante, sem que lhe seja dado qualquer tipo de apoio», protesta Tiago Ferreira.


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