Segurança Social e direitos das mulheres

Discriminações salariais

Os baixos salários e as discriminações salariais reflectem-se em mais baixos níveis de protecção social das mulheres – no desemprego, na doença, na velhice.

Segurança Social OS DIREITOS DEFENDEM-SE AGORA!

Em 2004, o subsídio médio do doença correspondia apenas a 60 por cento do recebido pelos homens; o subsídio de desemprego médio das mulheres correspondia apenas a 73,5 por cento do dos homens; a pensão média de invalidez correspondia a 75 por cento da dos homens; enquanto a pensão média de velhice correspondia apenas a 60,9 por cento. Esta desigualdade não se alterou em 2005 e 2006. A pensão de velhice recebida pelas mulheres em 2006 rondará os 248 euros, um valor inferior ao limiar da pobreza.
Recorde-se que o aumento da idade de reforma das mulheres aos 62 anos para os 65 foi justificado por razões de «igualdade entre mulheres e homens», num contexto europeu em que as mulheres têm uma idade legal de reforma inferior à dos homens (60 anos é a idade de reforma das mulheres em Inglaterra).
O incentivo à natalidade impõe medidas no âmbito laboral, de saúde e na Segurança Social, que visam criar condições para o direito a decidir o momento e o número de filhos, o respeito pela função social da maternidade-paternidade e a sua protecção, independentemente do número de filhos.

Jovens
Subsídio de inserção na vida activa


O PCP apresentou nesta legislatura um projecto-lei que cria o subsídio de inserção dos jovens na vida activa que determina:

A criação do subsídio de inserção nos jovens da vida activa que consiste numa prestação incluída no subsistema de solidariedade, de natureza pecuniária, montante fixo e natureza transitória;
Podem beneficiar do subsídio de inserção na vida activa os jovens de idade compreendida entre os 16 e os 30 anos, com residência legal em território nacional que nunca tenha trabalhado por conta própria ou por conta de outrem ou não tenha atingido a média de 180 dias de trabalho nos últimos 360 dias à data do desemprego e quem, tendo frequentado um estágio profissional ou programa ocupacional, não tenha obtido colocação;
A responsabilidade do Governo na aprovação e aplicação de planos de emprego específicos para jovens à procura de primeiro emprego.

Acção Social
Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais


Os comunistas apresentaram diversos requerimentos questionando o Governo sobre o Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais. Este programa anuncia o alargamento do número de lugares em valências para a infância, juventude, idosos e pessoas com deficiência, entregando a construção e gestão às IPSS e ao sector privado.


Mais artigos de: Em Foco

Parte integrante<br> de uma ofensiva global

A redução de direitos que o Governo preconiza na Segurança Social consubstancia uma perigosa contra-reforma contra o sistema público e é parte integrante de uma ofensiva global que visa a desregulamentação dos vínculos laborais, a generalização da precariedade de trabalho, a elevada taxa de desemprego, a imposição de baixos salários, a privatização dos serviços públicos, numa ofensiva contra os direitos e contra a natureza do regime democrático constitucionalmente consagrado.

PS e PSD: Os mesmos objectivos<br> a ritmos diferentes

A Segurança Social é um direito universal dos portugueses consagrado na Constituição da República, sendo um direito de cidadania fundamental para assegurar uma vida com um mínimo de dignidade. As propostas apresentadas pelo Governo PS põem em causa esse direito fundamental, pois visam reduzir as pensões, por um lado, de todos os trabalhadores que se reformarem no futuro e, por outro lado, da esmagadora maioria dos reformados.

Contra o alarmismo

O Sistema Público de Segurança Social tem mostrado as suas enormes capacidades e potencialidades, mantendo saldos positivos no regime contributivo, a que acresce um vultuoso «pé-de-meia» - mais de seis mil milhões de euros – por via do Fundo de Estabilização Financeira.

Esclarecer, <br>organizar o protesto e a luta

A Campanha «Pelo Direito à Reforma – As pensões não podem baixar» está a decorrer em todo o País e envolve, para além do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, dirigentes nacionais e regionais, a par do conjunto do colectivo partidário na realização de um vasto conjunto de acções: sessões públicas, acções de rua, encontros com diversas estruturas e organizações sociais. Com esta iniciativa de luta, o PCP denuncia as pretensões do Governo PS de redução do valor das pensões, aumento da idade de reforma, a par da redução do papel de outras importantes prestações sociais (subsídio de desemprego, abono de família, pensão de sobrevivência).