Sinistralidade são acidentes laborais
A Federação dos Sindicatos de Transportes Rodoviários e Urbanos, Festru/CGTP-IN, exige que os acidentes rodoviários com motoristas profissionais passem a ser considerados acidentes de trabalho. Nesse sentido, a federação realizou, dia 7, uma homenagem, na fronteira de Vilar Formoso, aos motoristas falecidos no exercício da sua profissão.
Entre Janeiro de 2001 e Julho de 2005, morreram, nas estradas portuguesas, 89 motoristas e este ano, apenas em Julho e Agosto, registaram-se mais 5 óbitos.
Na cerimónia, o dirigente da Festru, Vítor Pereira, responsabilizou as entidades patronais e o Governo por não fiscalizar, nem penalizar, originando situações em que o motorista paga, com a própria vida e saúde, as consequências de longas jornadas laborais e da precariedade.
Mais mortes na estrada
A propósito de mais um óbito, na ponte do Guadiana, de um motorista da Gasogás, ocorrida a 18 de Julho, a Festru endereçou, no dia seguinte, cartas aos ministros da Administração Interna, do Trabalho e dos Transportes, onde exigiu uma inspecção rigorosa e urgente à empresa, a fim de serem verificadas as formas de pagamento, o registo do trabalho suplementar e dos discos do tacógrafo, nos 30 dias antes do acidente. A federação também quis saber quantas viagens fazia o condutor diariamente, que fosse fiscalizado o cumprimento ou não dos tempos de descanso e se a empresa efectuava os respectivos descontos para a Segurança Social.
Sem resposta, a 31 de Agosto, a Festru reiterou o mesmo pedido e denunciou outros dois acidentes, ocorridos antes do envio deste segundo ofício, na A25 e em Coimbra.
Entre Janeiro de 2001 e Julho de 2005, morreram, nas estradas portuguesas, 89 motoristas e este ano, apenas em Julho e Agosto, registaram-se mais 5 óbitos.
Na cerimónia, o dirigente da Festru, Vítor Pereira, responsabilizou as entidades patronais e o Governo por não fiscalizar, nem penalizar, originando situações em que o motorista paga, com a própria vida e saúde, as consequências de longas jornadas laborais e da precariedade.
Mais mortes na estrada
A propósito de mais um óbito, na ponte do Guadiana, de um motorista da Gasogás, ocorrida a 18 de Julho, a Festru endereçou, no dia seguinte, cartas aos ministros da Administração Interna, do Trabalho e dos Transportes, onde exigiu uma inspecção rigorosa e urgente à empresa, a fim de serem verificadas as formas de pagamento, o registo do trabalho suplementar e dos discos do tacógrafo, nos 30 dias antes do acidente. A federação também quis saber quantas viagens fazia o condutor diariamente, que fosse fiscalizado o cumprimento ou não dos tempos de descanso e se a empresa efectuava os respectivos descontos para a Segurança Social.
Sem resposta, a 31 de Agosto, a Festru reiterou o mesmo pedido e denunciou outros dois acidentes, ocorridos antes do envio deste segundo ofício, na A25 e em Coimbra.