Lembrar o terror de Hiroshima e Nagazaki
Ângelo Alves, da Comissão Política do PCP, numa declaração sobre a situação internacional, recordou Hiroshima (6 de Agosto de 1945), quando «a Força Aérea Norte Americana lançava sobre a cidade “escolhida” de Hiroshima, a “Litlle Boy”, uma bomba atómica de Urânio-235 com uma potência equivalente a 13 Kilo-Toneladas de TNT que causaria a morte imediata a cerca de 80 mil pessoas e destruiria cerca de 90% dos edifícios e infra-estruturas» e também Nagazaki (9 de Agosto de 1945), no momento em que «um B29 Superfortess acompanhado por duas aeronaves que tinham como missão documentar e filmar os efeitos da bomba, lançava sobre Nagasaki a “Fat Man” uma bomba de 6,4Kg de Plutónio239 que causaria a morte imediata a 40 000 pessoas».
Depois de relembrar o passado que, também neste caso «é alertar para o presente e prevenir o futuro», o dirigente comunista abordou ainda a crise no Médio Oriente, exigindo do Governo português a condenação de Israel pela agressão ao Líbano e à Palestina e reafirmou a posição do PCP «de frontal desacordo à participação portuguesa numa chamada “força internacional de interposição” no Líbano». (Ver última página)
Há 61 anos, lembrou Ângelo Alves, o mundo assistia «a dois dos mais hediondos crimes contra a humanidade jamais cometidos e que até hoje são responsáveis pela morte de cerca de 400 000 vítimas e por efeitos indirectos em centenas de milhar de pessoas».
Ao assinalar mais uma vez estas datas negras da História, o PCP associa-se a «todos aqueles que em Portugal e no mundo não deixam que a Humanidade e em especial as gerações mais jovens desconheçam ou esqueçam o terror da arma nuclear, prestando simultaneamente a sua sentida homenagem a todos aqueles que pereceram vítimas deste crime e reafirmando a sua solidariedade àqueles que ainda hoje sofrem os seus efeitos».
Prevenir o futuro
«O lançamento da bomba atómica sobre populações civis é em si um acto de cobardia e de desumanidade, completamente injustificável em qualquer situação. Mas ainda assim nunca é demais lembrar que tal crime não correspondeu a qualquer estratégia militar para a vitória dos aliados na II guerra mundial. A rendição da Alemanha Nazi estava já assinada e a derrota militar do Japão era já um dado adquirido. As razões de tão hediondo massacre residem sim em objectivos de afirmação imperialista hegemónica dos EUA que pretendiam mostrar a todo o mundo, e em especial à União Soviética, a sua supremacia militar, testando simultaneamente o real poder de destruição e morte da bomba atómica», sublinha o PCP.
Sublinhando que «nestas datas negras a Humanidade conheceu os terríveis efeitos da sede de poder e de dominação imperialista conjugada com o recurso sistemático à guerra e à adopção do militarismo como doutrina política do imperialismo», o PCP alerta que «passados que são 61 anos de Hiroshima e Nagasaki o sistema económico, político e ideológico que esteve na origem da morte das centenas de milhar de vítimas inocentes japonesas é o mesmo que empurra milhares de milhões de seres humanos para uma situação cada vez mais incomportável nos planos económico e social e o mesmo que confrontado com os seus próprios limites históricos e contradições recorre mais uma vez à afirmação da sua supremacia militar, à corrida aos armamentos e à guerra para tentar prosseguir o perverso projecto de dominação de países e recursos, tentando submeter os povos e procurando eliminar resistências emergentes».
Como salientou o dirigente comunista, «relembrar o passado é portanto e também neste caso alertar para o presente e prevenir o futuro».
Depois de relembrar o passado que, também neste caso «é alertar para o presente e prevenir o futuro», o dirigente comunista abordou ainda a crise no Médio Oriente, exigindo do Governo português a condenação de Israel pela agressão ao Líbano e à Palestina e reafirmou a posição do PCP «de frontal desacordo à participação portuguesa numa chamada “força internacional de interposição” no Líbano». (Ver última página)
Há 61 anos, lembrou Ângelo Alves, o mundo assistia «a dois dos mais hediondos crimes contra a humanidade jamais cometidos e que até hoje são responsáveis pela morte de cerca de 400 000 vítimas e por efeitos indirectos em centenas de milhar de pessoas».
Ao assinalar mais uma vez estas datas negras da História, o PCP associa-se a «todos aqueles que em Portugal e no mundo não deixam que a Humanidade e em especial as gerações mais jovens desconheçam ou esqueçam o terror da arma nuclear, prestando simultaneamente a sua sentida homenagem a todos aqueles que pereceram vítimas deste crime e reafirmando a sua solidariedade àqueles que ainda hoje sofrem os seus efeitos».
Prevenir o futuro
«O lançamento da bomba atómica sobre populações civis é em si um acto de cobardia e de desumanidade, completamente injustificável em qualquer situação. Mas ainda assim nunca é demais lembrar que tal crime não correspondeu a qualquer estratégia militar para a vitória dos aliados na II guerra mundial. A rendição da Alemanha Nazi estava já assinada e a derrota militar do Japão era já um dado adquirido. As razões de tão hediondo massacre residem sim em objectivos de afirmação imperialista hegemónica dos EUA que pretendiam mostrar a todo o mundo, e em especial à União Soviética, a sua supremacia militar, testando simultaneamente o real poder de destruição e morte da bomba atómica», sublinha o PCP.
Sublinhando que «nestas datas negras a Humanidade conheceu os terríveis efeitos da sede de poder e de dominação imperialista conjugada com o recurso sistemático à guerra e à adopção do militarismo como doutrina política do imperialismo», o PCP alerta que «passados que são 61 anos de Hiroshima e Nagasaki o sistema económico, político e ideológico que esteve na origem da morte das centenas de milhar de vítimas inocentes japonesas é o mesmo que empurra milhares de milhões de seres humanos para uma situação cada vez mais incomportável nos planos económico e social e o mesmo que confrontado com os seus próprios limites históricos e contradições recorre mais uma vez à afirmação da sua supremacia militar, à corrida aos armamentos e à guerra para tentar prosseguir o perverso projecto de dominação de países e recursos, tentando submeter os povos e procurando eliminar resistências emergentes».
Como salientou o dirigente comunista, «relembrar o passado é portanto e também neste caso alertar para o presente e prevenir o futuro».