Paz é possível!
O PCP opõe-se ao envio de uma força militar internacional para território libanês e opor-se-á também frontalmente à eventual participação de Portugal numa força de ocupação.
-se perante uma acção deliberada, calculada e preparada de agressão
Só o regresso do exército israelita às posições anteriores às ocupações de 1967 na Palestina e a retirada imediata das tropas israelitas do Líbano, com troca de prisioneiros, podem pôr fim imediato aos massacres, perpetrados à revelia das convenções internacionais, disse, na terça-feira, Ângelo Alves, membro da Comissão Política do PCP.
Para o PCP, o balanço de 13 dias de ataques ao Líbano evidencia «a natureza terrorista da política do actual governo israelita», «nada», muito menos a captura de soldados de um exército ocupante, justificando «tamanha destruição e matança». Aliás, a utilização por Israel de armas não convencionais como o fósforo branco e armas lazer e o ataque indiscriminado a civis, inclusive colunas de refugiados, a confirmarem-se, «não podem ficar impunes».
A escalada de violência israelita, com a conivência dos EUA e da União Europeia, faz com que hoje a situação no Médio Oriente seja uma das mais perigosas das últimas décadas, tornando cada vez mais real o perigo de alastramento de um conflito de «consequências imprevisíveis para a região e para todo o mundo», afirma o PCP.
A verdade é que se está perante «uma acção deliberada, calculada e preparada de agressão» e a captura de soldados israelitas no Líbano e na Palestina (não se sabe em que condições) foi apenas o pretexto para a abertura das duas frentes de ataque do exército israelita em Gaza e no Líbano. Acção que não pode ser desligada da declaração unilateral de definição de fronteiras com a anexação de territórios palestinianos por Israel, de longe a maior potência militar e nuclear do Médio Oriente e a que mais resoluções da ONU já desrespeitou. Aliás, a actual ofensiva é parte de um processo mais geral conduzido pelos EUA, com a colaboração cada vez mais activa de várias potências europeias, de domínio imperialista desta região», acusam os comunistas. Processo que «passa pela aniquilação de vários países enquanto estados soberanos», caso do Iraque; pelo «estabelecimento de protectorados sem capacidade militar autónoma»; pelo silenciamento de quaisquer movimentos populares de resistência a estes objectivos.
Dados novos
Mas, segundo o PCP, a ofensiva israelita no Líbano revela ainda dois dados novos na análise da situação no Médio Oriente: a participação mais activa de Israel nos planos norte-americanos de domínio do Médio Oriente, com a «neutralização» do Líbano e a possível pressão ou acção contra a Síria e Irão - fundamental para o controlo «do pântano em que se encontram as tropas norte-americanas no Iraque» - e a vontade já declarada da União Europeia de intervir mais directamente na região e aceitar o estacionamento, sugerido por Israel, «de uma força militar “robusta” da NATO e/ou da União Europeia, que “não se limite a fazer relatórios”».
Assim, o que está a acontecer no chamado Médio Oriente e Ásia Central é «consequência directa da política cada vez mais cerrada de guerra, ocupação, ingerência e chantagem imperialistas liderada pelos EUA, Israel e potências ocidentais europeias no Médio Oriente», para a «rapina dos recursos naturais, o controlo do fluxo de matérias-primas energéticas e a consolidação de posições geo-estratégicas na região». Ora, para o PCP, «é tempo de parar e reflectir» nas consequências que terá para toda a humanidade a prossecução destas políticas, tendo em conta que uma solução de paz, justa e duradoura para o Médio Oriente é possível, mas passa obrigatoriamente pelo reconhecimento do direito de todos os povos do Médio Oriente à sua soberania e independência, livres de ingerências externas, pela retirada do exército israelita de todos os territórios Libaneses e dos territórios ocupados da Palestina, pela retirada dos exércitos que continuam a ocupar o Iraque e o Afeganistão».
O papel dos media
O PCP denunciou, ainda, o papel dos media ocidentais, que tudo têm feito para passar a ideia de que o actual conflito só se iniciou após a captura dos soldados israelitas e de que se está «perante uma guerra entre iguais, em que o agressor passa à condição de vítima e o ocupado à condição de terrorista». Ignora-se «o direito dos povos à resistência à ocupação e à agressão», consagrado na Carta das Nações Unidas; deixa-se esquecido que «a captura dos soldados israelitas na Faixa de Gaza foi precedida de dois meses de bombardeamentos israelitas» e que o exército israelita realiza regularmente «incursões» no Líbano desde a sua retirada em 2000, mantendo ocupadas parcelas deste território; «oculta-se toda uma história de ocupações e massacres israelitas contra o povo libanês e os campos de refugiados palestinianos no Líbano»; cala-se que «Israel tem 9000 presos políticos palestinianos e libaneses encarcerados nas suas prisões. Nos últimos seis anos foram presos 4500 palestinianos, aos quais se juntaram recentemente 8 ministros e 25 deputados, cuja troca Israel continua a recusar.
Concentrações
Estavam marcadas para ontem, em Lisboa e no Porto, duas concentrações contra os massacres perpetrados pelas forças israelistas na Palestina e no Líbano. Em Lisboa, a concentração foi convocada por dezenas de associações e movimentos – entre as quais o PCP, a JCP, a CGTP-IN, o CPPC, a URAP, a ID, ou o BE.
No Porto, o Movimento pela Paz lançou um abaixo-assinado pelos direitos do povo palestiniano e pela paz no Médio Oriente, já subscrito por dezenas de personalidades do mundo cultural, político, sindical e associativo de diversas origens e tendências políticas, que acusam Israel de pretender instalar na região uma correlação de forças «neocolonial» e desestabilizar a Síria e o Irão.
Para o PCP, o balanço de 13 dias de ataques ao Líbano evidencia «a natureza terrorista da política do actual governo israelita», «nada», muito menos a captura de soldados de um exército ocupante, justificando «tamanha destruição e matança». Aliás, a utilização por Israel de armas não convencionais como o fósforo branco e armas lazer e o ataque indiscriminado a civis, inclusive colunas de refugiados, a confirmarem-se, «não podem ficar impunes».
A escalada de violência israelita, com a conivência dos EUA e da União Europeia, faz com que hoje a situação no Médio Oriente seja uma das mais perigosas das últimas décadas, tornando cada vez mais real o perigo de alastramento de um conflito de «consequências imprevisíveis para a região e para todo o mundo», afirma o PCP.
A verdade é que se está perante «uma acção deliberada, calculada e preparada de agressão» e a captura de soldados israelitas no Líbano e na Palestina (não se sabe em que condições) foi apenas o pretexto para a abertura das duas frentes de ataque do exército israelita em Gaza e no Líbano. Acção que não pode ser desligada da declaração unilateral de definição de fronteiras com a anexação de territórios palestinianos por Israel, de longe a maior potência militar e nuclear do Médio Oriente e a que mais resoluções da ONU já desrespeitou. Aliás, a actual ofensiva é parte de um processo mais geral conduzido pelos EUA, com a colaboração cada vez mais activa de várias potências europeias, de domínio imperialista desta região», acusam os comunistas. Processo que «passa pela aniquilação de vários países enquanto estados soberanos», caso do Iraque; pelo «estabelecimento de protectorados sem capacidade militar autónoma»; pelo silenciamento de quaisquer movimentos populares de resistência a estes objectivos.
Dados novos
Mas, segundo o PCP, a ofensiva israelita no Líbano revela ainda dois dados novos na análise da situação no Médio Oriente: a participação mais activa de Israel nos planos norte-americanos de domínio do Médio Oriente, com a «neutralização» do Líbano e a possível pressão ou acção contra a Síria e Irão - fundamental para o controlo «do pântano em que se encontram as tropas norte-americanas no Iraque» - e a vontade já declarada da União Europeia de intervir mais directamente na região e aceitar o estacionamento, sugerido por Israel, «de uma força militar “robusta” da NATO e/ou da União Europeia, que “não se limite a fazer relatórios”».
Assim, o que está a acontecer no chamado Médio Oriente e Ásia Central é «consequência directa da política cada vez mais cerrada de guerra, ocupação, ingerência e chantagem imperialistas liderada pelos EUA, Israel e potências ocidentais europeias no Médio Oriente», para a «rapina dos recursos naturais, o controlo do fluxo de matérias-primas energéticas e a consolidação de posições geo-estratégicas na região». Ora, para o PCP, «é tempo de parar e reflectir» nas consequências que terá para toda a humanidade a prossecução destas políticas, tendo em conta que uma solução de paz, justa e duradoura para o Médio Oriente é possível, mas passa obrigatoriamente pelo reconhecimento do direito de todos os povos do Médio Oriente à sua soberania e independência, livres de ingerências externas, pela retirada do exército israelita de todos os territórios Libaneses e dos territórios ocupados da Palestina, pela retirada dos exércitos que continuam a ocupar o Iraque e o Afeganistão».
O papel dos media
O PCP denunciou, ainda, o papel dos media ocidentais, que tudo têm feito para passar a ideia de que o actual conflito só se iniciou após a captura dos soldados israelitas e de que se está «perante uma guerra entre iguais, em que o agressor passa à condição de vítima e o ocupado à condição de terrorista». Ignora-se «o direito dos povos à resistência à ocupação e à agressão», consagrado na Carta das Nações Unidas; deixa-se esquecido que «a captura dos soldados israelitas na Faixa de Gaza foi precedida de dois meses de bombardeamentos israelitas» e que o exército israelita realiza regularmente «incursões» no Líbano desde a sua retirada em 2000, mantendo ocupadas parcelas deste território; «oculta-se toda uma história de ocupações e massacres israelitas contra o povo libanês e os campos de refugiados palestinianos no Líbano»; cala-se que «Israel tem 9000 presos políticos palestinianos e libaneses encarcerados nas suas prisões. Nos últimos seis anos foram presos 4500 palestinianos, aos quais se juntaram recentemente 8 ministros e 25 deputados, cuja troca Israel continua a recusar.
Concentrações
Estavam marcadas para ontem, em Lisboa e no Porto, duas concentrações contra os massacres perpetrados pelas forças israelistas na Palestina e no Líbano. Em Lisboa, a concentração foi convocada por dezenas de associações e movimentos – entre as quais o PCP, a JCP, a CGTP-IN, o CPPC, a URAP, a ID, ou o BE.
No Porto, o Movimento pela Paz lançou um abaixo-assinado pelos direitos do povo palestiniano e pela paz no Médio Oriente, já subscrito por dezenas de personalidades do mundo cultural, político, sindical e associativo de diversas origens e tendências políticas, que acusam Israel de pretender instalar na região uma correlação de forças «neocolonial» e desestabilizar a Síria e o Irão.