Combater a desertificação
O secretário-geral do PCP esteve no Algarve no passado domingo. Não para visitar praias e complexos turísticos mas para conhecer mais de perto os problemas de quem não vive do mar, no interior da região algarvia. Nos concelhos de Loulé e de Alcoutim, o dirigente comunista observou os problemas da desertificação e realçou a atenção que o Partido tem vindo a dar a esta questão. A visita integrava-se na iniciativa «Portugal precisa, o PCP propõe».
Para o secretário-geral do PCP, o desenvolvimento harmonioso de todo o território nacional é uma «incumbência prioritária das políticas económicas e sociais que qualquer governo vinculado ao dever constitucional de promoção da coesão de todo o território». Tal como o é, realçou, a eliminação das diferenças económicas e sociais entre a cidade e o campo e entre o litoral e o interior. Mas não é isso que tem acontecido com os sucessivos governos, do PS e do PSD, acusou Jerónimo de Sousa.
Lembrando que o Governo do PS «acaba de pôr à discussão pública a sua proposta de Plano Nacional de Políticas de Ordenamento do Território», o secretário-geral do PCP afirmou que «lê-se e não se acredita». Para o dirigente comunista, o novo plano «não só aceita como uma fatalidade a manutenção da ocupação e desenvolvimento desigual do território» como se adivinha o favorecimento das políticas que acentuam aquilo a que chamam a «inclinação do País para o oceano».
Segundo Jerónimo de Sousa, a política de direita é responsável pelos «inquietantes processos» de desertificação humana. Esta realidade traduz-se no crescente empobrecimento das populações desta região e no «acentuar das dificuldades das actividades produtivas nacionais», nomeadamente os produtos provenientes da agricultura, das florestas e da silvicultura. Estas são, realçou, «um dos principais suportes do modo de vida das populações do interior e das zonas serranas».
Para o dirigente comunista, a ausência de «duradouras políticas de desenvolvimento regional», bem como as políticas agrícolas nacionais e comunitárias e uma gestão de fundos que apenas têm reproduzido as desigualdades encontram-se entre as razões para a situação que se vive.
Os comunistas defendem a implementação da Regionalização e consideram que não bastam políticas regionais positivas. Estas têm que ser suportadas por políticas nacionais complementares que favoreçam o desenvolvimento do País no seu conjunto, defendeu Jerónimo de Sousa.
Lembrando que o Governo do PS «acaba de pôr à discussão pública a sua proposta de Plano Nacional de Políticas de Ordenamento do Território», o secretário-geral do PCP afirmou que «lê-se e não se acredita». Para o dirigente comunista, o novo plano «não só aceita como uma fatalidade a manutenção da ocupação e desenvolvimento desigual do território» como se adivinha o favorecimento das políticas que acentuam aquilo a que chamam a «inclinação do País para o oceano».
Segundo Jerónimo de Sousa, a política de direita é responsável pelos «inquietantes processos» de desertificação humana. Esta realidade traduz-se no crescente empobrecimento das populações desta região e no «acentuar das dificuldades das actividades produtivas nacionais», nomeadamente os produtos provenientes da agricultura, das florestas e da silvicultura. Estas são, realçou, «um dos principais suportes do modo de vida das populações do interior e das zonas serranas».
Para o dirigente comunista, a ausência de «duradouras políticas de desenvolvimento regional», bem como as políticas agrícolas nacionais e comunitárias e uma gestão de fundos que apenas têm reproduzido as desigualdades encontram-se entre as razões para a situação que se vive.
Os comunistas defendem a implementação da Regionalização e consideram que não bastam políticas regionais positivas. Estas têm que ser suportadas por políticas nacionais complementares que favoreçam o desenvolvimento do País no seu conjunto, defendeu Jerónimo de Sousa.