JCP 8º Congresso

A importância da política de fundos

Intervenção de Patrícia Machado

Estamos a realizar o nosso 8.° Congresso, órgão máximo da JCP, momento único de participação, discussão e afirmação da nossa organização. O culminar de um longo processo de preparação, de participação e discussão colectiva que chegou junto de milhares de jovens e em que cada camarada, cada colectivo e organização teve um papel fundamental levando de forma criativa o congresso para as ruas, para as fábricas, para as escolas contribuindo assim para o grande êxito que está a ser este congresso.

Todos conhecemos o momento político que atravessamos, muitos são os aspectos que temos discutido e analisado.
Todos conhecemos a fortíssima ofensiva ideológica que atravessamos em Portugal e no mundo, fomentando o pensamento único, com grande componente anticomunista e que encontramos, muitas vezes subtilmente ou objectivamente na comunicação social de massas, nas escolas, locais de trabalho e em muitos outras formas.
Algumas dessas expressões transparecem no exemplo da recente lei dos partidos, que visa atingir o nosso Partido ou ainda no forte ataque a direitos conquistados como a liberdade de expressão política. Estamos aqui hoje, como em todos os momentos a afirmar a necessidade da organização revolucionária da juventude – a JCP e o seu reforço e intervenção no seio da juventude.
Afirmação dessa necessidade e desse trabalho é também reconhecermos a importância que tem a política de fundos na nossa organização, quer pela sua importância política e ideológica, quer pela sua importância prática. Assume-se como uma tarefa que deve estar sempre presente na vida colectiva da nossa organização, para assegurar entre muitos aspectos a nossa independência política e financeira.
Também no que respeita a esta matéria mostramos a nossa diferença de forma de estar na vida. Toda a nossa actividade e o Congresso é exemplo disso só é possível através da militância, da disponibilidade revolucionária de cada um e do colectivo no entendimento que só com trabalho e o contributo de todos é possível, falando também dó próprio contributo financeiro.
Queremos continuar a ter actividade revolucionária no seio da juventude, nas escolas, nas empresas e locais de trabalho, nas ruas, na luta por melhores condições e mais direitos. Para continuar a luta precisamos de dar mais atenção a esta tarefa, a recolha financeira. A actividade regular depende em muito desta disponibilidade da nossa organização. Os cartazes, os boletins, os documentos, os materiais de afirmação, as iniciativas dependem dos fundos que a JCP tenha disponíveis. Os fundos estão ligados ao reforço da nossa organização e intervenção.
É necessário aprofundar esta discussão com todos os militantes. A responsabilização de mais camaradas, em mais colectivos por esta importante tarefa é um fortíssimo contributo para o envolvimento e crescimento da nossa organização. A cobrança da quota e o seu pagamento é não só um contributo, mas um acto militante com forte componente ideológica que deve ser encarada por todos como um aspecto inseparável da nossa acção revolucionária enquanto militantes da JCP.
Em todos os momentos de afirmação da nossa organização deve ser um aspecto presente e de discussão por forma a que, cada colectivo e organização procure formas criativas de recolher regularmente mais fundos. Seja através de concertos, de iniciativas de convívio, de produção de materiais , de debates entre muitos outros. Esta discussão e preocupação deve ir o mais abaixo possível, deve ser tida em conta não só pelos organismos de direcção mas também fortemente pelos colectivos de base.
As campanhas de fundos são igualmente um bom instrumento de trabalho, não estando em nenhum momento desligadas do contacto com militantes e amigos da JCP. Das inúmeras campanhas realizadas desde o 7.° Congresso, destacamos a grande campanha de decorreu na preparação deste 8.° Congresso, com forte contributo e que espelha as potencialidades e as condições que temos para chegar mais longe
Esta importante tarefa não pode ser deixada para segundo plano. A sua importância deve ser assumida colectivamente e desenvolvidos esforços para reforçarmos esta frente de trabalho estreitamente ligada ao reforço da nossa organização e da nossa intervenção.


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