JCP 8º Congresso

Levar a teoria à prática

Intervenção de Francisco Leitão

Citando os Princípios Orgânicos da nossa organização: «A JCP assume-se, pelos seus objectivos, propostas e acção no desenvolvimento do movimento das lutas juvenis, como organização revolucionária da juventude.»
Sendo evidente a importância de assim nos assumirmos nos Princípios Orgânicos é a prática que determina em rigor a nossa identidade.


A JCP assume-se como a organização revolucionária da juventude portuguesa não só pela sua base teórica e ideológica mas também pela sua prática diária.
Assume-se em primeiro lugar pela sua independência face os mais variados interesses, pressões e ameaças das forças do capital. Uma organização é independente na forma como financia o seu trabalho, na sua acção, nos seus objectivos, na sua prática. Só uma organização efectivamente independente pode garantir à juventude uma vanguarda sólida, capaz de nos mais diversos momentos assumir o seu papel na luta.
É também princípio fundamental de uma organização com as características da JCP a ligação à juventude, aos seus problemas e aspirações, à sua luta.
Profundamente enraizada nas massas juvenis, os jovens comunistas dão um contributo insubstituível na dinamização das mais diversas lutas em tornos dos mais variados objectivos e aspirações dos jovens. Contrariando fenómenos de partidarização e instrumentalização do movimento juvenil, intervimos nele reforçando-o, contribuindo para a sua independência e combatividade que fazem do movimento juvenil uma das mais fortes forças de oposição à política de direita.
Outro aspecto que adquire importância crucial é ser uma organização com vida democrática interna e direcção central única, com um funcionamento interno baseado nos princípios do centralismo democrático. Garantindo uma unidade em torno de princípios, projectos e acção cimentada numa vida interna profundamente democrática do qual este Congresso é um grande exemplo.
Cabem ainda nos princípios básicos a nossa organização, a solidariedade internacionalista e a defesa intransigente dos interesses da juventude portuguesa.
Estas duas características aparentemente contraditórias são no entanto profundamente complementares. Numa fase em que o imperialismo move uma ofensiva sem precedentes contra a juventude, assumir uma atitude cooperante e solidária para com organizações, lutas e movimentos juvenis de todo o mundo é tarefa fundamental da JCP. Não é no entanto menos fundamental assumirmo-nos como defensores convictos dos interesses e direitos no nosso povo.
Uma organização revolucionária não o poderá ser também se não tiver no seu horizonte a substituição da actual sociedade capitalista e a construção de uma sociedade nova liberta da exploração do homem pelo homem. O objectivo da construção do socialismo rumo ao comunismo é um projecto insubstituível, possível e necessário. Que assumimos como nosso.
E é por fim característica fundamental de uma organização revolucionária da juventude, o ser portadora da teoria revolucionária, o marxismo-leninismo.
Uma teoria que se afirma na acção diária, uma teoria viva, antidogmática, dialéctica, criativa e criadora, que se enriquece e rejuvenesce com a prática e com as respostas que é chamada a dar aos novos processos e aos novos fenómenos.
É por assumir, na sua teoria e na sua prática estes princípios fundamentais que a JCP se afirma como organização revolucionária da juventude. E é por estarmos conscientes de que somos a única organização a cumprir estes vários aspectos no plano nacional que nos assumimos como a organização revolucionária da juventude.
Assumir este papel como nosso é assumir um lugar insubstituível no movimento juvenil do nosso país, é assumir a vanguarda da luta da juventude, é assumir que com a JCP como sua organização revolucionária a juventude portuguesa transformará sonho em vida!


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