Organizações do PCP

Por uma nova política

O encerramento de serviços públicos – escolas, centros de saúde, postos da PSP – e a situação dos reformados são questões que preocupam as organizações do PCP, atentas aos problemas que afectam as populações das respectivas regiões.
A Direcção da Organização Regional de Aveiro alerta para os elevados níveis de desemprego no distrito, particularmente no sector do calçado, onde, no dia 22 de Fevereiro, encerrou mais uma empresa em Arrifana, colocando 65 trabalhadores no desemprego. Isto depois de, há cinco anos, ter encerrado a CJ Clarcks e mais recentemente a Ecco e a Rhode.
Ou seja, multiplicam-se as situações de pobreza no distrito, onde prossegue também o ataque às funções sociais do Estado, com o encerramento de escolas e unidades hospitalares, e não se toma medidas para um funcionamento condigno da PSP.
Também a Direcção da Organização Regional do Algarve vê com apreensão os reflexos negativos do Orçamento do Estado e do PROTAL na região, a que se juntam políticas negativas no âmbito da Saúde, Ensino, Pescas e Agricultura.
A DORAL, para quem o Algarve só pode assegurar o seu futuro «se romper com o rumo que tem vindo a ser seguido da monoactividade do turismo e do betão», decidiu, assim, levar a efeito um conjunto de iniciativas ligadas às assimetrias regionais, regionalização e questões da água.
A Comissão Concelhia de Sintra repudia, igualmente, o «desrespeito» com que o Governo trata os problemas da saúde e, exigindo a reabertura imediata do Serviço de Urgência na Rua dos Lusíadas, encerrado no dia 21 de Janeiro, bem como a construção de um novo Centro de Saúde na Freguesia de Queluz, lançou um abaixo-assinado com essas exigências, a decorrer entre a população.
Por sua vez, o Organismo da Zona do Pinhal achou por bem expressar publicamente as suas inquietações face a notícias que dão conta da intenção do Governo de encerrar escolas, infantários e postos da GNR na região. Ao que tudo indica, iriam encerrar nos concelhos da Sertã, Oleiros e Proença 20 escolas do 1.º Ciclo, 8 jardins de infância e o posto da GNR de Cernache do Bonjardim. Porque, acusa o PCP, na lógica do Governo, se há poucos alunos, poucas crianças, poucos utentes, poucos arruaceiros, «justifica-se que nada exista».

Demagogia

Para a Direcção da Organização Regional de Braga, a declaração do Governador Civil, de que no distrito cerca de 16 mil idosos serão beneficiados com o Complemento Solidário para Idosos, é «demagógica». De facto, para se candidatarem a este Complemento, os idosos – com elevados índices de analfabetismo e iliteracia e dificuldades em movimentarem-se – têm de passar por um processo tão complexo e burocrático e são-lhes exigidos tantos elementos, respeitantes a si e aos seus filhos, que é pelo menos «leviano e propagandístico», dizer quantos deles conseguirão vencer os obstáculos e ter acesso a esse complemento.
«Menos propaganda e mais sentido de responsabilidade», diz a DORBA, exigindo do Governo que simplifique rapidamente os procedimentos dos idosos com direito a este Complemento.
A Coordenadora de Reformados de Guimarães, por seu lado, alerta para as precárias condições de vida em que vive a «esmagadora maioria de reformados e pensionistas de Guimarães, muitos deles a viver abaixo dos limites da pobreza».
Trata-se de um «problema grave», que resulta directamente das políticas dos últimos governos, acusam os comunistas, defendendo uma «ruptura radical» com estas políticas, pois esta camada da população «deu muito de si ao País», sendo aos seus sacrifícios que se deve o progresso e desenvolvimento de Portugal.

Responsabilidade

Face a esta política neoliberal do Governo, redobra a actividade do PCP e dos seus deputados. Em conferência de imprensa, realizada no dia 22 de Fevereiro, a Direcção da Organização Regional de Coimbra, dá nota de algumas dessas iniciativas relativamente ao distrito, onde o PCP não elegeu qualquer deputado. Iniciativas que adquirem significado relevante quando comparadas com as dos outros partidos, com deputados eleitos pelo distrito.
Assim, desde as eleições para a Assembleia da República, seis deputados do PCP estiveram 16 vezes na região para abordar temas que vão dos fogos florestais ao encerramento de empresas, entregaram na Mesa da Assembleia 19 requerimentos sobre os mais diversos problemas da região, apresentaram 34 propostas para introdução no PIDDAC 2006.


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