Presidenciais na Finlândia

Halonen promete justiça social

A presidente da Finlândia, Tarja Halonen, que venceu no domingo a segunda volta das eleições presidenciais, comprometeu-se a prestar mais atenção à justiça social durante o seu segundo e último mandato.
Numa conferência de imprensa realizada, na segunda-feira, dia 30, Halonen afirmou ter a intenção de reforçar durante o segundo mandato o seu papel como defensora dos valores sociais, dando maior atenção à nova pobreza, ao desemprego, ao bem-estar público e à igualdade em geral.
Halonen ganhou por uma estreita margem, com 51,8 por cento dos votos, derrotando o candidato conservador Sauli Niinisto, por apenas 113.000 votos (3,6 por cento).
«Para os finlandeses, o melhor país é aquele que não abandona ninguém, aquele que é democrático e socialmente justo», declarou Halonen no momento que foi anunciada a sua vitória.
Apesar do forte crescimento económico registado nos últimos anos na Finlândia, as pensões sociais têm sofrido sérios cortes ao mesmo tempo que aumentam as diferenças entre os níveis de rendimento.
A saúde pública, o sector mais afectado, atravessa uma grave crise de financiamento que obrigou as autoridades municipais a introduzir taxas moderadoras de 22 euros por cada visita às urgências dos hospitais.
Ao longo dos seus seis anos de mandato, Halonen manteve-se à margem do curso político e económico seguido pelo governo e parlamento. Agora, Halonen assumiu o compromisso de utilizar toda a sua influência para garantir a igualdade social e a continuidade do bem-estar na Finlândia.
Na política internacional, a chefe de Estado anunciou que continuará a fomentar o multilateralismo e a cooperação com os outros países, mantendo as suas reservas quanto a uma eventual adesão do seu país à NATO.
Com 62 anos, Halonen é originária dos meios operários. Fez carreira como jurista no movimento sindical, militando em defesa dos direitos do homem, dos homossexuais e das minorias.


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