Cresce a ameaça de despedimentos
Na empresa Nova Bodum, em Tondela, a ameaça de despedimento paira sobre os trabalhadores. Este é mais um caso revelador da opção patronal de deslocalizar a produção do interior do país para o estrangeiro na mira de maximizar os lucros.
Em causa, de momento, estão 56 postos de trabalho do sector da produção relativamente aos quais existe um processo de despedimento. Invocadas pela administração da metalúrgica Nova Bodum são alegadas dificuldades financeiras, ainda que a empresa mãe, a Bodun Inernacional, não esconda a sua intenção de proceder à deslocação da produção para a República Popular da China.
O certo é que na unidade de Tondela, com 130 trabalhadores, o volume de encomendas mantém-se sem alterações significativas que justifiquem o discurso da falta de trabalho ou da diminuição da rentabilidade.
Daí a preocupação da bancada comunista por mais um caso, tudo leva a crer, de destruição de uma unidade do aparelho produtivo, perante a complacência e a aparente passividade das autoridades.
O que levou o deputado comunista Miguel Tiago, em requerimento dirigido ao Governo, a questionar sobre o que este pensa fazer com vista a inverter a actual tendência de crescente deslocalização de empresas.
«Que intervenção pensa o Governo levar a cabo no sentido de garantir o cumprimento do direito ao trabalho para os 56 trabalhadores em processo de despedimento e para os outros trabalhadores da Nova Bodun», inquiriu ainda o parlamentar do PCP.
Confecções Carrera
Outra empresa a motivar a atenção do Grupo Parlamentar comunista é a Confecções Carrera, em Oliveira do Hospital. Neste caso, segundo informação chegada ao deputado António Filipe, estão em risco 87 postos de trabalho, situação que fica a dever-se à muito difícil fase que a empresa atravessa.
Esta, como refere o parlamentar comunista em requerimento ao Executivo, terá acumulado dívidas à Segurança Social, que recentemente promoveu a sua execução, tentando vendê-la em hasta pública no passado dia 5 de Dezembro. Uma operação sem êxito, já que não surgiu nenhum comprador.
A administração da empresa, entretanto, deu início ao processo de insolvência e assumiu a intenção de a encerrar.
Santa Clara Cerâmicas
Por isso a questão colocada, já por duas vezes, em requerimento por António Filipe no sentido de saber da disponibilidade da Segurança Social para, enquanto credor da empresa Confecções Carrera, ajudar à sua viabilização e à manutenção dos respectivos postos de trabalho.
A justificar a intervenção da bancada comunista junto do Governo está também a empresa Santa Clara Cerâmicas, S.A., em Coimbra. Igualmente sob a forma de requerimento, assinado por António Filipe, perguntado é ao Executivo de José Sócrates que medidas pensa este adoptar para garantir que a empresa cumpra os compromissos por si assumidos.
Refira-se que os trabalhadores foram surpreendidos pelo anúncio unilateral da administração de que as instalações da empresa seriam encerradas, sendo obrigados a deslocar-se para as instalações de outra empresa, sediada em Fátima, para poderem continuar a trabalhar.
Ora a verdade é que esta atitude da administração, como faz notar o deputado do PCP, para além de não ter qualquer cobertura legal, representa um grosseiro incumprimento do que havia sido acordado há cerca de um ano, entre a empresa e o Ministério do Trabalho e Segurança Social. Com efeito, segundo o acordo, assumido pela empresa era o compromisso de manter em funcionamento as suas instalações em Coimbra, só podendo vir a ser encerradas quando existissem novas instalações naquela cidade, em local já disponibilizado para o efeito.
Ora foi este acordo que a empresa pura e simplesmente deitou para o lixo ao não apresentar à Câmara Municipal de Coimbra o projecto para as novas instalações e ao tomar, simultaneamente, a decisão unilateral de encerrar a empresa.
Em causa, de momento, estão 56 postos de trabalho do sector da produção relativamente aos quais existe um processo de despedimento. Invocadas pela administração da metalúrgica Nova Bodum são alegadas dificuldades financeiras, ainda que a empresa mãe, a Bodun Inernacional, não esconda a sua intenção de proceder à deslocação da produção para a República Popular da China.
O certo é que na unidade de Tondela, com 130 trabalhadores, o volume de encomendas mantém-se sem alterações significativas que justifiquem o discurso da falta de trabalho ou da diminuição da rentabilidade.
Daí a preocupação da bancada comunista por mais um caso, tudo leva a crer, de destruição de uma unidade do aparelho produtivo, perante a complacência e a aparente passividade das autoridades.
O que levou o deputado comunista Miguel Tiago, em requerimento dirigido ao Governo, a questionar sobre o que este pensa fazer com vista a inverter a actual tendência de crescente deslocalização de empresas.
«Que intervenção pensa o Governo levar a cabo no sentido de garantir o cumprimento do direito ao trabalho para os 56 trabalhadores em processo de despedimento e para os outros trabalhadores da Nova Bodun», inquiriu ainda o parlamentar do PCP.
Confecções Carrera
Outra empresa a motivar a atenção do Grupo Parlamentar comunista é a Confecções Carrera, em Oliveira do Hospital. Neste caso, segundo informação chegada ao deputado António Filipe, estão em risco 87 postos de trabalho, situação que fica a dever-se à muito difícil fase que a empresa atravessa.
Esta, como refere o parlamentar comunista em requerimento ao Executivo, terá acumulado dívidas à Segurança Social, que recentemente promoveu a sua execução, tentando vendê-la em hasta pública no passado dia 5 de Dezembro. Uma operação sem êxito, já que não surgiu nenhum comprador.
A administração da empresa, entretanto, deu início ao processo de insolvência e assumiu a intenção de a encerrar.
Santa Clara Cerâmicas
Por isso a questão colocada, já por duas vezes, em requerimento por António Filipe no sentido de saber da disponibilidade da Segurança Social para, enquanto credor da empresa Confecções Carrera, ajudar à sua viabilização e à manutenção dos respectivos postos de trabalho.
A justificar a intervenção da bancada comunista junto do Governo está também a empresa Santa Clara Cerâmicas, S.A., em Coimbra. Igualmente sob a forma de requerimento, assinado por António Filipe, perguntado é ao Executivo de José Sócrates que medidas pensa este adoptar para garantir que a empresa cumpra os compromissos por si assumidos.
Refira-se que os trabalhadores foram surpreendidos pelo anúncio unilateral da administração de que as instalações da empresa seriam encerradas, sendo obrigados a deslocar-se para as instalações de outra empresa, sediada em Fátima, para poderem continuar a trabalhar.
Ora a verdade é que esta atitude da administração, como faz notar o deputado do PCP, para além de não ter qualquer cobertura legal, representa um grosseiro incumprimento do que havia sido acordado há cerca de um ano, entre a empresa e o Ministério do Trabalho e Segurança Social. Com efeito, segundo o acordo, assumido pela empresa era o compromisso de manter em funcionamento as suas instalações em Coimbra, só podendo vir a ser encerradas quando existissem novas instalações naquela cidade, em local já disponibilizado para o efeito.
Ora foi este acordo que a empresa pura e simplesmente deitou para o lixo ao não apresentar à Câmara Municipal de Coimbra o projecto para as novas instalações e ao tomar, simultaneamente, a decisão unilateral de encerrar a empresa.