Pescadores protestam em Aveiro
Com a pesca de berbigão interditada há mais de 4 meses, os mariscadores da Torreira vêem-se em situação aflitiva e, descendo a ria nas suas bateiras, exigiram em Aveiro respostas urgentes do Governo.
Esta é uma situação desesperante, brada o sindicato
A acção de segunda-feira foi decidida numa reunião, a 28 de Dezembro, como então informou o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte. A exemplo de outras ocasiões, desde que, em Agosto, a pesca de bivalves foi proibida, devido à detecção de toxinas em análises feitas pelo Ipimar, os pescadores juntaram-se na Junta de Freguesia da Torreira.
Esta comunidade piscatória depende sobretudo da pesca de berbigão; mas, desde 11 de Agosto, a pesca está interdita. Neste período, segundo o sindicato, os pescadores apenas trabalharam 17 dias. A 29 de Dezembro, algumas espécies veriam levantada a interdição, mas não sucedeu o mesmo com aquela que é determinante para os rendimentos dos mariscadores da Torreira.
Na reunião de 28 de Dezembro «deram conta da situação aflitiva em que se encontram, em consequência desta interdição à pesca, sem quaisquer tipo de apoios, afirmando-se haver já situações de grave carência económica», relatou o STPN/CGTP-IN, realçando que «esta é uma situação desesperante», a cujas razões «os pescadores são totalmente alheios».
Nestes meses, têm reclamado medidas que permitam acorrer aos graves problemas económicos e sociais das suas famílias. No entanto, «face à inexistência de respostas, os pescadores decidiram rumar a Aveiro, utilizando as suas bateiras», para se encontrarem com o governador civil.
No mesmo dia da reunião, o sindicato, «em representação destes pescadores, alertou uma vez mais o Governo para a necessidade de que se tomem medidas urgentes de apoio», sugerindo que tais medidas se enquadrem nos apoios previstos para este tipo de situações, a exemplo do que aconteceu há cerca de 5 anos, com a pesca da sardinha no Norte. O STPN considera haver «razões técnicas, biológicas e de saúde publica, válidas, que justificam essas medidas, não sendo esta uma situação previsível e repetitiva».
Uma associação profissional, citada pela Agência Lusa, indicou existirem 800 barcos de pesca activos na Ria de Aveiro, entre os quais há 268 licenciados para a apanha de bivalves.
Na segunda-feira, cerca de seis dezenas de embarcações desceram a ria de Aveiro e centena e meia de pessoas desfilaram até ao Governo Civil. O representante do Governo no distrito comprometeu-se apenas a transmitir as preocupações dos pescadores ao Ministério da Agricultura e Pescas.
Na terça-feira deveriam ser recolhidas novas amostras, para verificação dos níveis de toxinas nas águas da ria.
Jerónimo apoia
Terça-feira, durante uma arruada da pré-campanha eleitoral, em Aveiro, um pescador da ria entregou a Jerónimo de Sousa um documento expressando as preocupações face aos efeitos das restrições à pesca na vida de cerca de mil pessoas. O candidato comunista afirmou a solidariedade e a luta do PCP e de si próprio para apoio ao sector.
Esta comunidade piscatória depende sobretudo da pesca de berbigão; mas, desde 11 de Agosto, a pesca está interdita. Neste período, segundo o sindicato, os pescadores apenas trabalharam 17 dias. A 29 de Dezembro, algumas espécies veriam levantada a interdição, mas não sucedeu o mesmo com aquela que é determinante para os rendimentos dos mariscadores da Torreira.
Na reunião de 28 de Dezembro «deram conta da situação aflitiva em que se encontram, em consequência desta interdição à pesca, sem quaisquer tipo de apoios, afirmando-se haver já situações de grave carência económica», relatou o STPN/CGTP-IN, realçando que «esta é uma situação desesperante», a cujas razões «os pescadores são totalmente alheios».
Nestes meses, têm reclamado medidas que permitam acorrer aos graves problemas económicos e sociais das suas famílias. No entanto, «face à inexistência de respostas, os pescadores decidiram rumar a Aveiro, utilizando as suas bateiras», para se encontrarem com o governador civil.
No mesmo dia da reunião, o sindicato, «em representação destes pescadores, alertou uma vez mais o Governo para a necessidade de que se tomem medidas urgentes de apoio», sugerindo que tais medidas se enquadrem nos apoios previstos para este tipo de situações, a exemplo do que aconteceu há cerca de 5 anos, com a pesca da sardinha no Norte. O STPN considera haver «razões técnicas, biológicas e de saúde publica, válidas, que justificam essas medidas, não sendo esta uma situação previsível e repetitiva».
Uma associação profissional, citada pela Agência Lusa, indicou existirem 800 barcos de pesca activos na Ria de Aveiro, entre os quais há 268 licenciados para a apanha de bivalves.
Na segunda-feira, cerca de seis dezenas de embarcações desceram a ria de Aveiro e centena e meia de pessoas desfilaram até ao Governo Civil. O representante do Governo no distrito comprometeu-se apenas a transmitir as preocupações dos pescadores ao Ministério da Agricultura e Pescas.
Na terça-feira deveriam ser recolhidas novas amostras, para verificação dos níveis de toxinas nas águas da ria.
Jerónimo apoia
Terça-feira, durante uma arruada da pré-campanha eleitoral, em Aveiro, um pescador da ria entregou a Jerónimo de Sousa um documento expressando as preocupações face aos efeitos das restrições à pesca na vida de cerca de mil pessoas. O candidato comunista afirmou a solidariedade e a luta do PCP e de si próprio para apoio ao sector.