Défice de cultura?
As declarações públicas de Mário Nunes, vereador da Câmara Municipal de Coimbra, acerca da drástica redução do orçamento municipal para a Cultura, mereceram o repúdio do Sector Intelectual de Coimbra do PCP, para quem estas declarações confirmam «a sua reconhecida incapacidade para o desempenho daquele cargo». Contudo, como sublinha, a indignação generalizada que causaram «abre caminho à adopção das medidas que se impõem, numa Cidade que se quer “do conhecimento”».
Para os comunistas, as declarações de Mário Nunes, de que «nas alturas de escassez de meios é que a imaginação sobe mais alto», outra coisa não pretendem que tentar «esconder o essencial». Ou seja, «a total ausência de estratégia municipal no que concerne à Cultura, nunca entendida como uma área estruturante da vida colectiva mas, antes, como uma sucessão desordenada de actos isolados onde a figura de Vereador (porque dispensável) dá lugar à do mestre-de-cerimónias».
Mas Mário Nunes não se limita a dar cobertura à escandalosa redução do «seu» orçamento: «chora» os montantes que financiam a Escola da Noite; reclama os 90 000€ que a Câmara «dá» ao TAGV, procurando escamotear a ausência de investimento em equipamentos culturais numa cidade onde «o betão não falta»; «exibe pose de senhorio» regateando a «renda» paga pelos SAS da UC.
Entretanto, o PCP, preocupado com as declarações daquele vereador, reafirma o que os eleitos da CDU têm defendido nos órgãos municipais e diz que a manutenção de apoio a estruturas culturais e artísticas profissionais, para além de «essencial para a dinamização da vida cultural comunitária», não é, como querem fazer crer, «incompatível com o apoio a estruturas de outra natureza».
Por outro lado, «estabelecer rivalidades artificiais entre agentes culturais» – pondo em plano de disputa a Escola da Noite, a Orquestra Clássica do Centro, o Teatrão e «31» grupos folclóricos – «é um acto de irresponsabilidade política que exige, nomeadamente por parte do Presidente da Câmara, a tomada de medidas». Medidas que «possam ir para além do indispensável pedido de desculpas»; que estabeleçam objectivos a prazo e correspondentes estratégias; que definam prioridades no que concerne a linhas de actuação e investimentos; que possam ser «o prelúdio da adopção da tão necessária política municipal para as áreas da Cultura».
Para os comunistas, as declarações de Mário Nunes, de que «nas alturas de escassez de meios é que a imaginação sobe mais alto», outra coisa não pretendem que tentar «esconder o essencial». Ou seja, «a total ausência de estratégia municipal no que concerne à Cultura, nunca entendida como uma área estruturante da vida colectiva mas, antes, como uma sucessão desordenada de actos isolados onde a figura de Vereador (porque dispensável) dá lugar à do mestre-de-cerimónias».
Mas Mário Nunes não se limita a dar cobertura à escandalosa redução do «seu» orçamento: «chora» os montantes que financiam a Escola da Noite; reclama os 90 000€ que a Câmara «dá» ao TAGV, procurando escamotear a ausência de investimento em equipamentos culturais numa cidade onde «o betão não falta»; «exibe pose de senhorio» regateando a «renda» paga pelos SAS da UC.
Entretanto, o PCP, preocupado com as declarações daquele vereador, reafirma o que os eleitos da CDU têm defendido nos órgãos municipais e diz que a manutenção de apoio a estruturas culturais e artísticas profissionais, para além de «essencial para a dinamização da vida cultural comunitária», não é, como querem fazer crer, «incompatível com o apoio a estruturas de outra natureza».
Por outro lado, «estabelecer rivalidades artificiais entre agentes culturais» – pondo em plano de disputa a Escola da Noite, a Orquestra Clássica do Centro, o Teatrão e «31» grupos folclóricos – «é um acto de irresponsabilidade política que exige, nomeadamente por parte do Presidente da Câmara, a tomada de medidas». Medidas que «possam ir para além do indispensável pedido de desculpas»; que estabeleçam objectivos a prazo e correspondentes estratégias; que definam prioridades no que concerne a linhas de actuação e investimentos; que possam ser «o prelúdio da adopção da tão necessária política municipal para as áreas da Cultura».