Para exigir uma nova política

Semana de todas as lutas

Durante a próxima semana, a CGTP-IN promove a «convergência de lutas» dos trabalhadores, com plenários e paralisações nos locais de trabalho e com iniciativas para trazer os protestos para as ruas das principais cidades.

A con­ver­gência de lutas dá mais força às justas ra­zões dos tra­ba­lha­dores

Além de dar expressão de conjunto às lutas em curso, esta «semana de convergência de lutas» tem por objectivo manifestar apoio às propostas da CGTP-IN, particularmente as que dizem respeito à valorização do salário mínimo nacional (aumento de 25 euros por ano, para atingir os 500 euros em 2010), à efectiva sustentabilidade da Segurança Social pública, à dignificação do subsídio de desemprego, à revogação do Código do Trabalho, à melhoria do poder de compra dos salários, à defesa de serviços públicos de qualidade (com respeito pelos direitos dos trabalhadores da Administração Pública), à redução das custas judiciais e garantias de apoio judiciário.
As propostas da central são sintetizadas, em banda desenhada, num folheto que será distribuído aos trabalhadores e à população durante a semana de 12 a 17 de Dezembro.
Das acções já anunciadas, destaca-se a greve de dois dias na ad­mi­nis­tração local, anunciada num plenário nacional, no dia 25 de Novembro, com cerca de dois mil trabalhadores. Para o STAL e o STML, os sindicatos da CGTP-IN na administração local, a greve de 13 e 14 de Dezembro é a resposta «à violenta ofensiva do Governo que põe em causa direitos fundamentais dos trabalhadores, caso da aposentação e das carreiras». Reclamam também a abertura de negociações sobre o caderno reivindicativo que foi entregue ao Governo a 8 de Junho, contemplando compromissos acordados com a Associação Nacional de Municípios e que o anterior governo se comprometeu a levar à prática, e exigem a regulamentação do suplemento de insalubridade, penosidade e risco, medida legislada há vários anos, após luta insistente dos trabalhadores, mas que nunca chegou a ser aplicada.
Os sindicatos pretendem ainda a uniformização dos diferentes estatutos dos bombeiros profissionais e a regularização dos assalariados das associações de bombeiros voluntários.
Tal como noutros sectores da Administração Pública, os trabalhadores das autarquias protestam contra o facto de o Governo, uma vez mais, lhes querer impor actualizações salariais abaixo da inflação.

Ou­tras ac­ções

No dia 15, a partir das 16 horas, uma arruada percorrerá a baixa de Lisboa, partindo do Largo do Chiado.
Na quinta-feira, dia 14, realiza-se em Setúbal, no Largo do Jardim do Quebedo, uma concentração, seguida de deslocação ao Governo Civil.
Outras acções estão marcadas para Guimarães, Braga, Famalicão, Bragança, Viana do Castelo, Barcelos, Vila Real, Beja e Aveiro. Em Lisboa, terão ainda lugar uma vigília de activistas sindicais dos trabalhadores civis das Forças Armadas, junto ao Ministério da Defesa, no dia 15, e uma acção dos trabalhadores da CP, da Refer e da EMEF, junto à secretaria de Estado dos Transportes, na manhã de dia 16.

Có­digo dia 7 na AR

A CGTP-IN promove, na próxima quarta-feira à tarde, frente à Assembleia da República, uma «tribuna pública» pela revogação das normas mais gravosas do Código do Trabalho.
Para esse dia, está agendada a votação das propostas de alteração ao Código do Trabalho, uma «iniciativa do Governo que é substancialmente diferente das promessas constantes do seu Programa» – como refere a União dos Sindicatos de Setúbal, na nota de imprensa em que divulgou aquela acção de protesto.
A proposta do Governo e do PS «mantém o princípio do tratamento mais favorável na versão Bagão Félix, ou seja, permitindo que a contratação colectiva disponha de forma mais desfavorável que a lei geral, deixando cair a natureza do Direito do Trabalho como um direito social», acusa a USS/CGTP-IN, que aponta ainda outros motivos para condenar estas alterações:
- mantém-se o princípio da caducidade das convenções colectivas, colocando nas mãos do patronato um instrumento para aumentar a chantagem sobre os trabalhadores e o boicote à contratação colectiva;
- agravam-se as consequências da cessação de efeitos de uma convenção colectiva, limitando os efeitos do acórdão do Tribunal Constitucional sobre esta matéria e diminuindo o acervo de direitos que se transfere para a esfera individual do trabalhador, em caso de caducidade do contrato colectivo.
- agrava-se o Código de Trabalho, no que respeita à contratação colectiva.
«A Tribuna Pública irá de viva voz, reafirmar a posição dos trabalhadores do distrito, que, em sede de discussão pública, justamente deram o seu parecer negativo», afirma a USS.


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