Reitor de Coimbra critica cortes orçamentais
O reitor da Universidade de Coimbra criticou fortemente o Governo pelos cortes orçamentais à instituição previstos para o próximo ano lectivo, durante a cerimónia solene de abertura das aulas, que se realizou na sexta-feira.
«Em 2006, a Universidade de Coimbra suportará a maior diminuição de orçamento transferido que alguma instituição de ensino superior alguma vez suportou na história recente: menos 2,6 milhões de euros em valores nominais, o que em termos de orçamento real significa uma erosão da ordem de 7 ou 8 milhões de euros num só ano», afirmou Seabra Santos.
«Não é legítimo que nos obriguem a retirar ao orçamento para ensino e investigação aquilo que outras universidades não são obrigadas a retirar, para podermos suportar encargos que as outras universidades não têm», salientou.
Falando sobre o Processo de Bolonha, o reitor considerou que «tal como se apresenta, ao obrigar cada Universidade a fixar a duração de cada um dos seus cursos, a Lei de Bases do Sistema Educativo é mais um factor de instabilidade e desarticulação do sistema, mais um exemplo de desregulação da concorrência e de desresponsabilização do Estado em matéria de política educativa».
A direcção-geral da Associação Académica de Coimbra (AAC) não participou na cerimónia solene como forma de protesto contra a «gestão política da situação». A primeira data agendada para a sessão foi cancelada pelo reitor, devido à decisão da assembleia magna da AAC de encerrar a Porta Férrea, «como forma de protesto pela actual situação interna e pelo desinvestimento no ensino superior».
Na nota em que anunciou a aunsência na sessão a direcção-geral da Associação Académica de Coimbra refere que «em várias reuniões preparatórias apontou várias soluções que não inviabilizavam a realização da cerimónia» e acusa o reitor de ter responsabilizado apenas os dirigentes pelo cancelamento, passando «uma mensagem extremamente crítica» dos corpos gerentes da organização estudantil.
«Em 2006, a Universidade de Coimbra suportará a maior diminuição de orçamento transferido que alguma instituição de ensino superior alguma vez suportou na história recente: menos 2,6 milhões de euros em valores nominais, o que em termos de orçamento real significa uma erosão da ordem de 7 ou 8 milhões de euros num só ano», afirmou Seabra Santos.
«Não é legítimo que nos obriguem a retirar ao orçamento para ensino e investigação aquilo que outras universidades não são obrigadas a retirar, para podermos suportar encargos que as outras universidades não têm», salientou.
Falando sobre o Processo de Bolonha, o reitor considerou que «tal como se apresenta, ao obrigar cada Universidade a fixar a duração de cada um dos seus cursos, a Lei de Bases do Sistema Educativo é mais um factor de instabilidade e desarticulação do sistema, mais um exemplo de desregulação da concorrência e de desresponsabilização do Estado em matéria de política educativa».
A direcção-geral da Associação Académica de Coimbra (AAC) não participou na cerimónia solene como forma de protesto contra a «gestão política da situação». A primeira data agendada para a sessão foi cancelada pelo reitor, devido à decisão da assembleia magna da AAC de encerrar a Porta Férrea, «como forma de protesto pela actual situação interna e pelo desinvestimento no ensino superior».
Na nota em que anunciou a aunsência na sessão a direcção-geral da Associação Académica de Coimbra refere que «em várias reuniões preparatórias apontou várias soluções que não inviabilizavam a realização da cerimónia» e acusa o reitor de ter responsabilizado apenas os dirigentes pelo cancelamento, passando «uma mensagem extremamente crítica» dos corpos gerentes da organização estudantil.