Um espelho da JCP
os grafismos disponíveis no site constituem um instrumento de trabalho
www.jcp-pt.org: este é o site da JCP. Inovador, apelativo e actualizado regularmente, o portal recebe milhares de visitas por mês, portuguesas e estrangeiras. Diogo Vasconcelos, um dos responsáveis pelo projecto, fala nos objectivos deste meio.
O primeiro site da JCP foi lançado há seis anos, mas em Novembro do ano passado foi adoptado um novo formato. Diogo Vasconcelos, um dos responsáveis pelo portal da organização, lembra que foi preciso recomeçar quase do zero. O objectivo era usar melhor a internet para divulgar a actividade da JCP e os problemas da juventude. «Queríamos que o site fosse mais directo, mais adaptável à vida da JCP», diz.
No entanto, Diogo não duvida que a revolução se faz na rua e não na rede. «A discussão em relação ao site, coloca-se em relação a outras formas de comunicar, novas ou não. O site é apenas um meio, não é um fim. Ver o site como um meio delimita-o ideologicamente. A nossa luta é nas escolas, nas empresas, junto dos jovens, e não na internet. Esta ideia nem sempre é clara, porque a net permite muita interactividade e pode surgir a ideia que se poderia dispensar uma parte da luta para aplicá-la ali. Isto não é verdade», declara Diogo, acrescentando que a JCP tem «outros meios que consideramos que são tão ou mais importantes do que o site. É o caso do Agit, o jornal da JCP. Não há aqui nenhuma substituição.»
Um espelho da organização
O site da JCP tem um conteúdo rico e diversificado, actualizado regularmente. Contém notícias, documentos das organizações do ensino secundário, ensino superior e jovens trabalhadores, notas de imprensa nacionais, regionais e sectoriais, músicas e cadernos temáticos. E claro informações sobre a JCP, a sua formação, os seus objectivos, os seus princípios orgânicos e os seus congressos. «Poderemos ir mais longe», afirma Diogo Vasconcelos.
Na verdade, o site não se fica por aqui e apresenta um conjunto de conteúdos que reflectem a JCP como organização. É o caso do espaço dedicado aos murais pintados pelos jovens comunistas. Em fotos a cores, estas obras podem ser observadas no site. Quem necessite tem ao seu dispor a legislação sobre a afixação e inscrições de mensagens de propaganda e o parecer do Tribunal Constitucional sobre a Lei da Propaganda.
«Os murais são um património quase único do Partido. No Agit não conseguimos valorizar convenientemente os murais que vamos fazendo. Mesmo a nível internacional, tem interesse porque os murais não existem em muitos países. A fotografia, mais do que a palavra, permite interiorizar mais facilmente. Podemos escrever muitas vezes que temos muita actividade e que fazemos muitos murais, mas vê-los é outra coisa. Um dos conteúdos mais originais», considera o jovem dirigente.
Outro conteúdo de grande importância é a Agenda, um espelho das iniciativas promovidas pela JCP. «Nem sempre conseguimos pôr tudo. Felizmente é complicado pôr tudo, porque é muita coisa; mas infelizmente não pomos tudo, porque fica sempre alguma coisa de fora... Mais do que alguém de Matosinhos visitar o site e descobrir que há uma iniciativa na sua cidade, a Agenda permite que qualquer pessoa de qualquer ponto do País saiba que em Matosinhos e em muitos outros locais há actividades da JCP. É claro que também é bom saber que alguém foi a uma iniciativa da JCP porque viu no site, mas não é isso o essencial», defende Diogo.
Os grafismos disponíveis no site constituem um importante instrumento de trabalho para as organizações regionais e para os colectivos. Como refere o dirigente, «facilmente se tira grafismos e documentos do site, o que agiliza muito o trabalho e permite uma coerência gráfica da JCP, mesmo do logotipo. Isto não limita a criatividade, pelo contrário, porque há conteúdos pré-feitos a partir dos quais depois se pode criar à vontade.»
Aumentar a cultura geral
Com espírito crítico, Diogo aponta algumas debilidades e insuficiências no portal, nomeadamente na actualização dos poemas e dos artigos de opinião. «Os artigos servem para interagir com o Agit e desenvolver questões de fundo, o que não é possível fazer em documentos ou em notas de imprensa», refere.
A publicação de poemas e de artigos de opinião serve também para aumentar a cultura geral. «Os jovens têm muitas lacunas em questões culturais, das artes, da cultura e da educação. No cinema até a guerra é bonita... Muitas pessoas não olham para a guerra pensando na morte, no sofrimento, no drama que comporta. Faz-se uma promoção de uma certa estética belicista... Como é que combatemos isto, esta ofensiva ideológica? Através da discussão das questões, da organização de iniciativas e da promoção de outros valores, de outra arte», declara.
Também o espaço das efemérides procura colmatar estas falhas. «Por vezes os acontecimentos de há anos atrás são actuais. Há que preservar a memória e mostrar que há coisas que não são novas, as guerras e os seus motivos por exemplo», diz Diogo.
Milhares de visitas mensais
O site da JCP regista milhares de visitas por mês. A maioria são feitas a partir de Portugal, mas as «estrangeiras têm um peso considerável», refere Diogo Vasconcelos. Este facto não está desligado da actividade da JCP, pois os picos destes acessos coincidem com iniciativas internacionais onde os jovens comunistas têm visibilidade. A pensar nestes visitantes, alguns conteúdos da página têm uma versão em inglês, como é o caso de notas de imprensa, resoluções políticas da direcção nacional e documentos sectoriais.
«Se existe uma massificação da internet, também existe uma maior dominação ideológica. Basta ver os sites mais consultados e mais promovidos. Mas não é irrelevante que o nosso site, com as nossas delibilidades, tenha tantos acessos. Mas tenho dúvidas que possamos considerar a net um meio de massas, porque, por exemplo, o acesso nas escolas é diminuto», defende Diogo Vasconcelos.
Todos os meses centenas de pessoas contactam a organização através do site a pedir informações, a comentar a JCP e as actividades ou a mostrar interesse em inscrever-se. A JCP não faz inscrições on line, porque nada substitui o diálogo pessoal e a militância não é um processo automático e distante. Mais uma vez, a net é vista como meio e não como um fim...
«O nosso site tem o conceito de portal, sem comentários das notícias. Os comentários justificavam o site por si só. Deixava de ser apenas um meio e as pessoas iam comentar porque outros tinham comentado antes e podiam deixar de ir a uma distribuição, por exemplo, para ficar a escrever comentários porque se estava ali a fazer um combate directo», diz Diogo.
Um grafismo apelativo
«Acima da estética está o conteúdo», afirma Diogo Vasconcelos. Mas, no caso do site da JCP consegue-se um equilíbrio entre ambos. «Os vários grafismos de campanhas e iniciativas são o resultado de um trabalho colectivo, nem sempre a nível central. A JCP não tem um grupo de trabalho de propaganda, são camaradas de vários pontos do País que vão criando», explica.
Um dos efeitos alcançados com a nova versão do site foi a harmonização dos grafismos da propaganda da JCP e uma melhor integração. «Esteticamente melhora o site, sem prejudicar a mensagem e a própria propaganda», considera o responsável.
«A JCP tem muitos militantes em escolas de arte e, sabendo que muitas vezes cada escola tem conceitos diferentes, os vários trabalhos são também diferentes entre si. Isto traz uma certa riqueza. Não me choca nada que o logotipo do 26.º aniversário não tenha nada a ver com o do 25.º ou com o do 8.º Congresso. O site comporta esta variedade», acrescenta Diogo.
O primeiro site da JCP foi lançado há seis anos, mas em Novembro do ano passado foi adoptado um novo formato. Diogo Vasconcelos, um dos responsáveis pelo portal da organização, lembra que foi preciso recomeçar quase do zero. O objectivo era usar melhor a internet para divulgar a actividade da JCP e os problemas da juventude. «Queríamos que o site fosse mais directo, mais adaptável à vida da JCP», diz.
No entanto, Diogo não duvida que a revolução se faz na rua e não na rede. «A discussão em relação ao site, coloca-se em relação a outras formas de comunicar, novas ou não. O site é apenas um meio, não é um fim. Ver o site como um meio delimita-o ideologicamente. A nossa luta é nas escolas, nas empresas, junto dos jovens, e não na internet. Esta ideia nem sempre é clara, porque a net permite muita interactividade e pode surgir a ideia que se poderia dispensar uma parte da luta para aplicá-la ali. Isto não é verdade», declara Diogo, acrescentando que a JCP tem «outros meios que consideramos que são tão ou mais importantes do que o site. É o caso do Agit, o jornal da JCP. Não há aqui nenhuma substituição.»
Um espelho da organização
O site da JCP tem um conteúdo rico e diversificado, actualizado regularmente. Contém notícias, documentos das organizações do ensino secundário, ensino superior e jovens trabalhadores, notas de imprensa nacionais, regionais e sectoriais, músicas e cadernos temáticos. E claro informações sobre a JCP, a sua formação, os seus objectivos, os seus princípios orgânicos e os seus congressos. «Poderemos ir mais longe», afirma Diogo Vasconcelos.
Na verdade, o site não se fica por aqui e apresenta um conjunto de conteúdos que reflectem a JCP como organização. É o caso do espaço dedicado aos murais pintados pelos jovens comunistas. Em fotos a cores, estas obras podem ser observadas no site. Quem necessite tem ao seu dispor a legislação sobre a afixação e inscrições de mensagens de propaganda e o parecer do Tribunal Constitucional sobre a Lei da Propaganda.
«Os murais são um património quase único do Partido. No Agit não conseguimos valorizar convenientemente os murais que vamos fazendo. Mesmo a nível internacional, tem interesse porque os murais não existem em muitos países. A fotografia, mais do que a palavra, permite interiorizar mais facilmente. Podemos escrever muitas vezes que temos muita actividade e que fazemos muitos murais, mas vê-los é outra coisa. Um dos conteúdos mais originais», considera o jovem dirigente.
Outro conteúdo de grande importância é a Agenda, um espelho das iniciativas promovidas pela JCP. «Nem sempre conseguimos pôr tudo. Felizmente é complicado pôr tudo, porque é muita coisa; mas infelizmente não pomos tudo, porque fica sempre alguma coisa de fora... Mais do que alguém de Matosinhos visitar o site e descobrir que há uma iniciativa na sua cidade, a Agenda permite que qualquer pessoa de qualquer ponto do País saiba que em Matosinhos e em muitos outros locais há actividades da JCP. É claro que também é bom saber que alguém foi a uma iniciativa da JCP porque viu no site, mas não é isso o essencial», defende Diogo.
Os grafismos disponíveis no site constituem um importante instrumento de trabalho para as organizações regionais e para os colectivos. Como refere o dirigente, «facilmente se tira grafismos e documentos do site, o que agiliza muito o trabalho e permite uma coerência gráfica da JCP, mesmo do logotipo. Isto não limita a criatividade, pelo contrário, porque há conteúdos pré-feitos a partir dos quais depois se pode criar à vontade.»
Aumentar a cultura geral
Com espírito crítico, Diogo aponta algumas debilidades e insuficiências no portal, nomeadamente na actualização dos poemas e dos artigos de opinião. «Os artigos servem para interagir com o Agit e desenvolver questões de fundo, o que não é possível fazer em documentos ou em notas de imprensa», refere.
A publicação de poemas e de artigos de opinião serve também para aumentar a cultura geral. «Os jovens têm muitas lacunas em questões culturais, das artes, da cultura e da educação. No cinema até a guerra é bonita... Muitas pessoas não olham para a guerra pensando na morte, no sofrimento, no drama que comporta. Faz-se uma promoção de uma certa estética belicista... Como é que combatemos isto, esta ofensiva ideológica? Através da discussão das questões, da organização de iniciativas e da promoção de outros valores, de outra arte», declara.
Também o espaço das efemérides procura colmatar estas falhas. «Por vezes os acontecimentos de há anos atrás são actuais. Há que preservar a memória e mostrar que há coisas que não são novas, as guerras e os seus motivos por exemplo», diz Diogo.
Milhares de visitas mensais
O site da JCP regista milhares de visitas por mês. A maioria são feitas a partir de Portugal, mas as «estrangeiras têm um peso considerável», refere Diogo Vasconcelos. Este facto não está desligado da actividade da JCP, pois os picos destes acessos coincidem com iniciativas internacionais onde os jovens comunistas têm visibilidade. A pensar nestes visitantes, alguns conteúdos da página têm uma versão em inglês, como é o caso de notas de imprensa, resoluções políticas da direcção nacional e documentos sectoriais.
«Se existe uma massificação da internet, também existe uma maior dominação ideológica. Basta ver os sites mais consultados e mais promovidos. Mas não é irrelevante que o nosso site, com as nossas delibilidades, tenha tantos acessos. Mas tenho dúvidas que possamos considerar a net um meio de massas, porque, por exemplo, o acesso nas escolas é diminuto», defende Diogo Vasconcelos.
Todos os meses centenas de pessoas contactam a organização através do site a pedir informações, a comentar a JCP e as actividades ou a mostrar interesse em inscrever-se. A JCP não faz inscrições on line, porque nada substitui o diálogo pessoal e a militância não é um processo automático e distante. Mais uma vez, a net é vista como meio e não como um fim...
«O nosso site tem o conceito de portal, sem comentários das notícias. Os comentários justificavam o site por si só. Deixava de ser apenas um meio e as pessoas iam comentar porque outros tinham comentado antes e podiam deixar de ir a uma distribuição, por exemplo, para ficar a escrever comentários porque se estava ali a fazer um combate directo», diz Diogo.
Um grafismo apelativo
«Acima da estética está o conteúdo», afirma Diogo Vasconcelos. Mas, no caso do site da JCP consegue-se um equilíbrio entre ambos. «Os vários grafismos de campanhas e iniciativas são o resultado de um trabalho colectivo, nem sempre a nível central. A JCP não tem um grupo de trabalho de propaganda, são camaradas de vários pontos do País que vão criando», explica.
Um dos efeitos alcançados com a nova versão do site foi a harmonização dos grafismos da propaganda da JCP e uma melhor integração. «Esteticamente melhora o site, sem prejudicar a mensagem e a própria propaganda», considera o responsável.
«A JCP tem muitos militantes em escolas de arte e, sabendo que muitas vezes cada escola tem conceitos diferentes, os vários trabalhos são também diferentes entre si. Isto traz uma certa riqueza. Não me choca nada que o logotipo do 26.º aniversário não tenha nada a ver com o do 25.º ou com o do 8.º Congresso. O site comporta esta variedade», acrescenta Diogo.