Pobres cada vez mais pobres, e os ricos...

O «insuspeito» Banco Mundial divulgou, domingo, os dados do Relatório Anual de Indicadores de Desenvolvimento Humano, tendo o seu Vice-presidente, o economista Nicholas Stern, dito que «a ajuda (aos países pobres) nunca tinha sido tão baixa nos últimos 50 anos», e que o fosso entre «a qualidade de vida nos países pobres e nos países ricos» traçava um quadro de «disparidades alarmantes».
Efectivamente, os números conhecidos mostram tais evidencias, impossíveis de escamotear mesmo por aqueles que, tal como o BM, impuseram o neoliberalismo à escala planetária, obrigando os países ditos em vias de desenvolvimento a aplicar políticas de desmantelamento e privatização dos serviços públicos, bem como a liberalização e flexibilização dos direitos laborais como fórmulas para o crescimento da riqueza.
Assim, o índice de mortalidade infantil até aos 5 anos é, nos países ricos, de 7 em cada mil nados vivos e, nos países pobres, de 12 em cada mil; que a mortalidade materna é, no mesmo padrão estatístico, de 14 em cada cem mil partos nos países ricos e de 1000 nos pobres.
Quanto à distribuição da riqueza, o número de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia aumentou, na América Latina de 48 para 57 milhões; no Médio Oriente e Norte de África de 5 para 6 milhões; na Europa Oriental e Ásia Central de 6 para 24 milhões; e na África subsahariana de 241 para 315 milhões.
Em suma, ficámos a saber um pouco mais sobre quem é que não lucrou com as fórmulas mágicas de crescimento da riqueza.


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