100 mil contra privatização da EDF
A central sindical francesa, CGT, entregou na terça-feira, dia 25, uma petição ao governo subscrita por mais de 100 mil pessoas, exigindo a manutenção da EDF no sector empresarial do Estado.
A delegação sindical, composta por um centena de dirigentes e activistas, deslocou-se à sede do governo no dia seguinte ao anúncio da privatização parcial da companhia de electricidade, através da venda em bolsa de 15 por cento das acções já no próximo dia 21 de Novembro.
O executivo liderado por Dominique Villepin justifica a decisão com o encaixe de cerca de sete mil milhões de euros, que ajudarão a equilibrar a dívida da empresa avaliada em mais cerca de 19 mil milhões de euros.
Por outro lado, assegurou que o Estado manterá o controlo de 85 por cento do capital da EDF, que constitui na actualidade o maior grupo eléctrico europeu, sublinhando que a empresa será obrigada a cumprir as obrigações do contrato de serviço público.
Este documento estabelece designadamente que as tarifas da electricidade não poderão aumentar mais do que a inflação, obrigando a empresa a aplicar os mesmos preços em todo o território francês, incluindo a Córsega e os departamentos ultramarinos, bem como a abster-se de efectuar cortes de energia durante o inverno a pessoas de poucos recursos que não paguem as facturas.
Estes argumentos não convencem a CGT que se opõe firmemente À abertura do capital da EDF, sublinhando que, num contexto de subida do preço do petróleo e da energia, «é imperativo preservar os interesses do país mantendo o sector da electricidade e do gaz sob a exclusiva responsabilidade da nação».
Para os signatários da petição «a privatização da EDF obedece a pressupostos puramente ideológicos que não têm em conta a realidade técnica ou financeira». «Os accionistas privados, mesmo minoritários, tudo farão para obter um aumento das tarifas», considera o texto, declarando que «a energia não é uma mercadoria mas um bem público mundial», não devendo por isso estar sujeita à «rentabilidade financeira e à lógica da concorrência».
No primeiro semestre deste ano, a EDF facturou 25.202 milhões de euros, registando lucros de 2.130 milhões de euros.
A central sindical já anunciou que irá convocar greves na EDF, a partir de 8 de Novembro, e apoiará a manifestação em defesa dos serviços públicos, marcada para 19 do mesmo mês.
A delegação sindical, composta por um centena de dirigentes e activistas, deslocou-se à sede do governo no dia seguinte ao anúncio da privatização parcial da companhia de electricidade, através da venda em bolsa de 15 por cento das acções já no próximo dia 21 de Novembro.
O executivo liderado por Dominique Villepin justifica a decisão com o encaixe de cerca de sete mil milhões de euros, que ajudarão a equilibrar a dívida da empresa avaliada em mais cerca de 19 mil milhões de euros.
Por outro lado, assegurou que o Estado manterá o controlo de 85 por cento do capital da EDF, que constitui na actualidade o maior grupo eléctrico europeu, sublinhando que a empresa será obrigada a cumprir as obrigações do contrato de serviço público.
Este documento estabelece designadamente que as tarifas da electricidade não poderão aumentar mais do que a inflação, obrigando a empresa a aplicar os mesmos preços em todo o território francês, incluindo a Córsega e os departamentos ultramarinos, bem como a abster-se de efectuar cortes de energia durante o inverno a pessoas de poucos recursos que não paguem as facturas.
Estes argumentos não convencem a CGT que se opõe firmemente À abertura do capital da EDF, sublinhando que, num contexto de subida do preço do petróleo e da energia, «é imperativo preservar os interesses do país mantendo o sector da electricidade e do gaz sob a exclusiva responsabilidade da nação».
Para os signatários da petição «a privatização da EDF obedece a pressupostos puramente ideológicos que não têm em conta a realidade técnica ou financeira». «Os accionistas privados, mesmo minoritários, tudo farão para obter um aumento das tarifas», considera o texto, declarando que «a energia não é uma mercadoria mas um bem público mundial», não devendo por isso estar sujeita à «rentabilidade financeira e à lógica da concorrência».
No primeiro semestre deste ano, a EDF facturou 25.202 milhões de euros, registando lucros de 2.130 milhões de euros.
A central sindical já anunciou que irá convocar greves na EDF, a partir de 8 de Novembro, e apoiará a manifestação em defesa dos serviços públicos, marcada para 19 do mesmo mês.