É preciso outro caminho
No dia 15, Jerónimo de Sousa alertou, num comício em Aveiro, para os perigos do próximo Orçamento de Estado. E reafirmou a convicção de que reforçando a CDU no dia 9 de Outubro é a luta que fica mais forte.
Mais votos na CDU nas autarquias dá mais força à luta contra as injustiças
Num comício realizado numa praça de Aveiro no passado dia 15, no final de um dia de campanha pelo distrito, Jerónimo de Sousa mostrou-se confiante no apoio das populações ao «projecto alternativo» corporizado pela CDU. Mas, para o secretário-geral do PCP, a importância do voto na CDU vai mais além da simples dinâmica local. Segundo Jerónimo de Sousa, «dar mais força à CDU com mais votos e mais mandatos é também reforçar a presença dos que não viram a cara à luta, não se calam perante as injustiças e dão voz aos que a não têm no plano concelhio e no plano nacional». Apoiar o PCP e a CDU «com mais votos e mandatos é reforçar a mais consequente e combativa força de esquerda, é dar mais força à sua luta consequente em defesa de uma vida melhor», afirmou o dirigente comunista.
E é bem necessário, pois, como afirmou na sua intervenção o secretário-geral comunista, a actual situação social está marcada por enormes dificuldades para os trabalhadores e o povo português, «com profundas injustiças e desigualdades sociais».
O Orçamento de Estado que o Governo está a preparar, alertou Jerónimo de Sousa, traz mais «sacrifícios para os mesmos de sempre» e medidas restritivas que vão «agravar a situação do País e piorar a vida dos portugueses». Reconhecendo que o que já se conhece do Orçamento não revela tudo o que aí vem, o dirigente do PCP realçou que deixa transparecer «novos ataques aos direitos dos trabalhadores da administração pública, novas diminuições dos direitos e prestações sociais, mais cortes no investimento, mais privatizações em empresas estratégicas em que o Estado detém participações, novos ataques aos sectores sociais que estão na mira do negocismo do capital privado». É este Orçamento que o Governo tentará esconder até às eleições, denunciou Jerónimo de Sousa.
Com os trabalhadores
Depois de um dia de campanha num distrito com grande concentração operária, Jerónimo de Sousa não se esqueceu de referir o posicionamento do Governo do PS relativamente ao Código do Trabalho e à defesa dos direitos dos trabalhadores. E recordou que «ao contrário do que tinha dito, o Governo PS adoptou o Código do Trabalho do Governo PSD/CDS-PP e aí estão as organizações patronais já a agir para fazer caducar muitos dos contratos colectivos de trabalho eliminando direitos».
Mas Jerónimo de Sousa responsabiliza também o executivo pelo que considera ser a «aceitação passiva do incumprimento da lei quando se trata da defesa dos direitos dos trabalhadores». E deu o flagrante exemplo da Rohde, que vive num clima de total impunidade, ao aplicar o Lay-off ao sabor das fases da produção.
«Esta multinacional, que recebeu do Estado Português avultados incentivos públicos decidiu, com o objectivo de aumentar, a todo o custo, as suas margens de lucro, recorrer sistematicamente ao Lay-off», denunciou o dirigente do PCP, lembrando que este ano é a segunda vez que a empresa recorre a esta medida. Assim sobrevive parte do ano à custa da redução dos salários dos trabalhadores e à custa do orçamento da Segurança Social. E os governos nada têm feito, apesar dos inúmeros requerimentos e chamadas de atenção feitas por parte do PCP, protestou Jerónimo de Sousa. «Não é possível que o Governo continue de braços cruzados perante esta situação.»
Contacto directo
O dia de campanha pelo distrito começou na fábrica Califa, em São João da Madeira, na qual o secretário-geral do PCP esteve a contactar com as trabalhadoras. Na sua intervenção, valorizou a luta das operárias, que impediu o encerramento da fábrica. Para Jerónimo de Sousa, isto comprova que lutar vale a pena.
No passeio de Moliceiro pela Ria de Aveiro, o secretário-geral comunista voltou a reafirmar a oposição do PCP à construção de um empreendimento urbanístico no local. Antes do comício da noite, Jerónimo de Sousa esteve em S. Paio de Oleiros, com militantes e activistas da CDU.
Um projecto alternativo
No comício de Aveiro, e para além do secretário-geral do PCP, houve lugar a mais três interveções: Diana Devezas, da JCP e candidata nas listas à Câmara Municipal de Espinho; Antero Resende, cabeça de lista à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e membro do Partido Ecologista «Os Verdes»; e António Salavessa, primeiro candidato à Câmara Municipal de Aveiro.
Falando de atitudes e práticas dos restantes candidatos, que repudia, António Salavessa assumiu que a CDU tem um projecto «distinto de qualquer outro». Este projecto, afirmou, assenta na «prestação de um serviço público de qualidade, no desenvolvimento sustentado, na valorização das freguesias, na participação popular, na defesa da memória colectiva e na prevalência do interesse público sobre os interesses particulares privados, por mais legítimos que estes sejam».
O candidato da CDU lamentou que Aveiro seja, provavelmente, a única capital de distrito sem um debate no canal 1 da RTP. O debate chegou a estar agendado para o passado dia 12, mas os candidatos do PS e do PSD recusaram-se a participar, o que levou a RTP a cancelar o debate. «Teria sido uma excelente oportunidade para que os aveirenses pudessem assistir ao confronto directo entre as análises, projectos e propostas presentes na actual campanha eleitoral», realçou António Salavessa.
O candidato comunista acusou ainda o actual presidente da câmara, Alberto Souto, do PS, de praticar o que chama de «vale tudo das promessas eleitorais». O PS, denunciou, «já promete computadores, não às escolas mas sim aos professores, argumentando com a importância das novas tecnologias da informação». Para António Salavessa, já se chegou ao nível dos electrodomésticos de Gondomar, «se bem que com produtos mais sofisticados». A concluir, o candidato da CDU destacou que «aquilo que afirmamos não são frases soltas por causa das eleições, mas sim a sequência de tudo aquilo que temos feito».
E é bem necessário, pois, como afirmou na sua intervenção o secretário-geral comunista, a actual situação social está marcada por enormes dificuldades para os trabalhadores e o povo português, «com profundas injustiças e desigualdades sociais».
O Orçamento de Estado que o Governo está a preparar, alertou Jerónimo de Sousa, traz mais «sacrifícios para os mesmos de sempre» e medidas restritivas que vão «agravar a situação do País e piorar a vida dos portugueses». Reconhecendo que o que já se conhece do Orçamento não revela tudo o que aí vem, o dirigente do PCP realçou que deixa transparecer «novos ataques aos direitos dos trabalhadores da administração pública, novas diminuições dos direitos e prestações sociais, mais cortes no investimento, mais privatizações em empresas estratégicas em que o Estado detém participações, novos ataques aos sectores sociais que estão na mira do negocismo do capital privado». É este Orçamento que o Governo tentará esconder até às eleições, denunciou Jerónimo de Sousa.
Com os trabalhadores
Depois de um dia de campanha num distrito com grande concentração operária, Jerónimo de Sousa não se esqueceu de referir o posicionamento do Governo do PS relativamente ao Código do Trabalho e à defesa dos direitos dos trabalhadores. E recordou que «ao contrário do que tinha dito, o Governo PS adoptou o Código do Trabalho do Governo PSD/CDS-PP e aí estão as organizações patronais já a agir para fazer caducar muitos dos contratos colectivos de trabalho eliminando direitos».
Mas Jerónimo de Sousa responsabiliza também o executivo pelo que considera ser a «aceitação passiva do incumprimento da lei quando se trata da defesa dos direitos dos trabalhadores». E deu o flagrante exemplo da Rohde, que vive num clima de total impunidade, ao aplicar o Lay-off ao sabor das fases da produção.
«Esta multinacional, que recebeu do Estado Português avultados incentivos públicos decidiu, com o objectivo de aumentar, a todo o custo, as suas margens de lucro, recorrer sistematicamente ao Lay-off», denunciou o dirigente do PCP, lembrando que este ano é a segunda vez que a empresa recorre a esta medida. Assim sobrevive parte do ano à custa da redução dos salários dos trabalhadores e à custa do orçamento da Segurança Social. E os governos nada têm feito, apesar dos inúmeros requerimentos e chamadas de atenção feitas por parte do PCP, protestou Jerónimo de Sousa. «Não é possível que o Governo continue de braços cruzados perante esta situação.»
Contacto directo
O dia de campanha pelo distrito começou na fábrica Califa, em São João da Madeira, na qual o secretário-geral do PCP esteve a contactar com as trabalhadoras. Na sua intervenção, valorizou a luta das operárias, que impediu o encerramento da fábrica. Para Jerónimo de Sousa, isto comprova que lutar vale a pena.
No passeio de Moliceiro pela Ria de Aveiro, o secretário-geral comunista voltou a reafirmar a oposição do PCP à construção de um empreendimento urbanístico no local. Antes do comício da noite, Jerónimo de Sousa esteve em S. Paio de Oleiros, com militantes e activistas da CDU.
Um projecto alternativo
No comício de Aveiro, e para além do secretário-geral do PCP, houve lugar a mais três interveções: Diana Devezas, da JCP e candidata nas listas à Câmara Municipal de Espinho; Antero Resende, cabeça de lista à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e membro do Partido Ecologista «Os Verdes»; e António Salavessa, primeiro candidato à Câmara Municipal de Aveiro.
Falando de atitudes e práticas dos restantes candidatos, que repudia, António Salavessa assumiu que a CDU tem um projecto «distinto de qualquer outro». Este projecto, afirmou, assenta na «prestação de um serviço público de qualidade, no desenvolvimento sustentado, na valorização das freguesias, na participação popular, na defesa da memória colectiva e na prevalência do interesse público sobre os interesses particulares privados, por mais legítimos que estes sejam».
O candidato da CDU lamentou que Aveiro seja, provavelmente, a única capital de distrito sem um debate no canal 1 da RTP. O debate chegou a estar agendado para o passado dia 12, mas os candidatos do PS e do PSD recusaram-se a participar, o que levou a RTP a cancelar o debate. «Teria sido uma excelente oportunidade para que os aveirenses pudessem assistir ao confronto directo entre as análises, projectos e propostas presentes na actual campanha eleitoral», realçou António Salavessa.
O candidato comunista acusou ainda o actual presidente da câmara, Alberto Souto, do PS, de praticar o que chama de «vale tudo das promessas eleitorais». O PS, denunciou, «já promete computadores, não às escolas mas sim aos professores, argumentando com a importância das novas tecnologias da informação». Para António Salavessa, já se chegou ao nível dos electrodomésticos de Gondomar, «se bem que com produtos mais sofisticados». A concluir, o candidato da CDU destacou que «aquilo que afirmamos não são frases soltas por causa das eleições, mas sim a sequência de tudo aquilo que temos feito».