«Agora a paz»
Milhares de pessoas desfilaram sexta-feira da semana passada pelas ruas de Bilbao, no País Basco, reclamando a abertura dos caminhos do diálogo e da paz.
«Agora o povo, agora a paz»
O protesto, convocado por um grupo de cidadãos signatários junto da autoridades, decorreu sem incidentes ou confrontos entre manifestantes e forças policiais, contrariamente ao que havia sucedido na semana anterior, dia 14, em São Sebastião, numa iniciativa que visava igualmente chamar a atenção para a proposta de diálogo apresentada pela esquerda Abertzale.
Apesar de se ter realizado no dia em que se assinalaram três anos sobre a ilegalização decretada pelo Estado Espanhol contra o partido Batasuna e outras organizações independentistas, o fundamental do discurso de Pernando Barrena, dirigente do Batasuna, centrou-se na proposta de paz apresentada ao governo liderado por José Luis Rodrìguez Zapatero.
Depois de uma marcha corajosa pela Gran Via bilbaina, onde as palavras de ordem e as ikurriñas – bandeira da nação basca – expressaram a vontade de uma verdadeira mudança de esquerda no curso político, Barrena discursou frente à Câmara Municipal da cidade para desafiar o executivo do PSOE a sentar-se à mesa das negociações.
Segundo o dirigente, chegou a hora de deixar de lado a violência, a repressão e as prisões, os preconceitos e as pressões da direita espanholista, e dar aos bascos a oportunidade de apresentarem seriamente, em rondas negociais entre iguais, a proposta de paz e diálogo intitulada «Agora o povo, agora a paz», a qual se mantém em cima da mesa desde 15 de Novembro de 2004 por iniciativa de um conjunto alargado de organizações políticas e sociais do País Basco.
Apesar de se ter realizado no dia em que se assinalaram três anos sobre a ilegalização decretada pelo Estado Espanhol contra o partido Batasuna e outras organizações independentistas, o fundamental do discurso de Pernando Barrena, dirigente do Batasuna, centrou-se na proposta de paz apresentada ao governo liderado por José Luis Rodrìguez Zapatero.
Depois de uma marcha corajosa pela Gran Via bilbaina, onde as palavras de ordem e as ikurriñas – bandeira da nação basca – expressaram a vontade de uma verdadeira mudança de esquerda no curso político, Barrena discursou frente à Câmara Municipal da cidade para desafiar o executivo do PSOE a sentar-se à mesa das negociações.
Segundo o dirigente, chegou a hora de deixar de lado a violência, a repressão e as prisões, os preconceitos e as pressões da direita espanholista, e dar aos bascos a oportunidade de apresentarem seriamente, em rondas negociais entre iguais, a proposta de paz e diálogo intitulada «Agora o povo, agora a paz», a qual se mantém em cima da mesa desde 15 de Novembro de 2004 por iniciativa de um conjunto alargado de organizações políticas e sociais do País Basco.