Greve geral contra petrolíferas
Em duas regiões amazónicas do Equador mantinha-se, no início da semana, o estado de emergência decretado, na quarta-feira, dia 17, para controlar o movimento popular grevista que paralisou quase totalmente a extracção de petróleo no país.
As manifestações maciças obrigaram o governo a iniciar negociações
A greve geral teve início na segunda-feira, dia 15, nas províncias de Sucumbíos e Orellana, onde manifestações populares maciças, com o apoio das autoridades locais, reclamaram a anulação da concessão petrolífera à companhia americana Oxy, recentemente prorrogada, e exigiram às empresas estrangeiras a construção de 200 quilómetros de estradas e de outras infra-estruturas básicas e a criação de emprego na região.
O movimento reivindica igualmente a renegociação de todos contratos petrolíferos, com vista a estabelecer uma partilha mais justa dos rendimentos entre o Estado e as empresas estrangeiras.
Durante toda a semana, sucederam-se os confrontos entre manifestantes e a forças da polícia e do exército de que resultaram pelo menos 60 feridos e 12 detenções.
Contudo, o forte dispositivo de segurança foi incapaz de impedir as populações de ocuparem cerca de 200 poços de petróleo, os dois aeroportos provinciais e as principais estradas, provocando, na quinta-feira, dia 18, a paragem total da produção na companhia nacional, Petroequador, e reduções acentuadas, superiores a 50 por cento, nas multinacionais que povoam a região.
Só na sexta-feira, dois dias depois da declaração do estado de emergência que impôs o recolher obrigatório e fortes restrições às liberdades de expressão e circulação, o exército conseguiu repor o controlo nos aeroportos, estradas e em alguns poços.
Face à disposição para dialogar, subitamente manifestada pelo Governo do Equador, a greve foi suspensa no domingo, após a libertação do governador de Sucumbíos, Guillermo Muñoz, e do presidente do município de Lago Agrio, Máximo Abad, que tinham sido presos na sexta-feira como os principais líderes do protesto.
Durante a crise, o presidente Alfredo Palacio obrigou o ministro da Defesa, Solon Espinosa, a demitir-se, por este se ter recusado a aplicar o estado de emergência. Para o seu lugar foi chamado um general reformado, Oswaldo Jarrín, figura já criticada pela Associação Permanente dos Direitos Humanos no Equador, que o acusa de «liderar a tendência norte-americana e direitista nos altos círculos de oficiais reformados e de ser um adepto da linha dura na resolução de conflitos».
A ajuda venezuelana
Com as exportações de petróleo interrompidas, de que o país depende quase exclusivamente, o governo equatoriano solicitou ajuda ao presidente da Venezuela para poder cumprir os seus compromissos.
Após um contacto telefónico com o presidente do Equador, Hugo Chávez «pôs o crude venezuelano à disposição do Estado equatoriano», segundo informou a presidência, explicando que «o empréstimo será devolvido à Venezuela assim que a produção petrolífera recuperar os níveis normais».
O Equador é o quinto produtor de petróleo da América Latina e o segundo fornecedor de crude dos Estados Unidos, logo atrás da Venezuela. A paragem da actividade da companhia nacional, Petroequador, provocou uma subida de 3,5 por cento da cotação do barril de petróleo em Nova Iorque. Só em Novembro, a petrolífera deverá atingir o ritmo normal de produção de cerca de 200 mil barris por dia.
O movimento reivindica igualmente a renegociação de todos contratos petrolíferos, com vista a estabelecer uma partilha mais justa dos rendimentos entre o Estado e as empresas estrangeiras.
Durante toda a semana, sucederam-se os confrontos entre manifestantes e a forças da polícia e do exército de que resultaram pelo menos 60 feridos e 12 detenções.
Contudo, o forte dispositivo de segurança foi incapaz de impedir as populações de ocuparem cerca de 200 poços de petróleo, os dois aeroportos provinciais e as principais estradas, provocando, na quinta-feira, dia 18, a paragem total da produção na companhia nacional, Petroequador, e reduções acentuadas, superiores a 50 por cento, nas multinacionais que povoam a região.
Só na sexta-feira, dois dias depois da declaração do estado de emergência que impôs o recolher obrigatório e fortes restrições às liberdades de expressão e circulação, o exército conseguiu repor o controlo nos aeroportos, estradas e em alguns poços.
Face à disposição para dialogar, subitamente manifestada pelo Governo do Equador, a greve foi suspensa no domingo, após a libertação do governador de Sucumbíos, Guillermo Muñoz, e do presidente do município de Lago Agrio, Máximo Abad, que tinham sido presos na sexta-feira como os principais líderes do protesto.
Durante a crise, o presidente Alfredo Palacio obrigou o ministro da Defesa, Solon Espinosa, a demitir-se, por este se ter recusado a aplicar o estado de emergência. Para o seu lugar foi chamado um general reformado, Oswaldo Jarrín, figura já criticada pela Associação Permanente dos Direitos Humanos no Equador, que o acusa de «liderar a tendência norte-americana e direitista nos altos círculos de oficiais reformados e de ser um adepto da linha dura na resolução de conflitos».
A ajuda venezuelana
Com as exportações de petróleo interrompidas, de que o país depende quase exclusivamente, o governo equatoriano solicitou ajuda ao presidente da Venezuela para poder cumprir os seus compromissos.
Após um contacto telefónico com o presidente do Equador, Hugo Chávez «pôs o crude venezuelano à disposição do Estado equatoriano», segundo informou a presidência, explicando que «o empréstimo será devolvido à Venezuela assim que a produção petrolífera recuperar os níveis normais».
O Equador é o quinto produtor de petróleo da América Latina e o segundo fornecedor de crude dos Estados Unidos, logo atrás da Venezuela. A paragem da actividade da companhia nacional, Petroequador, provocou uma subida de 3,5 por cento da cotação do barril de petróleo em Nova Iorque. Só em Novembro, a petrolífera deverá atingir o ritmo normal de produção de cerca de 200 mil barris por dia.