Negociações recomeçam
A China confirmou anteontem, terça-feira, que a quarta ronda negocial para a desnuclearização da península coreana terá lugar em Pequim a 26 de Julho.
«Washington reconheceu a Coreia do Norte como um Estado soberano»
O desanuviamento parece estar a consolidar-se na região. Esta semana, a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) instou uma vez mais os EUA a reforçar o clima de confiança mútua que lhes permita resolver de forma pacífica o diferendo nuclear, sublinhando que a cordialidade entre Pyongyang e Washington é determinante para o avanço das negociações multilaterais.
O presidente norte-coreano, Kim Jong-il, reafirmou por seu turno que «a desnuclearização da península coreana é a meta da RPDC», e manifestou a esperança de que as negociações - em que também participam a Coreia do Sul, China, Rússia e Japão - sejam uma «plataforma importante para cumprir esse objectivo».
Após mais um ano de suspensão, a RPDC e os EUA concordaram no passado dia 9, em Pequim, voltar à mesa das negociações. O reatar do processo só foi possível depois de Washington ter reconhecido a Coreia do Norte como um Estado soberano e assumido o compromisso de não invadir aquele país.
Recorda-se que a Casa Branca intensificou as hostilidades contra a RPDC a partir de 2002, altura em que cortou os fornecimentos de petróleo a Pyongyang, medida que levou as autoridades norte-coreanas a reiniciar o seu programa nuclear para o fornecimento de energia. A tensão agravou-se em Fevereiro último quando a Coreia do Norte, face às crescentes ameaças de intervenção norte-americana, afirmou a sua capacidade de produção de armas nucleares e condicionou o reatamento do diálogo ao compromisso de não agressão.
A distensão agora conseguida foi saudada por Kofi Annan, secretário-geral da ONU, para quem o reatamento das negociações pode significar uma península coreana estável, segura, próspera e livre de armas nucleares.
Ligações telefónicas restabelecidas
Entretanto, Seul e Pyongyang restabeleceram esta semana a ligação das suas redes telefónicas, interrompidas há quase 60 anos.
De acordo com fontes oficiais citadas pela Prensa Latina, a decisão foi acordada em Junho passado durante o encontro em Pyongyang entre Kim Jong-il, e o ministro sul-coreano para a Unificação, Chung Dong-young.
A partir de agora, as duas Coreias passam a estar ligadas por um cabo de fibra óptica que atravessa o paralelo 38 e conecta a cidade de Munsan, no Sul, com a cidade nortenha de Kaesong.
O desenvolvimento das telecomunicações entre os dois países terá reflexo nas respectivas relações políticas e comerciais, para além de permitir o contacto entre as famílias separadas desde a guerra. Neste âmbito, está prevista para 15 de Agosto uma vídeo conferência, assinalando o 60.º aniversário da independência da península da colonização japonesa (1910-1945).
Recorda-se que o primeiro grande passo para a reunificação das duas Coreias ocorreu em 2000, com o encontro histórico entre o dirigente máximo da RPDC, Kim Jong Il, e o então presidente da Coreia do Sul, Kim Dae Jung. Desde então, realizaram-se já 15 reuniões interministeriais visando incrementar as relações económicas, os encontros de famílias e as conversações para a melhoria das relações entre as partes.
O presidente norte-coreano, Kim Jong-il, reafirmou por seu turno que «a desnuclearização da península coreana é a meta da RPDC», e manifestou a esperança de que as negociações - em que também participam a Coreia do Sul, China, Rússia e Japão - sejam uma «plataforma importante para cumprir esse objectivo».
Após mais um ano de suspensão, a RPDC e os EUA concordaram no passado dia 9, em Pequim, voltar à mesa das negociações. O reatar do processo só foi possível depois de Washington ter reconhecido a Coreia do Norte como um Estado soberano e assumido o compromisso de não invadir aquele país.
Recorda-se que a Casa Branca intensificou as hostilidades contra a RPDC a partir de 2002, altura em que cortou os fornecimentos de petróleo a Pyongyang, medida que levou as autoridades norte-coreanas a reiniciar o seu programa nuclear para o fornecimento de energia. A tensão agravou-se em Fevereiro último quando a Coreia do Norte, face às crescentes ameaças de intervenção norte-americana, afirmou a sua capacidade de produção de armas nucleares e condicionou o reatamento do diálogo ao compromisso de não agressão.
A distensão agora conseguida foi saudada por Kofi Annan, secretário-geral da ONU, para quem o reatamento das negociações pode significar uma península coreana estável, segura, próspera e livre de armas nucleares.
Ligações telefónicas restabelecidas
Entretanto, Seul e Pyongyang restabeleceram esta semana a ligação das suas redes telefónicas, interrompidas há quase 60 anos.
De acordo com fontes oficiais citadas pela Prensa Latina, a decisão foi acordada em Junho passado durante o encontro em Pyongyang entre Kim Jong-il, e o ministro sul-coreano para a Unificação, Chung Dong-young.
A partir de agora, as duas Coreias passam a estar ligadas por um cabo de fibra óptica que atravessa o paralelo 38 e conecta a cidade de Munsan, no Sul, com a cidade nortenha de Kaesong.
O desenvolvimento das telecomunicações entre os dois países terá reflexo nas respectivas relações políticas e comerciais, para além de permitir o contacto entre as famílias separadas desde a guerra. Neste âmbito, está prevista para 15 de Agosto uma vídeo conferência, assinalando o 60.º aniversário da independência da península da colonização japonesa (1910-1945).
Recorda-se que o primeiro grande passo para a reunificação das duas Coreias ocorreu em 2000, com o encontro histórico entre o dirigente máximo da RPDC, Kim Jong Il, e o então presidente da Coreia do Sul, Kim Dae Jung. Desde então, realizaram-se já 15 reuniões interministeriais visando incrementar as relações económicas, os encontros de famílias e as conversações para a melhoria das relações entre as partes.