Não à especulação imobiliária
Um Encontro Concelhio de militantes de Empresas e Sectores Profissionais do Barreiro analisou, no dia 25 de Junho, a situação política e social, concluindo pela necessidade de dinamização da luta de massas e do reforço e alargamento da influência do PCP junto dos trabalhadores e das camadas mais atingidas pelas políticas de direita.
A reconversão da Quimiparque e o futuro do Sector Ferroviário foram, entretanto, questões a que o Encontro deu particular atenção.
No primeiro caso, os participantes lembraram o processo de desindustrialização a que a Quimiparque tem sido sujeita - encerramento e desmantelamento de uma parte significativa das actividades produtivas ali existentes, desafectação de cada vez maiores áreas do Parque –, tendo sido o PCP a única força política que avançou com propostas concretas sobre a valorização do espaço da Quimiparque. O que justifica, de resto, a firme oposição que agora manifesta a qualquer projecto de especulação imobiliária para os terrenos públicos da Quimiparque, que o Masterplan e noticias vindas a público sobre o reparcelamento da zona 1 indiciam.
O PCP entende que a reconversão da Quimiparque tem de afirmar o Barreiro como «pólo importante na produção de riqueza para a região e para o País» e ter em conta as necessidades do concelho, pelo que exige a elaboração, discussão e aprovação de um Plano de Reconversão Sustentável para estes terrenos públicos que responda àqueles objectivos e seja amplamente discutido pelas partes interessadas.
futuro do sector ferroviário
Quanto ao Sector Ferroviário, «determinante» para o desenvolvimento harmonioso e sustentado da economia local e regional, deve ter, segundo o PCP, uma função eminentemente social.
Os últimos governos apostaram, porém, na desvalorização e destruição do caminho de ferro, particularmente o Governo PS/Guterres, ao retirar à CP uma área vital para o seu funcionamento como sistema de transportes – a infra-estrutura – e criar a REFER.
Também a criação e acção do Instituto Nacional do Transporte Ferroviário acabou por se traduzir no fundamental pela preparação e formalização de um «contrato leonino» com a Fertagus, em favor desta. Assim, só entre 1996 e finais de 2003, o número de trabalhadores da CP e da REFER diminuiu em 27 % e o transporte de passageiros de 177 milhões para 133 milhões, ao mesmo tempo que os défices de exploração anuais destas empresas aumentaram de forma significativa.
Face à gravidade da situação, o Encontro Concelhio do PCP apontou pois um conjunto de medidas essenciais à defesa do sector ferroviário, desde a manutenção dos postos de trabalho nas empresas do sector, à modernização das oficinas da EMEF no Barreiro, à electrificação rápida e total da Linha do Sado até à colocação de novo dos comboios de médio e longo curso ao serviço das cidades do Barreiro e de Setúbal.
A reconversão da Quimiparque e o futuro do Sector Ferroviário foram, entretanto, questões a que o Encontro deu particular atenção.
No primeiro caso, os participantes lembraram o processo de desindustrialização a que a Quimiparque tem sido sujeita - encerramento e desmantelamento de uma parte significativa das actividades produtivas ali existentes, desafectação de cada vez maiores áreas do Parque –, tendo sido o PCP a única força política que avançou com propostas concretas sobre a valorização do espaço da Quimiparque. O que justifica, de resto, a firme oposição que agora manifesta a qualquer projecto de especulação imobiliária para os terrenos públicos da Quimiparque, que o Masterplan e noticias vindas a público sobre o reparcelamento da zona 1 indiciam.
O PCP entende que a reconversão da Quimiparque tem de afirmar o Barreiro como «pólo importante na produção de riqueza para a região e para o País» e ter em conta as necessidades do concelho, pelo que exige a elaboração, discussão e aprovação de um Plano de Reconversão Sustentável para estes terrenos públicos que responda àqueles objectivos e seja amplamente discutido pelas partes interessadas.
futuro do sector ferroviário
Quanto ao Sector Ferroviário, «determinante» para o desenvolvimento harmonioso e sustentado da economia local e regional, deve ter, segundo o PCP, uma função eminentemente social.
Os últimos governos apostaram, porém, na desvalorização e destruição do caminho de ferro, particularmente o Governo PS/Guterres, ao retirar à CP uma área vital para o seu funcionamento como sistema de transportes – a infra-estrutura – e criar a REFER.
Também a criação e acção do Instituto Nacional do Transporte Ferroviário acabou por se traduzir no fundamental pela preparação e formalização de um «contrato leonino» com a Fertagus, em favor desta. Assim, só entre 1996 e finais de 2003, o número de trabalhadores da CP e da REFER diminuiu em 27 % e o transporte de passageiros de 177 milhões para 133 milhões, ao mesmo tempo que os défices de exploração anuais destas empresas aumentaram de forma significativa.
Face à gravidade da situação, o Encontro Concelhio do PCP apontou pois um conjunto de medidas essenciais à defesa do sector ferroviário, desde a manutenção dos postos de trabalho nas empresas do sector, à modernização das oficinas da EMEF no Barreiro, à electrificação rápida e total da Linha do Sado até à colocação de novo dos comboios de médio e longo curso ao serviço das cidades do Barreiro e de Setúbal.