Organizada em 12 cidades pela JCP

Jornada de Agitação contra Governo

Protestos em 12 cidades marcaram a tarde de sexta-feira. A JCP exige a adopção de um nova política pelo Governo e o fim dos sacrifícios para os jovens.

«O Pacto de Estabilidade só tem criado instabilidade e recessão»

Na sexta-feira, dia em que entrou em vigor do aumento do IVA de 19 para 21 por cento, a JCP promoveu uma Jornada de Agitação em várias cidades para esclarecer os jovens e mobilizá-los contra a política do Governo. Os protestos decorreram junto aos Governos Civis de Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Évora, Santarém, Castelo Branco, Viseu, Braga, Beja, Leiria e Santiago do Cacém e, no final, os participantes distribuíram panfletos a quem passava, alertando para os problemas nacionais e avançando propostas.
«À semelhança dos anteriores governos PSD/CDS-PP, o Governo PS também seguiu o discurso da tanga e a campanha contra o défice para justificar a diminuição de salários e reformas, o congelamento de carreiras, mais despedimentos, os aumentos de impostos, a destruição e privatização de serviços públicos», considera o Secretariado da JCP, referindo que o aumento do IVA é particularmente devastador no aumento de preços dos bens essenciais.
«Tudo isto a pretexto do cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento que só tem criado instabilidade e recessão na vida da maioria dos portugueses, em especial dos trabalhadores e jovens. Se o povo votou na mudança, é cada vez mais óbvio que não vai haver novidades», denunciam os jovens comunistas.

Propostas para mudar a sério

Exigindo o fim dos sacrifícios e mais direitos para a juventude, a JCP denuncia o conjunto de más políticas do executivo de José Sócrates e reafirma que os seus militantes se continuarão a bater ao lado dos jovens, trabalhadores e estudantes, por uma mudança a sério de políticas.
A JCP propõe um conjunto de medidas para vencer a crise, resolver vários défices e permitir a melhoria efectiva das condições de vida da maioria dos portugueses: o aumento dos salários, o emprego e o trabalho com direitos, o combate à fraude e evasão fiscal, o fim dos privilégios fiscais à banca e aos rendimentos da especulação, a defesa do aparelho produtivo nacional e dos seus sectores chave, a dignificação dos serviços públicos e o combate às privatizações, a melhoria efectiva do perfil tecnológico do aparelho produtivo e a revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Os jovens comunistas acusam o Governo de distribuir pelo povo mais desemprego, miséria e aumento do custo de vida para «proteger os de sempre, isto é, os lucros e privilégios do grande capital».
Para a organização, a demagógica campanha promovida pelo Governo, «desenvolvendo a tese de que são necessários mais sacrifícios por parte dos trabalhadores, procura a continuidade da política de direita sem que exista lugar para a resistência e luta dos trabalhadores». O Governo prepara-se para «dar continuidade à ofensiva contra os direitos e garantias conquistados por Abril, em especial a ofensiva contra os sindicatos e organizações dos trabalhadores», alerta.
A JCP apela para a luta e a resistência da juventude e garante que estará na primeira linha das várias frentes desta luta, nas escolas, empresas e bairros.


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