Material eléctrico vai para a luta
Concentrados sexta-feira frente à sede da associação patronal, em Lisboa, os representantes dos trabalhadores das empresas fabricantes de material eléctrico e electrónico repudiaram o boicote da ANIMEE à negociação do contrato colectivo de trabalho e convocaram uma greve nacional para 28 de Junho, inserida no dia nacional de luta da CGTP-IN.
Na reunião de dia 8, o Ministério do Trabalho deu por encerrada a fase de conciliação, o que significa o encerramento do processo negocial. «A situação criada pela ANIMEE é muito grave, já que impõe um vazio legal, violando a lei e não deixando aos trabalhadores outro caminho que não seja a luta sindical», considera-se na resolução aprovada na Avenida Guerra Junqueiro e, de seguida, entregue aos representantes patronais.
O Governo, no documento, é criticado pelas suas «hesitações e ambiguidades em relação às alterações que afirmou ir fazer, mas não fez, ao conteúdo do Código do Trabalho», o que vem «dar força ao patronato para bloquear a contratação colectiva».
Além da greve e da participação nas acções de 28 de Junho, foi decidido desencadear «um amplo processo de esclarecimento e mobilização dos trabalhadores», quer com plenários nas empresas, quer com três plenário regionais (anteontem, no Norte; ontem, no Centro; e hoje, no Sul).
Como objectivos para a greve, a FSTIEP/CGTP-IN aponta a luta contra a destruição do contrato colectivo de trabalho, a defesa do emprego e o combate às deslocalizações. Ao defender o contrato, os trabalhadores opõem-se à eliminação das diuturnidades, à redução do pagamento do trabalho nocturno a 25 por cento e apenas a partir das 23 horas, à eliminação do subsídio de turno, à «brutal flexibilidade» dos horários de trabalho, à degradação das condições de segurança, higiene e saúde e à proliferação da tendinite.
Na reunião de dia 8, o Ministério do Trabalho deu por encerrada a fase de conciliação, o que significa o encerramento do processo negocial. «A situação criada pela ANIMEE é muito grave, já que impõe um vazio legal, violando a lei e não deixando aos trabalhadores outro caminho que não seja a luta sindical», considera-se na resolução aprovada na Avenida Guerra Junqueiro e, de seguida, entregue aos representantes patronais.
O Governo, no documento, é criticado pelas suas «hesitações e ambiguidades em relação às alterações que afirmou ir fazer, mas não fez, ao conteúdo do Código do Trabalho», o que vem «dar força ao patronato para bloquear a contratação colectiva».
Além da greve e da participação nas acções de 28 de Junho, foi decidido desencadear «um amplo processo de esclarecimento e mobilização dos trabalhadores», quer com plenários nas empresas, quer com três plenário regionais (anteontem, no Norte; ontem, no Centro; e hoje, no Sul).
Como objectivos para a greve, a FSTIEP/CGTP-IN aponta a luta contra a destruição do contrato colectivo de trabalho, a defesa do emprego e o combate às deslocalizações. Ao defender o contrato, os trabalhadores opõem-se à eliminação das diuturnidades, à redução do pagamento do trabalho nocturno a 25 por cento e apenas a partir das 23 horas, à eliminação do subsídio de turno, à «brutal flexibilidade» dos horários de trabalho, à degradação das condições de segurança, higiene e saúde e à proliferação da tendinite.