Torrijos propõe diálogo nacional
O presidente do Panamá, Martín Torrijos, deu 90 dias aos parceiros sociais para a resolução da crise aberta pela reforma da Caixa de Seguro Social.
«Contestação social paralisa o país há três semanas»
Após três dias de conversações estéreis entre a Frente Nacional pela Defesa da Segurança Social (FRENADESSO) e o governo, Torrijos propôs «um grande diálogo nacional, sem exclusões» para ultrapassar a contestação social que paralisa o país há três semanas. Em causa está a nova legislação que prevê, entre outros aspectos, o aumento da idade de reforma para homens e mulheres, um agravamento das condições exigidas para os trabalhadores poderem optar pela reforma e um aumento dos descontos tanto de trabalhadores como do patronato, medidas que a maioria da população considera inaceitáveis.
A situação agravou-se no passado sábado após várias manifestações de protesto na capital e noutros pontos do país terem sido reprimidas pela Polícia Nacional, que deteve mais de um milhar de pessoas.
De acordo com o presidente do Panamá, «a única forma possível para manter a solidariedade e para não privatizar a Caixa de Seguro Social (CSS) é a prevista na lei» aprovada pelo governo. Segundo o director da CSS, René Luciani, a Caixa tem um déficit superior a 3700 milhões de dólares.
«Esta lei, apesar de não nos agradar, já que é difícil, resolve o problema da CSS», afirmou o presidente, embora reconhecendo que «tudo é susceptível de ser melhorado».
Esta opinião não é partilhada pela FRENADESSO. A Frente, que agrupa mais de 50 organizações, exige que Torrijos revogue a lei, em vigor desde 2 de Junho. A popularidade do presidente baixou em 33,7 por cento após a promulgação da polémica legislação.
A greve, que afecta principalmente os serviços médicos da CSS e hospitais públicos, o sistema de ensino público e a indústria da construção, foi decretada pela FRENADESSO a 27 de Maio e, segundo o respectivo coordenador, Andrés Rodríguez, teve já o mérito de obrigar as autoridades a sentar-se à mesa das negociações.
No «diálogo nacional» proposto pelo presidente vão participar representantes dos empresários, trabalhadores, docentes, médicos, partidos políticos, a Conferência Episcopal e o Comité Ecuménico.
A situação agravou-se no passado sábado após várias manifestações de protesto na capital e noutros pontos do país terem sido reprimidas pela Polícia Nacional, que deteve mais de um milhar de pessoas.
De acordo com o presidente do Panamá, «a única forma possível para manter a solidariedade e para não privatizar a Caixa de Seguro Social (CSS) é a prevista na lei» aprovada pelo governo. Segundo o director da CSS, René Luciani, a Caixa tem um déficit superior a 3700 milhões de dólares.
«Esta lei, apesar de não nos agradar, já que é difícil, resolve o problema da CSS», afirmou o presidente, embora reconhecendo que «tudo é susceptível de ser melhorado».
Esta opinião não é partilhada pela FRENADESSO. A Frente, que agrupa mais de 50 organizações, exige que Torrijos revogue a lei, em vigor desde 2 de Junho. A popularidade do presidente baixou em 33,7 por cento após a promulgação da polémica legislação.
A greve, que afecta principalmente os serviços médicos da CSS e hospitais públicos, o sistema de ensino público e a indústria da construção, foi decretada pela FRENADESSO a 27 de Maio e, segundo o respectivo coordenador, Andrés Rodríguez, teve já o mérito de obrigar as autoridades a sentar-se à mesa das negociações.
No «diálogo nacional» proposto pelo presidente vão participar representantes dos empresários, trabalhadores, docentes, médicos, partidos políticos, a Conferência Episcopal e o Comité Ecuménico.