O novo discurso da crise
O Governo do PS mantém o discurso da crise, mas com novos contornos. A Comissão Política da JCP contesta os argumentos e apresenta medidas para superar a crise.
Esta política garante a continuidade dos privilégios do capital
«A chamada pedagogia do défice é a versão cor-de-rosa do discurso da tanga dos anteriores governos PSD/ CDS-PP», considera a Comissão Política da JCP. «Coube a Vítor Constâncio o papel de arauto da desgraça, abrindo caminho a toda uma propaganda maciça e demagógica sobre as medidas difíceis a tomar», acrescenta em comunicado.
A Comissão Política afirma que os eleitores votaram numa política de mudança, mas «é cada vez mais óbvio que não vai haver novidades»: diminuição de salários e reformas, congelamento de carreiras, despedimentos, aumentos de impostos, depauperização de serviços públicos e a sua entrega a privados. Ou seja, «é mais da mesma velha receita da política de direita que o PS insiste em aplicar, ainda que em vez de resolver os problemas os agrave sucessivamente». Neste quadro, os jovens comunistas consideram que o aumento do IVA assume particular gravidade, tendo um efeito devastador no aumento de preços dos bens essenciais.
A JCP critica o facto do Pacto de Estabilidade e Crescimento continuar a ser o único e dogmático critério da política económica, «ainda que seja todo ele contradições. Não é pacto, porque os grandes não cumprem e o impõem aos pequenos, e só tem criado instabilidade e recessão, sobretudo na vida da maioria dos portugueses, em especial dos trabalhadores e dos jovens». Para a organização, o Governo do PS toma esta opção porque é a única que em altura de crise «garante a continuidade e aumento dos privilégios do grande capital, ao arrepio dos interesses do povo, para os quais sobra o desemprego, a miséria e a drástica diminuição do nível e qualidade de vida».
Medidas para ultrapassar a crise
A Comissão Política denuncia o que classifica como um «conjunto de más políticas» e reafirma que continuará a lutar por uma mudança a sério de políticas. E adianta como medidas para vencer a crise o aumento dos salários, o emprego e o trabalho com direitos, o combate à fraude e evasão fiscal, a defesa do aparelho produtivo nacional e dos seus sectores chave, a dignificação dos serviços públicos e o combate às privatizações de sectores essenciais, a melhoria efectiva do perfil tecnológico do aparelho produtivo e a revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Estas medidas resolveriam «vários défices duma só penada e permitiriam a melhoria efectiva das condições de vida da maioria dos portugueses».
«A demagógica campanha promovida pelo Governo, desenvolvendo a tese de que são necessários mais sacrifícios por parte dos trabalhadores, procura a continuidade da política de direita sem que exista lugar para a resistência e luta dos trabalhadores. O Governo PS prepara-se assim para dar continuidade à ofensiva contra os direitos e garantias conquistados por Abril, em especial a ofensiva contra os sindicatos e organizações dos trabalhadores», alerta a Comissão Política.
A JCP apela à luta e à resistência por parte da juventude, confiando na sua capacidade de mobilização na defesa dos seus direitos e aspirações.
A Comissão Política afirma que os eleitores votaram numa política de mudança, mas «é cada vez mais óbvio que não vai haver novidades»: diminuição de salários e reformas, congelamento de carreiras, despedimentos, aumentos de impostos, depauperização de serviços públicos e a sua entrega a privados. Ou seja, «é mais da mesma velha receita da política de direita que o PS insiste em aplicar, ainda que em vez de resolver os problemas os agrave sucessivamente». Neste quadro, os jovens comunistas consideram que o aumento do IVA assume particular gravidade, tendo um efeito devastador no aumento de preços dos bens essenciais.
A JCP critica o facto do Pacto de Estabilidade e Crescimento continuar a ser o único e dogmático critério da política económica, «ainda que seja todo ele contradições. Não é pacto, porque os grandes não cumprem e o impõem aos pequenos, e só tem criado instabilidade e recessão, sobretudo na vida da maioria dos portugueses, em especial dos trabalhadores e dos jovens». Para a organização, o Governo do PS toma esta opção porque é a única que em altura de crise «garante a continuidade e aumento dos privilégios do grande capital, ao arrepio dos interesses do povo, para os quais sobra o desemprego, a miséria e a drástica diminuição do nível e qualidade de vida».
Medidas para ultrapassar a crise
A Comissão Política denuncia o que classifica como um «conjunto de más políticas» e reafirma que continuará a lutar por uma mudança a sério de políticas. E adianta como medidas para vencer a crise o aumento dos salários, o emprego e o trabalho com direitos, o combate à fraude e evasão fiscal, a defesa do aparelho produtivo nacional e dos seus sectores chave, a dignificação dos serviços públicos e o combate às privatizações de sectores essenciais, a melhoria efectiva do perfil tecnológico do aparelho produtivo e a revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Estas medidas resolveriam «vários défices duma só penada e permitiriam a melhoria efectiva das condições de vida da maioria dos portugueses».
«A demagógica campanha promovida pelo Governo, desenvolvendo a tese de que são necessários mais sacrifícios por parte dos trabalhadores, procura a continuidade da política de direita sem que exista lugar para a resistência e luta dos trabalhadores. O Governo PS prepara-se assim para dar continuidade à ofensiva contra os direitos e garantias conquistados por Abril, em especial a ofensiva contra os sindicatos e organizações dos trabalhadores», alerta a Comissão Política.
A JCP apela à luta e à resistência por parte da juventude, confiando na sua capacidade de mobilização na defesa dos seus direitos e aspirações.